A Lei de Teerão

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Drama, Acção 131 min 2019 M/14 30/06/2022

Título Original

Samad (Payman Maadi) é um agente da brigada de narcóticos que há muito persegue Nasser (Navid Mohammadzadeh), um dos mais perigosos traficantes de Teerão, esperando que a sua captura ajude a controlar o tráfico de drogas no país, onde o número de vítimas já ultrapassa os seis milhões e meio. Mas quando Nasser é finalmente apanhado, algo que lhe valerá a pena capital, o detective percebe que, mais do que um perigoso criminoso, ele é uma vítima das circunstâncias. E isso só vem provar algo que ele já sabia: que todo o seu esforço no combate ao crime é inglório e que a verdadeira solução está fora das suas mãos. Este “thriller” de acção, realizado e escrito por Saeed Roustayi (“Leila's Brothers”), fala do grave problema do narcotráfico e da toxicodependência no Irão. PÚBLICO

Realizado por

Saeed Roustayi

Elenco

Payman Maadi, Parinaz Izadyar, Navid Mohammadzadeh

Críticas Ípsilon

Não existem críticas dos nossos críticos.

Sessões

Críticas dos leitores

Nuno Lima

Excelente filme.

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José Miguel Costa

"A Lei de Teerão" é um alucinante e dramático thriller de acção ultra-realista com um forte pendor de crítica politica e social, realizado e escrito por Saeed Roustayi (32 anos), que nos infiltra no submundo de Teerão para dar-nos conta do grave problema do narcotráfico e da toxicodependência no Irão (cujas repressivas leis proibicionistas - que implicam a pena de morte para crimes desta natureza -, bem como os fundamentalistas preceitos religiosos, não têm conseguido minorar o impacto deste flagelo, que afecta 6,5 milhões de pessoas - aqui retratadas como um exército de zombies).

Descrito por alguns como a versão iraniana dos "Os Incorruptíveis Contra a Droga" (1971), segue as pisadas de um agente da policia que, apesar de cada vez mais decrescente da eficácia do sistema judicial e da vontade politica para exterminar os verdadeiros tubarões (limitando-se apenas aos desgraçados para os quais o tráfico foi a única escapatória à miséria extrema), continua determinado, de um modo quase obsessivo, em prender um esquivo peixe graúdo local. Nem que para tal, por vezes, tenha que recorrer a métodos pouco ortodoxos (que neste filme não existem agentes da autoridade completamente puros, nem vilões exclusivamente diabólicos - todos eles têm um passado e "contextos" que "expiam" as condutas comportamentais que manifestam).
E este protagonista é genialmente interpretado por Payman Maadi (o actor fetiche do nosso conhecido - e querido - Asghar Farhadi), coadjuvado pelo não menos cativante Navid Mohammadzadeh.

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José Miguel Costa

"A Lei de Teerão" é um alucinante e dramático thriller de acção ultra-realista com um forte pendor de crítica politica e social, realizado e escrito por Saeed Roustayi (32 anos), que nos infiltra no submundo de Teerão para dar-nos conta do grave problema do narcotráfico e da toxicodependência no Irão (cujas repressivas leis proibicionistas - que implicam a pena de morte para crimes desta natureza -, bem como os fundamentalistas preceitos religiosos, não têm conseguido minorar o impacto deste flagelo, que afecta 6,5 milhões de pessoas - aqui retratadas como um exército de zombies).

Descrito por alguns como a versão iraniana dos "Os Incorruptíveis Contra a Droga" (1971), segue as pisadas de um agente da policia que, apesar de cada vez mais decrescente da eficácia do sistema judicial e da vontade politica para exterminar os verdadeiros tubarões (limitando-se apenas aos desgraçados para os quais o tráfico foi a única escapatória à miséria extrema), continua determinado, de um modo quase obsessivo, em prender um esquivo peixe graúdo local. Nem que para tal, por vezes, tenha que recorrer a métodos pouco ortodoxos (que neste filme não existem agentes da autoridade completamente puros, nem vilões exclusivamente diabólicos - todos eles têm um passado e "contextos" que "expiam" as condutas comportamentais que manifestam).
E este protagonista é genialmente interpretado por Payman Maadi (o actor fetiche do nosso conhecido - e querido - Asghar Farhadi), coadjuvado pelo não menos cativante Navid Mohammadzadeh.

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