Tesouro

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Comédia 89 min 2015 M/12 27/10/2016 ROM, FRA

Título Original

Comoara

Sinopse

Costi leva uma vida tranquila em Bucareste (Roménia), com a mulher e o filho de seis anos. Certo dia, Adrian, o vizinho do lado, chega a sua casa para lhe pedir dinheiro emprestado. Ao perceber a recusa de Costi, o vizinho explica que precisa de uma certa quantia para alugar um detector de metais e, com ele, encontrar um tesouro que, muitos anos antes, o avô enterrou no quintal. Os dois concordam em unir esforços: Costi arranja o dinheiro para o detector de metais; em contrapartida, Adrian promete dividir o tesouro. Mas o que vão encontrar é algo totalmente inesperado…
Com assinatura do aclamado realizador Corneliu Porumboiu, esteve presente no Festival de Cinema de Cannes, onde recebeu o prémio Un Certain Talent. PÚBLICO
 

Críticas Ípsilon

Nas entranhas da Roménia

Luís Miguel Oliveira

A Roménia nova continua a caminhar sobre a sua História, por mais que a queira enterrar, parece ser a moral da História – que Porumboiu expõe sem qualquer demonstração, numa linearidade factual que é a maior força de Tesouro.

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A caça aos gambozinos

Jorge Mourinha

O novo filme de Corneliu Porumboiu, O Tesouro, subverte todas as expectativas.

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Críticas dos leitores

3 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

O "Tesouro" é um filme (quase) minimalista com uma narrativa simples/sóbria e objectiva, que pode teoricamente ser englobado na corrente do realismo social, apesar do seu tom de fábula moral algo surrealista e paradoxal (com uma dose de requintada de critica de costumes, graças ao recurso a um humor seco, tão característico do Novo Cinema Romeno) – afinal, não é todos os dias que vemos 3 adultos “normais” à procura de um hipotético tesouro enterrado num quintal como se fosse a coisa mais natural do mundo. <br /> <br />Refira-se em abono da verdade que o realizador do magnifico “12:08, a Este de Bucareste” (2006) desiludiu-me com este seu novo trabalho (sendo que já nutri o mesmo sentimento para com o chatinho “Quando a Noite Cai em Bucareste ou Metabolismo”, de 2013), pois, embora seja detentor de algumas subtilezas que o elevam do nível mediano, o ritmo demasiado lento que o caracteriza, bem como a ausência de enredos secundários, quase lhe retiram interesse. Valha-lhe/valha-nos o inesperado final poético e satírico, que pela mensagem subjacente que transmite acaba por dar alma e consistência a um filme até então low profile, transformando-o numa espécie de Robin Hood romeno dos tempos modernos (e, a titulo de curiosidade, deixem que vos diga que a inclusão nos créditos finais duma cover do tema “Live is Life” dos Opus é deliciosamente kitsch). <br />
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