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[Rec]
Título Original
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Realizado por
Elenco
Sinopse
Prémio de melhor filme no Fantasporto, é a história de uma equipa de repórteres de televisão que decide documentar em directo uma patrulha de bombeiros em serviço durante a noite. O objectivo é registar todos os momentos destes profissionais, mesmo as situações mais arriscadas. A primeira missão da noite é resgatar uma idosa que se encontra fechada no seu apartamento por motivos desconhecidos. Mas algo durante a missão corre terrivelmente mal. O que parecia ser uma simples tarefa de rotina torna-se num inferno. Algo sinistro e maléfico anda à solta e ameaça a corporação de bombeiros e a equipa de televisão. E a câmara continuará sempre a filmar até ao último momento. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
[Rec]
Ler maisCríticas dos leitores
Vamos muito mal de filmes de terror...
Blerg
O Sr, Jorge Mourinha tem toda a minha concordância. Quando este filme chega às salas com um invejável currículo de prémios e vénias babadas de uma série de festivais (ainda por cima com o pódio no Fantasporto), algo de muito mal se está a passar dentro do meio. Assim por alto: ideias mais que estafadas (este cruzamento entre Blair Witch P. e cinema de George Romero, em vez de reunir o melhor de ambos, junta o pior de ambos), inverosimilhança atrás de inverosimilhança no que respeita a "motivos", movimentos de câmara bruscos, a roçarem o insuportável, previsibilidade em quase todos os sustos, e um final carregadinho de tédio e bocejo, em que a pressa e a urgência em assustar o espectador se sobrepõem ao natural suspense "realista" de um filme com por exenplo o "The Mist".
Muitos berros, pouco medo...
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A Morte em Directo
António Mercês
“[Rec]” apresenta-se como um herdeiro do género de filmes que procura reproduzir a sensação de “filmagem em tempo real”, tradição esta que remonta ao já quase decano “Blair Witch Project”. Construindo a sua acção a partir de uma simples e inocente reportagem nocturna durante um turno de uma equipa de bombeiros, a dado momento dá-se o volte-face total. O mérito reside no facto deste ser apresentado de um modo totalmente inesperado e repentino. Ou seja, através de uma volta de 180 graus. O pânico e desordem instalam-se quando uma situação aparentemente simples e rotineira, logo de presumível rápida solução, se torna em algo que os próprios intervenientes deixam de poder controlar, tornando-se inclusive reféns e potenciais vítimas do desenrolar dos acontecimentos. O caos reina à medida que o elenco vai sendo de forma reduzido – quais objectos digeridos num arrebatamento “auto-fágico” que tudo parece querer devorar (o Mal reinante que assola o edifício todo, em pleno centro urbano da cidade de Barcelona). De um modo progressivamente asfixiante os sobreviventes (e a própria audiência) são literalmente empurrados para onde lhes é possível fugir (os primeiros, até ao sótão aparentemente não habitado; os segundos, pelas cadeiras acima). Até a própria noção de espaço é exasperadamente pequena, à medida que a esperança de sobrevivência se vai igualmente reduzindo. A noção de Mal acaba por se materializar na forma de zombies, nos quais os humanos se transformam após serem contaminados por um vírus (ou outro tipo de microrganismo) que se transmite através da saliva. Tal é igualmente típico no género do filme de terror. Sendo um registo canónico dentro do género no qual se insere, “[Rec]” apresenta-se como um brilhante exemplo que, por um lado, dá continuidade à tradição do mesmo, mas que por outro lado lhe insufla novo fôlego. Não é de todo novidade, pois já existem exemplos anteriores, dos quais os mais mediáticos serão “The Blair Witch Project” ou, mais recentemente, “Cloverfield”. Contudo, o simples facto de “agarrar” o espectador à cadeira a partir do preciso momento em que tal se deve dar (o “timing” é igualmente ideal) garante-lhe o epíteto de “Exemplar”.Em suma, não há tempo a perder, não há espaço para onde se possa fugir, não há sobrevivência possível. A maldição cumpre-se da forma mais cruel. E o círculo fecha-se sobre si próprio. Ou será que se fechou mesmo?!
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Tensão no estado puro
João Mendes
Um filme fantástico que entusiasma e não desilude. O ambiente é perfeito do início ao fim, prendendo de tal maneira que é como se estivesses a viver aquela assustadora e aflitiva situação. O que mais gostei do filme, não foram os sustos (que mesmo assim nos fazem saltar da cadeira várias vezes), mas sim a ansiedade e nervosismo raros que provoca. Sou fã de terror e este filme foi um dos melhores que já vi nos últimos tempos, senão o melhor. Recomendo aos fãs do género!
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Justa vitória no Fantasporto
AO
Está bem conseguido. Se o propósito de um filme de terror/suspance é fazer-nos saltar da cadeira, tapar os olhos de vez em quando e sair da sala espreitando ainda por trás do ombro para ver se estamos a ser perseguidos, então REC atingiu os seus objectivos. Alterna sequências de cenas bastante calmas, com espaço para o espectador se voltar a sentar normalmente na cadeira, com outras em que a sucessão de cenas é alucinante tanto a nível gráfico quanto sonoro. Gosta de filmes de terror? Vá ver! Não gosta, tem dificuldade em adormecer? Não vá! Mais fantástico de tudo no fim de contas nem é o filme em si, mas a capacidade que o Sr. Jorge Mourinha tem de continuar a achar que nenhum filme nem sequer é razoável...
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Filme emocionante
mariano salvatore
Acho muito negativa esta crítica, e não concordo minimamente com ela. O filme é bem feito, emocionante e assustador. Um tema já visto muitas vezes, elementos de horror já varias vezes explorados, ao ponto que quase parecem citações (penso entre tantos, no Silêncio dos Inocentes), as incoerências de costume neste tipo de filme-reportagem, mas mesmo assim tudo muito bem realizado e com o justo ritmo. Imperdível para quem gosta deste tipo de espectáculo.
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