Operação Outono

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Thriller 92 min 2012 M/12 22/11/2012

Título Original

Operação Outono

Sinopse

<p>"Operação Outono" foi o nome de código dado à operação levada a cabo pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) com o objectivo claro de assassinar o general Humberto Delgado. A operação, bem-sucedida, culminou com a sua morte a 13 de Fevereiro de 1965, na herdade de Los Almerines, próximo da ribeira de Olivença, no limite jurídico entre Portugal e Espanha. A acção do filme decorre entre Portugal, Espanha, Argélia, Marrocos, França e Itália entre os anos 1964 e 1981, desde a preparação da operação até ao caso em tribunal, já depois da revolução de Abril. Através do uso de algumas imagens de arquivo, Bruno de Almeida ("The Lovebirds") realiza um "thriller" político tendo como base o livro "Humberto Delgado, Biografia do General Sem Medo", de Frederico Delgado Rosa, neto do general, onde são reveladas novas pistas sobre o assassínio de um homem que se tornou num dos ícones pela liberdade e contra a ditadura de Salazar. Produzido por Paulo Branco, conta ainda com a participação dos actores John Marcello Urgeghe, João d'Ávila, Nuno Lopes, Pedro Efe, Diogo Dória, Luís Lima Barreto, Adriano Carvalho, José Nascimento, Ana Padrão, Cleia Almeida, Carla Chambel e Camané. PÚBLICO</p>

Realizado por

Bruno de Almeida

Elenco

John Ventimiglia, Nuno Lopes, Diogo Dória

Críticas Ípsilon

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Vasco Câmara

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Jorge Mourinha

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O general sem voz

Luís Miguel Oliveira

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Críticas dos leitores

A Jorge

Excelente filme. Deveria fazer parte dos filmes visionados pelos alunos das nossas escolas nas aulas de História.

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H.Pinto

Bom filme. Filme de família. Belo retrato do Portugal da época e da repressão. Salvo o Delgado! Que actores!! Aproveitem a maré e façam um filme por exemplo sobre o H.Galvão. Quanto ao resto, falem os críticos.

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Luis Campos Pinheiro

Muitíssimo bom, fiquei agarrado à cadeira os 90 minutos! Atores excelentes!

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Ivo Miguel Barroso

<p>Um bom filme histórico, baseado no livro de Frederico Delgado Rosa, neto de Humberto Delgado, numa investigação histórica séria. <br /><br />Uma boa surpresa, sem prejuízo de o filme perder fulgor para a parte final, quando os arguidos testemunham em tribunal. <br /><br />"Operação Outono" era o nome de código da operação que a PIDE levou a cabo, para atrair e assassinar Humberto Delgado.<br /><br />Na essência, trata-se de um crime político, contra um opositor político, que, após não lhe ter sido reconhecida a vitória nas eleições presidenciais, pretendia fazer uma revolução em Portugal. <br /><br />Na História, há vários registos de crimes de Estado desse tipo: designadamente, o assassínio de Trotsky, pela URSS de Estaline; de Che Guevara pelos EUA; e, mais recentemente, sem prejuízo de ter cometido actos terroristas hediondos, de Bin Laden. <br /><br />O filme aparece narrado em "flashback", com o julgamento de 1978-1981, no Tribunal Militar de Santa Clara.<br /><br />Creio que retrata bem Humberto Delgado, pouco previdente, bastante incauto.<br /><br />Retrata bem a lisonja dos agentes da PIDE, a psicopatia e o cinismo dos agentes da PIDE, em particular de Rosa Casaco. <br /><br />O agente "bufo" Prof. Mário de Carvalho chegou a ter boas relações com DELGADO. Na verdade, era um agente da PIDE.<br />Depois, inventaram um suposto advogado oposicionista e atraíram Humberto Delgadode Paris para Marrocos e, depois, para Espanha, supostamente para se encontrar com militares portugueses que estariam dispostos a realizar uma revolução. Na verdade, era uma armadilha. <br /><br />Nesse encontro, os agentes da PIDE assassinam Humberto Delgado, que trazia consigo uma pistola; e a sua secretária, que o acompanhava.<br /><br />É também descrito com pormenor o transporte e a ocultação dos cadáveres por parte da "Brigada" da PIDE, que "improvisou".<br /><br />A Oposição em Argel logo denunciou o assassínio de Humberto Delgado.<br />As autoridades espanholas descobriram os cadáveres e, apesar de estarem em ditadura, realizaram uma boa investigação e divulgaram para a imprensa.<br /><br />O cadáver foi reconhecido, devido a um anele de ouro, com as iniciais "HD" (Humberto Delgado) e as asas da aeronáutica. <br /><br />A PIDE mandou destruir os registos da "operação Outono".<br /><br />No julgamento de 1978-1981, prevaleceu em tribunal uma versão que atribuía a autoria do crime a apenas um dos agentes, que não teria agido com a "cobertura" dos restantes (v. g., a versão de Rosa Casaco, que depôs no processo, em Madrid, mentindo, dizendo que não tinha dado as ordens). A intenção teria sido a de um rapto ou de atrair Delgado para Portugal e, aí, o prender. <br />Apesar de o Tribunal ter recebido os documentos do processo de Badajoz, não os terá tido devidamente em conta. <br />Essa versão é falsa, segundo a reconstituição histórica. Tratou-se de um plano maquiavélico, levado a cabo com psicopatia e frieza de ânimo. <br />Fica, pois, a suspeita de que o tribunal não foi imparcial.<br />A sentença final alinhou na versão do rapto, do disparo de apenas um tiro e condenou apenas um dos autores do crime, como "bode expiatório" e condenou a maioria dos arguidos a crimes de falsificação de documentos. <br /><br />Ficam várias frases do filme:<br />"As decisões superiores não se discutem"; "(...) em defesa do interesse da nação"<br /><br />Os agentes da PIDE, ao entrarem na fronteira, dizem: "boa gente".<br /><br />A versão do crime de 13 de Fevereiro de 1965 não é narrada logo, mas apenas no final do filme. <br /><br />Como se disse, a parte dos depoimentos falsos sobre os acontecimentos é a parte mais monótona (alegando ter havido um combate corpo a corpo).<br /><br />É de notar o muito bom desempenho dos protagonistas; em particular, do personagem que faz de ROSA CASACO.<br /><br />Realização muito boa de Bruno De Almeida, que também escreveu laboriosamente o argumento, com base no livro aludido.<br /><br /><br />Nota: 17 valores. <br /><br />Ivo Miguel Barroso</p>

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