O Mauritano

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Thriller, Drama 129 min 2021 M/14 20/05/2021

Título Original

The Mauritanian

Sinopse

A trágica história verídica do mauritano Mohamedou Ould Slahi, feito prisioneiro em 2002 pelo Governo norte-americano e levado para Guantánamo sem nenhuma acusação ou julgamento, onde esteve encarcerado até 2016. Durante esses 14 anos, Mohamedou foi submetido a privação de sono, isolamento, temperaturas extremas, espancamentos, uma execução simulada e várias formas de humilhação. Quando estava prestes a perder toda a esperança, conheceu Nancy Hollander e Teri Duncan, duas advogadas interessadas em representar o seu caso. Os três tiveram de lutar contra um sistema de leis pouco claras e pessoas dispostas a tudo para provar que tinham razão. 
Realizado por Kevin Macdonald, tem como base o livro de memórias "Guantanamo Diary", escrito ainda na cadeia pelo próprio Mohamedou Ould Slahi, que se tornou um “best-seller” internacional. Tahar Rahim (nomeado para o Globo de Ouro pela sua actuação), Jodie Foster (vencedora do Globo de Ouro de melhor actriz secundária), Shailene Woodley, Benedict Cumberbatch e Zachary Levi assumem as personagens principais. O jornal britânico The Guardian tem um documentário premiado com um BAFTA chamado “My Brother’s Keeper” (disponível aqui), sobre a amizade de Mohamedou Ould Slahi com Steve Wood, um guarda prisional que conheceu em Guantánamo. PÚBLICO

Realizado por

Kevin Macdonald

Elenco

Nouhe Hamady Bari, Tahar Rahim, Saadna Hamoud

Críticas Ípsilon

Uma história exemplar

Jorge Mourinha

Caso verídico dos anos Bush, a história de um inocente apanhado nas malhas da política americana podia ter dado um filme muito melhor do que o que Kevin Macdonald fez, desaproveitando o elenco que reuniu.

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Críticas dos leitores

Raul Gomes

Ou como os iinteresses de alguns políticos se sobrepõe, à custa dos mais elementares direitos humanos, em favor de uma opinião pública, retrógada e alienada, que a todo o custo quer um culpado, arabe se possível para se sentir tranquila <br />Guantánamo nunca deveria ter existido, e, apesar das "boas intenções" de o encerrar, inclusivé de Obama e Biden, ainda não foi encerrada. <br />È a negação total de uma democracia que apregoam, mas de que não se conseguem llibertar, para não traírem o seu eleitorado, rural, xenófobo, ignorante e de tendência maioritariamente supremacista. <br />Filme de denuncia, bem elaborado, descritivo de todas as vivências nesse campo abjecto a que chamam Gitmo, como antes se chamava nazismo, e às torturas em todo modo iguais. <br />O magnetismo de Jodie Foster e a bela representação de Tahar Rahim, tornam este filme/denúncia um belo filme, neste deserto cinematográfico que atravessamos. <br />De alguma forma fez-me lembrar de "Chove em Santiago"

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Raul Gomes

Ou como os iinteresses de alguns políticos se sobrepõe, à custa dos mais elementares direitos humanos, em favor de uma opinião pública, retrógada e alienada, que a todo o custo quer um culpado, arabe se possível para se sentir tranquila <br />Guantánamo nunca deveria ter existido, e, apesar das "boas intenções" de o encerrar, inclusivé de Obama e Biden, ainda não foi encerrada. <br />È a negação total de uma democracia que apregoam, mas de que não se conseguem llibertar, para não traírem o seu eleitorado, rural, xenófobo, ignorante e de tendência maioritariamente supremacista. <br />Filme de denuncia, bem elaborado, descritivo de todas as vivências nesse campo abjecto a que chamam Gitmo, como antes se chamava nazismo, e às torturas em todo modo iguais. <br />O magnetismo de Jodie Foster e a bela representação de Tahar Rahim, tornam este filme/denúncia um belo filme, neste deserto cinematográfico que atravessamos. <br />De alguma forma fez-me lembrar de "Chove em Santiago"

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Joana Castro

Só há uma resposta: a vergonha dos USA com a cumplicidade de Cuba.

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José Miguel Costa

"O Mauritano", realizado por Kevin Macdonald, é um triller politico/judicial que relata a história verídica do mujahidin Mohamedou Ould Slahi (tendo por base o livro de memórias do próprio, "O Diario de Guantánamo"), feito prisioneiro pelos USA, no seu país de origem, em 2002, na sequência dos atentados terroristas contra as torres gémeas de NY, e transportado para a prisão de Guantánamo (sem qualquer acusação formal ou julgamento), onde esteve detido até 2016, apesar de ter sido considerado inocente em 2010. <br />Tendo-se declarado culpado, após vários anos de interrogatórios, privações e tortura, o seu caso tornou-se mediático (e um pedregulho no sapato das administrações Bush e Obama) após a implacável advogada de causas humanitárias Nancy Hollander assumir, pro bono, a sua defesa e consequentemente espalhar "aos sete ventos" os atropelos legais e aos direitos humanos de que o seu cliente foi vitima. <br /> <br />Apesar de possuir por base matéria-prima de excelência, trabalhada por um elenco de luxo (Jodie Foster e Tahar Rahim), o produto final é algo anémico. Falta-lhe emoção/"empolgamento", facto tão mais grave se considerarmos que estamos perante um "filme-denúncia". Tal deve-se, em parte, à opção por uma estrutura narrativa desarticulada e "mal colada", consequência de um esquartejamento excessivo (já que a história - desinspirada - é exposta sob a perspectiva de três protagonistas) e do recurso a flashbacks "mal inseridos" e demasiado longos (factores que lhe retiram intensidade dramática). <br />Se a isto somarmos o facto de não arriscar um milimetro em direcção ao campo do "politicamente incorrecto", chaga-se à conclusão de que apenas não estamos perante uma obra completamente dispensável graças ao magnetismo da performance do Tahar Rahim.

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Pedro Brás Marques

Após os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 perpetrados pela Al-Qaeda, os EUA trataram de arranjar culpados a toda a força, numa clara tentativa de expiação. Activaram os seus meios militares e de espionagem e começaram, então, a varrer o Mundo à procura de indivíduos com ligações à organização terrorista. Os que não eram abatidos, tinham como destino o campo de concentração de Guantánamo, em Cuba, onde os Direitos Humanos pura e simplesmente não existiam. Ali estiveram perto de oito centenas de prisioneiros, dos quais a esmagadora maioria acabou libertada e ilibada, ficando livres e sem qualquer acusação. É o caso de Mohamedou Ould Slahi, um cidadão mauritano, que ali passou catorze anos de vida, tendo sido torturado de todas as formas e feitios, sem que fosse acusado de qualquer crime. <br /><br />“The Mauritanian” conta a sua história. Detido no país Natal, porque teve contactos circunstanciais com membros da Al-Queda, atravessou um calvário de sofrimentos que teve como única luz de esperança as advogadas Nancy Hollander e Teri Duncan, a trabalharem pro-bono no caso e que invocaram todos os argumentos legais para que tivesse acesso à mais elementar justiça que um país democrático pode garantir e não a algo mais próximo dum regime ditatorial. Conseguem, especificamente, que os prisioneiros tenham direito a peticionar o instituto jurídico do ‘habeas corpus’, com vista a questionar a detenção sob abuso de poder. Pior, ainda, é a percepção de que há provas fabricadas e imputações falsas apenas e só para se obter uma condenação. Aliás, a monstruosidade é tal que o próprio acusador, o coronel Stuart Couch, escolhido pelo seu brilhantismo, se afasta do processo. <br /><br />Baseado no livro “Diário de Guantánamo”, do próprio Mohamedou Ould Slahi, o filme ilustra o arco temporal em que ele esteve preso e as provações por que passou e não parece que tivesse outra pretensão. É pena, porque com a presença de actores do calibre de Jodie Foster, Benedict Cumberbatch e Tahar Rahim, havia a possibilidade de se conseguir uma obra que emergisse para lá da linear narrativa dos factos. O actor francês, que começou o ano em grande na série “A Serpente” (Netflix), segura a interpretação com firmeza, fugindo a um registo cabotino, típico de muitas interpretações de personagens mergulhadas em situações semelhantes. <br />“The Mauritanian” vale, por isso, essencialmente como um alerta para que as traves mestras da nossa civilização não possam ser adulteradas, por muito forte que seja o motivo, sob pena da integridade do sistema acabar por ruir.

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António Paisana

Um filme baseado em factos verídicos em que o foco está na justiça e o que ela representa para todos nós. Todos os cidadãos merecem um julgamento justo e de acordo com a lei. Um excelente filme. Recomendo.

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