O Lado Selvagem

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Drama 140 min 2008 M/12 31/01/2008

Título Original

Into The Wild

Sinopse

Recentemente licenciado e com um brilhante futuro à sua frente, Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovem de 22 anos, opta por prescindir da sua vida privilegiada e parte em busca de aventura. A sua viagem transforma-o num símbolo de resistência para inúmeras pessoas. Mas quem era Christopher McCandless? Um aventureiro heróico ou um idealista ingénuo, um Thoreau rebelde dos anos 90 ou mais um filho americano perdido a vaguear? Um homem que arriscava tudo ou uma trágica figura a lutar com o precário equilíbrio entre o Homem e a Natureza? <br /> Realizado por Sean Penn a partir do aclamado romance de Jon Krakauer, retrata cada etapa da viagem pela América de McCandless e as personagens coloridas que vai encontrando e que vão moldando o seu carácter. PÚBLICO

Realizado por

Sean Penn

Elenco

William Hurt, Marcia Gay Harden, Emile Hirsch

Críticas Ípsilon

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Vasco Câmara

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Jorge Mourinha

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Críticas dos leitores

João Pedro Araújo

Simplesmente fantástico....tenho de admitir que é um pouco extenso, mas vale cada minuto dispensado. Este filme aborda toda a condição humana, questionando o conformismo e a aceitação do imediato, levada a cabo pela sociedade do mundo em que vivemos. Mesmo sendo uma história passada há mais de dez anos, Into the wild, é ainda muito actual (visto que os valores por que se regem a nossa sociedade não se alteraram).<BR/> Tenho também a salientar o excelente desempenho do Emile Hirsch, que impõe verdadeiro realismo à personagem. Por vezes, parece não se tratar de um filme mas de um documentário, gravado pelo próprio Alexander Supertramp....<BR/>Recomendo vivamente, a quem gostar do género e a quem no âmago já tenha questionado o rumo que o nosso mundo leva....

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Tiago

Concordo contigo Sara C. Sou de Lisboa mas estive no Porto a semana passada e fiquei impressionado (pela negativa) pela diferença de oferta entre Lisboa e Porto. Não se percebe. Já agora, em relação ao filme, gostei bastante. Dá muito em que pensar...

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Tiago Pereira da Silva

Por: Tiago Pereira da Silva<BR/><BR/>(�) A cena em que Penn coloca Emile Hirsch a cantar a bordo de um comboio as palavras: "Trailer for sale or rent, rooms to let, fifty cents, No phone, no pool, no pets"(�)� extraordin�ria. Num plano de c�mara fant�stico, em que a mesma se vai �evaporando� no ar, para de repente, entrar no universo da personagem de Chris a pernoitar no comboio, e, ao som de �King of the road� de Roger Miller (apropriadamente escolhida) vamos observando uma l�gica de improviso do actor. Ele � Chris, ele � tamb�m uma esp�cie de �Hurricane� ou �Rocky Marciano� deambulando com os bra�os, como se nada o atingisse, � a� que rodando um sem n�mero de vezes a cara na escurid�o altiva da noite, (que Penn sob captar e fazer sobressair, apenas, a iluminada presen�a-luz de seu rosto) deitando-se lentamente no ch�o, ele se transforma num homem - pleno de realiza��o. Aceita a sua condi��o de vagabundo aventureiro (no melhor sentido do termo) e demonstra-nos a felicidade da liberdade total. <BR/><BR/>� um momento crucial do filme. Estou em crer que ao recorrer a uma reminisc�ncia do sentimento da personagem, atrav�s da m�sica �King of the road�, Sean quis revelar-nos um pouco sobre o amadurecimento da personagem - Chris. Uma poss�vel interpreta��o: da� em diante, ele passa a ser homem.<BR/>Esta cena �, para mim, um momento de iconografia cinematogr�fica que merece ser recordada em muitos e muitos anos de cinema. Arrepiante de t�o bem conseguida. Estava capaz de perder-me nos meandros do que escrevo� mas prefiro n�o revelar tudo o que a cena representa para mim (...)<BR/>

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Sara C.

� uma vergonha que este filme s� esteja em exibi��o nas salas de cinema de Lisboa!

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Joao Guerra

Christopher McCandless foi um jovem americano que, como tantos outros, se revoltava contra o sistema no qual aparentemente estava inserido, mas nem por isso se sentia integrado. Aos 22 anos enceta uma jornada imprevis�vel pela Am�rica profunda, com o objectivo final de chegar ao Alasca. Impl�cita estava uma tentativa de descoberta de si pr�prio e do seu lugar no mundo. Saliente-se que o rapaz, com curso superior recentemente conclu�do, tinha todas as hipoteses de ingressar num qualquer emprego, tinha pais influentes, dinheiro e bens materiais. Al�m disso era tamb�m muito inteligente, e excelente aluno. Mas nenhum desses aspectos era realmente importante na sua vida. Na verdade a sua familia era completamente difuncional (como quase todas), e cedo se refugiou tamb�m na literatura (que a prop�sito, o acompanha sempre, at� ao �ltimo segundo), seguindo ideais de liberdade total, aliena��o face ao material, paz de espirito e felicidade absoluta e em sintonia com a natureza, valores que o norteavam na decis�o de, sozinho, mudar de vida e criar o seu pr�prio caminho. Este filme, que nos � contado em jeito biogr�fico, beneficia muito da pessoa que McCandless foi, um perfeito idiota, ou um idealista puro, fica ao crit�rio de quem v�. E o filme assim tamb�m poder� ser entendido, uma obra prima ou uma perfeita porcaria. Quanto a mim, penso que ficar� no meio termo. Na verdade o filme n�o � uma obra prima, como o gostam de pintar (apelando claramente aos Oscares). L� porque tem poesia, m�sica de Eddie Vedder, bons planos e boa fotografia, isso n�o faz de si um excelente filme. O filme tenta ser mais do que aquilo que �, mas apesar disso o enredo � interessante, e a interpreta��o do actor Emile Hirsch � bastante boa. J� a dos restantes actores (principalmente os pais), nem por isso, salvo algumas excep��es. Mas o que � realmente importante � o legado que Christopher McCandless nos deixou, e a reflex�o existencialista que a sua hist�ria convoca. No final, McCandless (que se auto-intitulava como Alexander Supertramp, com a rebeldia que o caracterizava) chegou a uma conclus�o angustiante (que deixo para quem vir o filme), por talvez ter ido longe demais.<BR/>http://mr-robinson.blogspot.com/<BR/>

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Rui Rito

Filme importante numa altura importante

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Nuno David

<BR/>Queria tanto a liberdade que nela encontrou a morte.<BR/><BR/>"Death's a fierce meadowlark but to die having made Something more equal to centuries Than muscle and bone, is mostly to shed weakness. The mountains are dead stone, the people Admire or hate their stature, their insolent quietness, The mountains are not softened or troubled And a few dead men's thoughts have the same temper." - "I HAVE HAD A HAPPY LIFE AND THANK THE LORD. GOODBYE AND MAY GOD BLESS ALL!" Christopher Johnson McCandless (12 Fev.1968 � 18 Ag.1992)<BR/><BR/>Um Verdadeiro "Fern�o Capelo Gaivota"...

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Ricardo

Com � poss�vel este filme estrear em Lisboa e n�o acontecer o mesmo no Porto?<BR/>Que pa�s � este?..<BR/>Sou grande apreciador de Sean Penn e Eddie Vedder (banda sonora), que ali�s j� coincidiram juntos em "Dead man walking" e estou curioso por ver o filme..<BR/>A ind�stria cinematogr�fica neste pa�s � vergonhosa e � por isso que Lisboa neste momento � o que �, inerte, sem alma, pouco inovadora e o Porto uma das cidades mais pr�speras da Europa, na ind�stria, na arte, na medicina, na inova��o e desporto...<BR/>Admitam isso...<BR/>

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Pedro Ferreira

� um filme diferente, que nos faz pensar at� que ponto a vida que levamos � conduzida por n�s ou por terceiros. Com uma banda sonora muito pr�pria traduz uma mensagem muito diferente da que nos habituamos quer nas diversas realiza��es de Hollywood quer nos diversos programas de TV nacionais e internacionais. E um must see para acompanhar diferentes pontos de vista.

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� um filme muito bem cotado internacionalmente, mas por c�, apenas em lisboa (em pouquissimas salas) o poder� ver, portanto a quest�o � a seguinte: al�m de ter demorado cerca de 5 meses a chegar a este pa�s, se viver fora de lisboa ter� de fazer uns bons kms para assistir a uma obra do cinema actual, que critica uma sociedade sem no��es da realidade, que s� faz pensar que est� a ser censurado....????expliquem

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