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O Idiota Sentimental

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71 min 1956 M/12 16/04/2026 JAP

Título Original

Uma longa introdução musical, uma cantora num "cabaret", uma canção em inglês para uma audiência onde há muitos homens ocidentais — é claramente o Japão do pós-guerra, o da ocupação americana que talvez já não fosse militar, mas continuava a ser económica. Depois, é uma história extraordinária de punições, expiações, redenções: a cantora desperta muitas paixões, de homens ricos cujas ofertas ela aceita sem grandes pruridos morais, mas também atrai um rapaz que de rico não tem nada e precisa de roubar (o patrão, por exemplo) para poder competir pelas atenções dela.

Num volte-face misterioso, a cantora vai procurar redimir o “idiota sentimental” que se atolou em dívidas por causa dela, e isso é um percurso cheio de subentendidos bastante perturbantes, à medida que ela vai negociando pessoalmente com todos os queixosos. Mais uma vez, há imensos "leitmotivs" (os planos das escadas, por exemplo), mas há sobretudo uma estrutura imprevisível, uma economia narrativa que parece prolongar as cenas pouco determinantes e deixar em elipse os momentos decisivos, e há esse enigmático roteiro da submissão, ou da humilhação, dessa mulher que primeiro leva os homens à perdição e depois se perde para os salvar — aquele plano, nas obras, em que ele fica no meio enquanto os trabalhadores despejam pazadas de areia por cima dela é sumamente perturbante, parece mesmo uma metáfora de ritual de humilhação sexual. ​Luís Miguel Oliveira, PÚBLICO

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