Miroirs No. 3
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Ver sessõesO alemão Christian Petzold, responsável por filmes como "Barbara", "Phoenix" ou "Em Trânsito", entre vários outros, assina este drama sobre Laura (Paula Beer), uma estudante de piano que tem um terrível acidente de viação que mata o seu namorado. Apesar de não ficar com qualquer sequela física, tem de recuperar do trauma e é então acolhida pela família de Betty (Barbara Auer), que é testemunha do desastre e a trata quase como uma filha, isto com a ajuda do marido e do filho, que é adulto. Só que começa a suspeitar das razões para a hospitalidade desta nova família. Estreado na Quinzena dos Realizadores da edição de 2025 do Festival de Cannes. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Miroirs No. 3, de Christian Petzold: a música dos fantasmas
Um romantismo despojado, sem ornamentação, mas com muitos fantasmas — ou sugestões de fantasmas. Belíssimo.
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Cinema City Alvalade, Lisboa
13h15
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13h15
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Medeia Nimas, Lisboa
17h -
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Críticas dos leitores
Miroirs nº3
Fernando Oliveira
Os filmes de Petzold estão envoltos numa inquietante estranheza, há um entorpecimento emocional que não despega, a realidade e os sonhos enleiam-se, mesmo num filme com uma fotografia tão luminosa como este há “sombras” todo o tempo. Parece querer afastar o mundo cá fora. São filmes que acreditam na inteligência e na memória cinematográfica de quem o vê (muitas das sombras neste filme são isso mesmo: “bocados” dessa memória, de Tourneur, de Hitchcock, de Preminger), e que acreditam no Cinema.
Laura estuda piano em Berlim, está triste, melancólica, talvez “perdida”. Numa viagem numa zona rural da Alemanha sofre um acidente de viação, o namorado morre, é socorrida por uma mulher, surpreendentemente não quer ir para o hospital, pede para ficar na casa daquela mulher, Betty, e ela aceita.
As imagens do carro acidentado e dos corpos no chão são uma quebra, depois delas os personagens estão a olhar para o espelho, ou do outro lado dele, num mundo que tange os sonhos. A realidade – uma jovem mulher recebida por uma família em luto que quer que ela tome o lugar da filha que se suicidou – é-nos devolvida em ambiências que tangem o onírico, divagações em surdina por percepções que estão do outro lado – o som do vento, a luz que inunda as janelas, as cores – do lado do irreal.
Contou o realizador que quis contar uma história sobre duas mulheres “avariadas emocionalmente” que vão consertar-se uma à outra, e é belíssima a forma como consegue fazer brotar as angústias, as dúvidas, a mentira, o caos emocional nos seus personagens.
Para Betty, Laura é como a personagem do mesmo nome do filme de Preminger, alguém que “regressa” do mundo dos "mortos"; para Laura, Betty será uma hipótese de “verdade”, como a da luz que esbate nas cortinas; o piano na sala da casa de Betty é a âncora das duas, como o quadro na parede no filme de 1944.
E há aquele espantoso momento, antes do acidente, quando carro passa junto à casa de Betty, em que as duas mulheres olham uma para a outra, um “reconhecimento”, a realidade incerta. As duas actrizes, Paula Beer e Barbara Auer, são sublimes. No fim, Laura toca a peça de Ravel que titula o filme; depois na cena final esboça um sorriso; afinal o filme conta uma história em círculo. Depois da água e do fogo nos filmes anteriores, neste é o ar (o vento, a luz do Sol).
Um filme magnífico. (em o ceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")
2 estrelas
José Miguel Costa
O alemão Christian Petzold é um dos mais interessantes realizadores europeus da atualidade, e para comprová-lo basta relembrar os seus excecionais filmes “Bárbara” (2012), “Phoenix” (2014) ou “Em Trânsito” (2018). Todavia, na mais recente obra (“Miroirs No. 3”) não faz jus aos seus pergaminhos, tendo, inclusive, abdicado de algumas das características imprescindíveis que constam do seu ADN, nomeadamente, o recurso ao naturalismo mágico e à atmosfera noir.
Oferecendo-nos somente um artificial e frio drama psicológico sobre recomeço(s) e identidade, dotado de um enredo sofrível (narrativa demasiado simples, previsível e nada plausível) e despojado de intensidade dramática (quase inócuo). Valha-nos que manteve a elegância formalista ao nível filmagem. A história (jovem adulta vítima de um acidente de viação com o namorado – que resultou na morte deste último -, numa zona rural, junto da casa de uma senhora desconhecida, fica a residir com a mesma logo após a ocorrência – como se tal fosse a coisa mais natural do mundo) apenas nos prende graças à performance enigmática da protagonista, a diva de sempre de Petzold (Paula Beer). @jcosta@gebalis
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