Em Parte Incerta

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Drama 145 min 2014 M/16 02/10/2014

Título Original

Gone Girl

Sinopse

<div>Nick e Amy (Ben Affleck e Rosamund Pike, respectivamente) são um jovem casal com a vida pela frente. Recentemente mudados para o Missouri (EUA), onde ele abriu um bar com Magot, a irmã, eles aparentam ser o casal perfeito. Porém, no dia em que celebram cinco anos de casamento, ela desaparece sem deixar rasto. Sem qualquer explicação sobre o paradeiro da mulher, ele torna-se suspeito de crime. Sob a pressão das investigações policiais e o escrutínio da opinião pública, a relação que todos julgavam perfeita começa a mostrar as suas fraquezas. Contudo, apesar de evasivo e pouco emocional nos interrogatórios, e mesmo após a descoberta de um diário comprometedor, Nick continua a declarar-se inocente. Com a irmã firmemente a apoiá-lo, ele não se deixa intimidar pelas evidências ou pela enorme desconfiança que recai sobre si. Mas, se não foi ele o responsável pelo desaparecimento de Amy, quem terá sido?</div><div>Um "thriller" psicológico assinado por David Fincher ("Clube de Combate", "Seven - 7 Pecados Mortais", "A Rede Social"), que adapta o "best-seller" homónimo de Gillian Flynn, também responsável pelo argumento. PÚBLICO</div><div><br /></div>

Realizado por

David Fincher

Elenco

Tyler Perry, Ben Affleck, Rosamund Pike, Emily Ratajkowski, Neil Patrick Harris, Missi Pyle

Críticas Ípsilon

A charada de David Fincher está decifrada

Luís Miguel Oliveira

O realizador conduz o filme com uma frieza castigadora que denuncia o seu desinteresse pelas personagens.

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David Fincher, o sonso

Vasco Câmara

Sem coragem para assumir o exploitation movie, Fincher dissimula-se (dissimula-o) em algo que aparenta ser uma aproximação ao glacial tempo do fim do amor, do inferno do casal.

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Impiedosa desmontagem da vida moderna

Jorge Mourinha

Adaptando o romance de Gillian Flynn, David Fincher assina uma desmontagem impiedosa das fachadas da vida moderna e manda às urtigas a correcção política. É um dos filmes do ano.

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Críticas dos leitores

Fernando Oliveira

Se há marca que define o trabalho de David Fincher é a meticulosidade com que trabalha aquilo que é Cinema para sublimar a inteligência dos argumentos que conta nos seus filmes. Como estrutura as formas para nos embrenhar nos seus jogos narrativos. São filmes que exigem de nós um trabalho intelectual, uma capacidade para aceitarmos as regras destes jogos. É esta insegurança onde nos coloca, esta exaltação quase angustiante; resultantes de muito não parecer o que é, de nos levar muitas vezes por desvios inesperados; que nos emociona nos filmes de Fincher. É verdade que este método tem muitas vezes anulado os filmes do realizador; sempre interessantes cinematograficamente, mas muitas vezes frios emocionalmente; mas que neste “Gone girl”, de um argumento adaptado por Gillian Flynn do seu romance homónimo, sublinha de forma prodigiosa o sentido da história.Na espantosa cena inicial, a cabeça deitada de Amy enche o ecrã, a mão de Nick toca-lhe no cabelo, a cara dela vira-se para nós e o que pressentimos nos seu olhar provoca logo em nós um sentir de ambiguidade sobre o que sente aquela personagem, tranquilidade não é de maneira nenhuma o que aquela imagem, que deveria ser afectiva, nos transmite. A partir daqui, Fincher leva-nos num jogo onde a história nos é contada através de desvios e pontos de vistas diferentes; mas um filme que deveria ser um thriller policial – onde está a mulher desaparecida, é o marido o culpado? – se torna numa cruel desmontagem sociológica das ficções que criamos para nós próprios para manter a aparência de uma vida que queremos que seja perfeita; e onde a moral e os bons costumes, que também resultam dessa construção que os outros também fazem, impõem um moralismo violento que resulta em julgamentos sem regras e num voyeurismo desenfreado e doentio, empurrados pelo determinismo cruel e cinicamente imoral que nos é dado por quase toda a televisão nos dias de hoje. <br />O filme torna-se ainda mais perturbante, porque Fincher enreda tudo isto numa vertiginosa descrição da tragédia que é não saber que fantasmas habitam a mente de quem com se partilha a intimidade. Quem é aquela pessoa que vive ao nosso lado? Qual é o significado dos seus gestos e daquilo que exprime? Que sentido faz esta relação? Ou seja, Fincher conta-nos exactamente o oposto daquilo que a televisão nos mostra: a infinita complexidade do real não pode ser espartilhada em convencionalismos mais ou menos moralistas, e muito menos simplistas. Basta pensarmos na extraordinária pergunta que nos colocamos a nós próprios no fim do filme: aquele homem tem medo daquela mulher, a mulher detesta a vida que tem com ele, mas eles amam-se ou não? <br />Com extraordinárias interpretações de Rosamund Pike e Ben Affleck, “Gone girl” é um dos melhores filmes americanos dos últimos anos. <br />(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt")

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Carlos Nunes

Trata-se de um filme com uma história muito bem construída, bom argumento e boas interpretações, principalmente de Rosamund Pike que quase leva o filme às costas com a sua interpretação. Excelente filme...

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Nazaré

Apesar de termos um Ben Affleck ao seu nível habitual, isto é, assim-assim, a sua personagem está envolvida por um elenco e uma produção de tal qualidade que nem damos muito pela sua insipidez. Em especial Rosamund Pike é fantástica. E toda a saga que nos leva a um final (que é um hino ao cinismo dentro do casamento) é extremamente bem urdida, muito bem contada (reutilizando magistralmente a técnica de Tarantino de contar a mesma história a partir das perspectivas das diferentes personagens), prende-nos ao écran sem dó nem piedade. Do melhor que se tem visto.

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Nuno Alves

Um filme que banal, feito de clichés, é o que me apraz dizer deste filme. A evitar.

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José Miguel

Excelente desenho das personagens, numa pertinente análise crítica da tensão relacional no seio do casal hetero. De permeio, o ruído social e mediático, que não podia ser mais oportuno e atual. Depois, um final desnecessariamente prolongado...

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Zé Pedro

Perspicaz critica social, com o enredo cativante, ao contrário do que parece ser a opinião geral dos críticos.

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Elisa

Gosto bastante de David Fincher, especialmente “Fight Club”, por isso fui ver...mas este filme não. Não gostei, porque não gostei nada da história. Os actores estão muito bem e é um bom filme, mas de péssimo enredo. E demasiadamente violento, mas uma violência que não há pachorra! Devia ter saído a meio mas claro... a loucura é "contagiosa".

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Baldur

Reflecte, com sucesso, o estado (patológico) da sociedade atual. Sem cair na vulgaridade a trama deixa-se adivinhar e coloca o espectador na dúvida sobre o resultado final. Um Must na pobreza atual dos guiões de Hollywood e excelente interpretação.

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CMaria

Para quem já leu o livro e por isso já foi surpreendido com todo o desenrolar da história, ver o filme não é assim tão avassalador, no entanto, tenho de reconhecer que a adaptação ao cinema está excelente e bastante fiel.

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Cristina Maurício

Filme (ou telefilme?) fraudulento, actores medíocres e diálogos bacocos dignos de um folhetim televisivo. Nada é credível neste filme (o Ben Affleck escritor...a sério?!! !), a história perde-se em lances e desvios incongruentes numa tentativa de impressionar o público com um pseudo-thriller superficial cujo desfecho já se adivinha desde os primeiros 30 minutos. O resto são manobras de distração em que os actores vão fazendo os seus números e debitando o seu texto bem decoradinho. O tipo de filme que considero simplesmente abominável. Será o "Fight Club" do mesmo realizador?...

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