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Cavalo Dinheiro

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Drama 104 min 2014 M/12 04/12/2014 POR

Título Original

Cavalo Dinheiro

Realizado por

Sinopse

Enquanto, a 25 de Abril de 1974, os capitães faziam a revolução, no bairro das Fontainhas o povo procurava Ventura [o cabo-verdiano já antes apresentado nos filmes "Juventude em Marcha" (2006), "No Quarto da Vanda" (2000) ou "Ossos" (1997)]. Hoje, demolido em nome do progresso, o bairro já não existe. Perdido num país assombrado pela guerra colonial, pela revolução e pela descolonização, Ventura revisita os seus fantasmas pessoais que se vão moldando aos fantasmas de Portugal.
 
Estreado no Festival de cinema de Locarno (Suíça), "Cavalo Dinheiro" deu a Pedro Costa o Leopardo de Melhor Realizador e o prémio da Federação Internacional de Cineclubes. Desde a sua estreia em Locarno, este filme marcou presença em mais de três dezenas de festivais internacionais, entre os quais: Rio de Janeiro (Brasil), Vancouver e Toronto (Canadá), Nova Iorque (EUA), Valdivia (Chile), Londres (Reino Unido), Viena (Áustria), Mar del Plata (Argentina) e Copenhaga (Dinamarca). PÚBLICO
 

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Críticas dos leitores

Não é totalmente mau

Nazaré

Dêem a este realizador bons argumentistas, porque merece-os e não os tem. Lá que sabe fazer belas imagens, jogar com as sombras como um Caravaggio, sabe. Estupendo. E temos o prazer de ouvir outra vez um filme português com uma captação de som competente. E até posso conceder que o tema de fundo - a pobreza - está tratado de maneira crua, honesta, pungente (aquele clip com música dos Tubarões é emocionante). Mas tudo isso só nos leva ao mesmo: este realizador precisa de encontrar um bom argumentista. Custa a aguentar até ao fim.
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Não gostei

Raul

A fuga à história linear é abusiva. A fotografia pode ser boa, mas o fotografado é deprimente. Bom pela denúncia do imaginário de sofrimento da comunidade caboverdiana em Portugal.
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3 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

"Cavalo dinheiro" é um produto cinematográfico sui generis inesquecível ("para o bem e para o mal"), por isso sejam corajosos, e façam o favor de ir vê-lo. Todavia, aconselho-vos a colocarem, logo no inicio do seu visionamento, uns phones nos ouvidos (não os tirem em momento algum) e deixem-se embalar pela vossa música favorita (seleccionem algo de melancólico, preferencialmente). Ahh e não se esqueçam de beber previamente uma café triplo. Isto porque se trata de uma obra dotada de uma beleza plástica quase indiscritível (literalmente de cortar a respiração), mas, em simultâneo, completamente esquizóide em termos narrativos, devido à dicotomia presente/passado e real/imaginário que coexiste e confunde(nos) durante todo o tempo (uma autêntica descida vertiginosa ao inferno que vai na cabeça de Ventura, um cabo-verdiano, chegado a Portugal aquando do 25 de Abril, envelhecido e "doente dos nervos" que, oscilando entre momentos de delírio e razão, nos vai dando conta, de um modo lentoooo, de episódios do seu duro quotidiano como operário e imigrante longe da sua esposa). <br /> <br />Um puzzle quase impossível de montar, capaz de fritar o cérebro à generalidade do comum dos mortais ... digo eu! (e já tive esta mesma percepção em relação ao seu anterior "Juventude em Marcha" - ambos demasiado oníricos, pelo que, definitivamente, prefiro o registo, quase documental, dos seus geniais antecessores, "Ossos" e "O Quarto de Vanda").
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Muita Arte

Marcela Monte

Nunca vi um filme com uma fotografia assim! E o argumento é muito bom (já era necessário tratar este tema).
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