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O Agente Secreto

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Crime, Policial, Drama, Thriller 158 min 2025 M/14 06/11/2025 FRA, ALE, BRA, Países Baixos

Título Original

Ambientado em 1977, durante uma época particularmente sombria da ditadura militar no Brasil – que perdurou até 15 de Março de 1985 –, a história acompanha Marcelo, um professor que abandona São Paulo para regressar a Recife (Pernambuco), a sua cidade natal.

Na tentativa de se afastar de um passado marcado pela violência, Marcelo tenta reconstruir a vida num ambiente que, à primeira vista, parece proporcionar-lhe a paz que ambiciona. Mas depressa descobre que ali as pessoas vivem sob o mesmo clima de repressão e medo que julgava ter deixado para trás.

Em competição no Festival de Cinema de Cannes, onde o actor Wagner Moura recebeu o prémio de melhor actor e Kleber Mendonça Filho ("O Som Ao Redor", "Aquarius", "Bacurau", "Retratos Fantasmas") o de melhor realizador, este "thriller" político foi também laureado com o prémio FIPRESCI, atribuído pela Federação Internacional de Críticos de Cinema. O elenco integra ainda Carlos Francisco, Robério Diógenes, Roney Villela, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Hermila Guedes, Isabél Zuaa, Maria Fernanda Cândido e Tânia Maria. PÚBLICO

Sessões

Críticas dos leitores

Na terra de Dona Flor e Dona Beija

Paulo Guerra

O Agente Secreto - no país da Dona Flor Eis mais um filme visto. Na tarde do inútil Carnaval, corri para a minha tela favorita em Coimbra para ver o filme brasileiro que este ano concorre aos maiores prémios internacionais. "O Agente Secreto" é um filme de paradoxos. Não é um filme de espiões ou de gigantes conspirações políticas.

Filmado num tom vintage, quase a raiar o kitsh e a repugnância visual, visitamos um Brasil dos finais dos anos 70, onde o terror e o arbitrário imperavam, muito para além dos encantos faustosos e enganosos das Escravas Isauras ou das telenovelas das cinco ou das oito.

Armando é um professor a fugir da intolerância. Porque ela mata. De morte matada e por jagunços modernos e inquietantes. O preâmbulo do filme é dos melhores achados que tenho visto em Cinema. Cinema de autor mesmo.

A atmosfera está dada, o clima está instalado e apresentado. Vejam e ajuízem. Pela película pululam resistentes, párias sociais, trovas de ventos que sopram na clandestinidade. Argumento brilhante. Sem receios de algumas incongruências tópicas, sinal de que tudo o que é humano não nos é estranho.

Wagner Moura está óptimo, embora confesse que não o incluiria no rol dos cinco actores do ano. Dona Sebastiana, primeiro anarquista, depois comunista, ou o contrário, pois nem sequer ela se lembra da ordem dos seus credos, compõe uma personagem inesquecível, dona da casa dos deserdados da sorte e das perseguições de um feroz ditadura militar morta em 1985. Uma actriz quase amadora de seu nome Tânia Maria.

Filme estonteante, com uma direção artística de excelência, numa reprodução citadina de cortar a respiração. Pernambuco e São Paulo revisitados pela mágica janela do tempo cinéfilo. E a carta que o seu filho Fernando escreve ao pai, ou Armando, ou Marcelo, consoante as ondas, tocou-me. "Papai, vem buscar-me. Estou a começar a esquecer o rosto da mamãe!"

Correi para ver esta pérola. E gritai ao mundo e aos mais novos que o nosso país, o nosso mundo podem voltar a estes tempos de breu caso vinguem desventurosos furacões totalitários e securitários... Tenho memória. E só lamento quem a não tenha e quem não acredita que houve, lá atrás, holocaustos, prisões políticas, sangue tombado só porque as opiniões não coincidiam...

Sob o signo do filme TUBARÃO, com laivos de CINEMA PARAÍSO, com a força das mensagens que é preciso transmitir. Para que o país não nos volte a doer.

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O Agente Secreto é maravilhoso!!

José Augusto de Almeida Neto

Um filme extraordinário com um enredo inteligente enredado por um roteiro muito bem estruturado que conta a direção magistral de Kleber Mendonça Filho. Um elenco de tirar o chapéu!

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Marcelo sem ventura

Jorge Rosa

Excelente filme com uma representação de época impecável, um Wagner Moura irrepreensível, num desempenho em tempos de ditadura corrupta a assassinar corpos e egos com ventura, e, em que acaba, por destino e crueldade, por não ter ventura. Há cenas neste filme que nos deixam marcas para sempre e, como exemplo, cito as primeiras imagens na bomba de gasolina que deliciam qualquer amante do bom cinema

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Agente Secreto

Maria Gonçalves

Péssimo filme. Interrogo-me por que razão se fala tão bem do filme. Que fartura de filme.

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Quatro indicações para o Óscar 2026

Antonio Capel

Excelente filme. O ator Wagner Moura encontra-se na galeria dos grandes talentos do cinema internacional.

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Não ir ao engano!

Maria Mendonca

Em termos de imagem é magnífico, um exemplo são os ambientes dos anos 70 que estão muito bem recriados. As interpretações, já todos sabemos, que os atores brasileiros são excelentes, e este filme, mais um vez, confirma. Contudo, a história desenlaça-se lentamente, o que pode levar a algum aborrecimento...

Nos nossos tempos, em que a Europa se enfrenta com o aumento da extrema-direita partidária, é bom que nos recordemos e que sejamos elucidados o que é viver em ditadura, o que não é, definitivamente, pêra doce... a crueldade (daqueles que tem poder, e incentivada pelos mesmos) corre na vida de uma nação sem dó, nem piedade...

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Péssimo filme

Elisabete

Muito mau filme, em peno séc. XXI nunca vi nada assim. Nem sei classificar que tipo de filme é... Cenário, personagens, elenco, história, tudo mau.

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4 estrelas

José Miguel Costa

O filme "Agente Secreto", escrito e dirigido pelo brasileiro Kleber Mendonça Filho (galardoado com o prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes), é um thriller politico de época que mistura drama e comédia (por vezes, surrealista).

A história, que oscila entre duas dimensões do passado e o presente, vai-se construindo gradualmente em camadas habilmente entrelaçadas (só é pena que tenha um desfecho algo decepcionante, em modo anti-climax - ao contrário, do vibrante epílogo) Com o centro da acção a decorrer em Recife no ido ano de 1979 (em plena ditadura militar), coloca-nos perante um professor universitário paulista em fuga, Marcelo (interpretado por Wagner Moura), em virtude de encontrar-se jurado de morte por pisar os calos a um empresário corrupto ligado ao regime sanguinário.

Temporariamente refugiado em Pernambuco, onde foi recolher o filho (à guarda dos avós maternos, após o recente assassinato da progenitora) com o objectivo de exilar-se com o mesmo nos USA. Para além da delicada e intimista performance do protagonista (que lhe valeu o prémio de Melhor Actor no Festival de Cannes), realce-se a primorosa recriação de época (caracterizada por uma minuciosa autenticidade) coadjuvada por uma direcção de fotografia de excelência (com a típica - à data - imagem granulada e utilização de cores esmorecidas)

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Agente secreto

Joaquim Gomes

Excelente filme brasileiro que não mereceu grande atenção por parte da crítica em Portugal. Não se percebe porquê.

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Obra prima

H. Almeida

O filme gravado em mis-en-scène, desta vez não nos coloca a sentir a emoção do Marcelo, cola-nos antes à sua pele e à razão de um homem misterioso, que se vai revelando, enquanto se presta uma homenagem ao Pernambuco e ao Recife. Pode-se esperar humor, drama, acção, e até fantasia. Um filme a ver e rever.

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