007 - Casino Royale

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Acção, Aventura 144 min 2006 M/12 23/11/2006

Título Original

Sinopse

Baseado no primeiro livro de Ian Fleming da série James Bond, publicado em 1953, é a história de Bond ainda sem licença para matar. É-lhe dado o estatuto de agente secreto "00" por causa de dois perigosos assassinos profissionais. A sua primeira missão leva-o a Madagáscar, com o objectivo de espiar um terrorista. Mas nem tudo corre como planeado e Bond, em vez de se cingir às ordens do MI6, resolve investigar e capturar o resto da célula terrorista. Daniel Craig é o actor que veste a pele do mítico 007, e depois dos apupos durante a rodagem e das críticas de fãs que afirmavam que não servia para o papel, tem a seus pés os seguidores de Bond. <p/>PUBLICO.PT

Realizado por

Martin Campbell

Elenco

Daniel Craig, Mads Mikkelsen, Eva Green

Críticas Ípsilon

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Mário Jorge Torres

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Luís Miguel Oliveira

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Vasco Câmara

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Faites vos jeux

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Críticas dos leitores

Carlos

Achei o filme muito bom, isto sim que é um filme. Não há erros, não há exageros, o filme está mesmo muito bom. Eu pessoalmente dou nota 10/10.

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Carla Silva

Adorei o filme. Finalmente um Bond humano que depende mais dele do que dos aparelhómetros esquisitos. Um agente que tem de batalhar pelo que quer para progredir. Frio, cruel, um homem que erra, é capturado e torturado; uma Bond Girl que morre e que, por sinal, ele amava. Actor perfeito para revitalizar uma saga que já estava um pouco gasta.

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Nazaré

Muito movimento tem este filme! Uma história algo longa (mais de duas horas) que não se arrasta, antes nos dá um fartote de espectáculo a todos os níveis. Excepto talvez na tecnologia, menos em evidência e ainda bem (transferências "wireless", diagnósticos online, e pouco mais - é uma área tão volátil que é fácil tornar-se ridículo já quando sair em DVD, quanto mais...). É claro que o argumento tem de ser superficial, apesar das engenhosas voltas e reviravoltas que desconfio terem o selo de Paul Haggis argumentista; e que Bond e os supervilões continuam a ser sobrehumanos; e que as Bond Girls (Eva Green e Caterine Murino) são lindas; e que o clima é muito West-cêntrico, no que aos poucos se vai tornando algo anacrónico. Mas o "rebooting" da série, através dum actor (Daniel Craig) o mais possível contrastante com o antecessor imediato Pierce Brosnan, é muito bem sucedido, sem dúvida.<br/><br/>O físico atlético condiz à perfeição com as correrias e pancadarias em que se envolve; não deixa de ter pontaria com armas, mas é mesmo numa de "full-contact" que Bond resolve muitos dos seus conflitos com os mauzões. São de antologia as cenas com supervilões "afro" (a perseguição acrobática nas Bahamas, o duelo na escada de serviço) e a do impedimento do atentado. E isto, a par da cena da tortura, mostra-nos um Bond que dá mas também leva que se farta; não é coisa para os estilizados Roger Moore ou Pierce Brosnan, de facto.<br/><br/>Há quem diga que a descrição de Ian Fleming se aproxima mais deste Bond brigão, ao qual o "smoking" não fica mal mas não é uma segunda pele. Aliás, se há aspecto deste filme que não funciona tão bem, a meu ver, é o talento para as cartas: uma mente matemática não costuma vir na mesma encomenda que um físico preparado para a porrada (uma incongruência semelhante viu-se no Hugh Jackman de "Swordfish").<br/><br/>O restante "cast" é excelente, com destaque para Eva Green (perfeita como contabilista, mas abusam um bocado do "look" anos 20 para ela, não é que fique mal mas...) e Mads Mikkelsen (o vilão das lágrimas de sangue). Falando mais propriamente de Craig, ele confirma as suas boas qualidades de actor, especialmente na sua expressão oral e também no domínio da expressão facial, aparte o recorte físico. Mas, antes de considerar-se a questão de ser louro de olhos claros (Roger Moore também é, mas ninguém se quer lembrar disso quando criticam a escolha de Craig), é o facies tipo eslavo que mais provoca alguma perplexidade com ele, se bem que o seu "pedigree" pessoal seja Brit de gema. Russel Crowe, na minha opinião, teria sido uma escolha bem melhor para este "rebooting", mas talvez boa demais para a saga Bond (e de resto provém das "colonies", experiência cujo precedente com George Lazemby não foi auspicioso).<br/><br/>Contudo, dentro das pretensões de puro entretenimento que a máquina Bond visa, o filme tem uma realização soberba e também por isso resulta bem; e é justo afirmar que no global Craig tem um excelente comportamento, valorizando a fita no seu todo; vale a pena ver como é que na continuação vai evoluir a série, através da caracterização que ele for fazendo nos próximos filmes.

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Rita (http://cinerama.blogs.sapo.pt/)

"Casino Royale", o primeiro livro da série 007 escrita por Ian Fleming, é sobre a primeira missão do agente James Bond após a sua promoção a 007. Le Chiffre é um banqueiro de terroristas, que aplica o dinheiro dos seus clientes, sem o conhecimento deles, para ganho próprio. Depois de um azar na bolsa e com a vida em risco, Le Chiffre decide organizar um jogo de poker de apostas astronómicas no Casino Royale no Montenegro. O objectivo da missão atribuída por M (Judi Dench, "Mrs Henderson Presents") a Bond (Daniel Craig) é ganhar a Le Chiffre (Mads Mikkelsen) no seu próprio jogo e levá-lo à falência. Uma oficial do tesouro britânico, Vesper Lynd (Eva Green, "The Dreamers", "Arsène Lupin") acompanha Bond nesta missão para controlar o dinheiro disponibilizado pela coroa.<BR/><BR/>Daniel Craig é uma delícia! O seu Bond foge aos clichés, inclusivamente o do "shaken not stirred" do seu vodka martini. E desta vez não existe nenhuma Ursulla Andress em bikini, desta vez temos direito ao próprio Bond a sair do mar, molhado e tremendamente sexy. "Casino Royale" funciona para Bond como "Batman Begins" funcionou para o herói alado de Gotham City, recuando à sua origem e aproveitando para o reinventar. Este será talvez o mais físico de todos os Bond, o mais frio e o mais violento. Mas também tremendamente romântico. À medida que o filme avança, ele vai-se tornando mais sofisticado, e é quase visível a sua transformação num charmoso Sean Connery.<BR/><BR/>O estilizado genérico inicial, à base dos quatro naipes de cartas em tons de preto e vermelho (e abdicando das silhuetas femininas - há quem considera esta inovação uma heresia), da responsabilidade de Daniel Kleinman, é acompanhado pelo tema original "You Know My Name", interpretado por Chris Cornell (membro dos extintos Soundgarden e dos Audioslave).<BR/><BR/>A fotografia de Phil Meheux, colaborador regular de Martin Campbell ("Beyond Borders" - 2003, "The Legend of Zorro" - 2005) realça toda a beleza das maravilhosas paisagens por onde "Casino Royale" passa, de Praga às Bahamas, de Karlovy Vary a Veneza. O mesmo se passa com "ex-libris" do herói de Fleming: os carros fabulosos (quando crescer quero um Aston Martin!!!) e as "bond girls" Caterina Murino e Eva Green.<BR/><BR/>O argumento de Neal Purvis e Robert Wade ("Die Another Day", "The World Is Not Enough" e "Johnny English") e Paul Haggis ("Crash", "Million Dollar Baby") constrói-se entre o tradicional e o moderno. O humor irónico mantém-se, em especial entre o par Bond e Lynd, num típico jogo de atracção-aversão que todos sabemos como termina. Mas a inovação surge logo na cena inicial, como aviso de que este é um Bond da nova geração, numa perseguição ao estilo Parkour ou Freerun – uma actividade em que o praticante ("traceur") usa o seu corpo para passar obstáculos de uma forma rápida, directa e fluida.<BR/><BR/>O único senão de "Casino Royale" é a sua duração. A partir das duas horas, somos, por diversas vezes, levados a pensar que chegou o momento do desfecho. Mas depois ainda vem Veneza, e só por isso vale a pena. O final acaba por ser exactamente aquele que aponta para o futuro (já conhecido) deste herói.<BR/><BR/>No campo das interpretações, confesso que adorei o vilão dinamarquês Mads Mikkelsen ("Carne Fresca, Procura-se", "King Arthur"), num equilibrado duelo de talento com o versátil e encantador Daniel Craig. E para quem tem estado distraído da carreira deste grande actor – "Road To Perdition", "The Mother", "Sylvia", "Layer Cake", "The Jacket", "Munique", "Infamous") – fixe bem: O nome é Craig, Daniel Craig. Nota: 8/10.

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Manuel Dalmindo

Um 007 que resolve quase tudo ao soco. Onde estão as tecnologias futuristas do 007? Um 007 sem charme, que desistiu de ser 007 após mais uma conquista amorosa. Final confuso. Salas cheias porque é mais um 007.

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Gabriel

O filme está de mais. Um dos melhores filmes do ano.

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Rafael - www.kriticinema.blogs.sapo.pt

Estávamos já acostumados às engenhocas de Q, aos relógios cheios de truques, carros invisíveis, tramas que envolviam satélites e espiões russos... Mas tudo isso é passado. A "bondgirl" já não é um mero adereço mas uma personagem bem fundamentada, e o vilão já não é o megalómano de outrora, tem fraquezas e existe sempre alguém mais poderoso que ele. Daniel Craig, tão humilhado que foi pelos fãs do agente 007 antes de terem visto o filme, é agora aplaudido e elogiado como muitos nunca esperariam. E tem razão para receber aplausos. "Casino Royale" vai de novo às origens, a um Bond cruel, frio, mas escrupuloso ainda assim, com muita classe. É difícil compará-lo aos seus antecessores, pois este é o início de Bond e o começo de um novo rumo na história deste agente. Acham que agora ele se importa que venha batido ou mexido?

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n.d.

Para mim é a surpresa do ano, Daniel Craig a fazer de 007 só podia ser para rir, mas depois vi o filme e fiquei de boca aberta. Duas horas e meia que passam num estalar de dedos, o filme é impressionante, é o melhor filme do James Bond jamais feito.

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Luís CC

O tão aguardado filme da série do agente secreto mais famoso do mundo está de volta. E apesar de ter sido alvo de alguma crítica, o que até seria de esperar visto que cada filme tenta superar o outro, estamos perante um bom filme da série. A começar pelo novo Bond, mais "duro" , com menos piadas (mas quando as diz são excelentes) e com muito sangue na gelra. Daniel Craig sem dúvida surpreendeu muito pela positiva. E esperemos que este seja o ínicio de um novo Bond que, apesar de ter uma face diferente do habitual, continua a ser um ícone e uma referência em cada filme da série. "Casino Royale" regressa às origens da série, trazendo o passado até aos nossos dias de uma forma sublime e majestosa. Mostra na sua clareza que não são precisos tantos efeitos especias para se tornar um bom filme, contrário aos anteriores e mais recentes filmes da série. Um filme digno de ser visto e revisto.

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Andreia

Recomendo. Para mim foi o melhor "007".

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