Pai Nosso - Os Últimos Dias de Salazar
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Elenco
Sinopse
Inspirado em acontecimentos reais, o filme acompanha os últimos dois anos de vida de António de Oliveira Salazar (1889-1970), interpretado por Jorge Mota. A acção decorre entre 1968 e 1970, desde o regresso do ditador ao Palacete de São Bento, após o AVC sofrido na sequência de uma queda, até à sua morte. Incapaz de governar, Salazar é afastado do poder e substituído por Marcelo Caetano (1906-1980), que permanecerá no cargo até à Revolução de Abril de 1974.
Enquanto o regime tenta esconder o declínio físico e político do antigo Presidente do Conselho, instala-se em São Bento uma encenação destinada a convencê-lo de que continua a governar o país. Com a cumplicidade da governanta Maria de Jesus (Catarina Avelar), ministros, funcionários e criados mantêm a farsa, transformando o palacete num inquietante “teatro de câmara”, onde todos representam a função que lhes cabe.
Um drama histórico sobre poder, obediência e medo, assim como a preocupação do Estado Novo em preservar a ilusão de autoridade mesmo quando o regime já se encontrava em claro declínio. Exibido na secção Big Screen do Festival de Cinema de Roterdão, Pai Nosso assinala a estreia de José Filipe Costa na longa-metragem de ficção, depois dos documentários "Linha Vermelha" (2011) e "Prazer, Camaradas!" (2019), ambos sobre a repressão durante o salazarismo. O elenco inclui ainda Vera Barreto, Carolina Amaral, Cleia Almeida, Guilherme Filipe, Marques D’Arede, João Lagarto e Pierre Ensergueix. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Pai Nosso — Os Últimos Dias de Salazar: Salazares há muitos
Olhando para os dois últimos anos da vida do ditador, a primeira ficção longa do documentarista José Filipe Costa é um filme ousado, nem sempre conseguido, mas sempre estimulante e incómodo
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