//

O Piano

Imagem Cartaz Filme
Foto
Votos do leitores
média de votos
Imagem Cartaz Filme
Foto
Votos do leitores
média de votos
Drama 116 min 1993 01/01/2004 NZ, FRA, Austrália

Título Original

The Piano

Sinopse

Uma Palma de Ouro em Cannes para "O Piano", colocaria o nome de Jane Campion na lista de incontornáveis do cinema mundial na década de 90. Mas, depois dos bem mais interessantes "Sweetie" e "Um Anjo à Minha Mesa", esta seria a obra onde se começava a notar o academismo da realizadora de "Retrato de Uma Senhora", embora salpicado por laivos de um onirismo dramático que funcionavam como efeito de estilo.

Melodrama passional centrado num trio amoroso composto por uma surda-muda (Holly Hunter), o seu desajeitado marido (Sam Neill) e um amante impulsivo (Harvey Keitel) na Neo-Zelândia do século XIX. As ideias de romanesco ou de turbilhão emocional para Campion passam pela fotogenia "high art" das paisagens, pelo sublinhado de uma "sensibilidade feminina" ou pela música "prestigiante" de Michael Nyman. Jane Campion foi ainda distinguida com o prémio de melhor argumento original pela Academia de Hollywood; Holly Hunter ganhou o prémio de melhor actriz principal e Anna Paquin o de melhor actriz secundária - três das oito nomeações para os Óscares de 1994. PUBLICO

Críticas Ípsilon

Retrato de uma senhora

Vasco T. Menezes

Ler mais

Críticas dos leitores

Logro Monumental

Místico

Jane Campion, a neozelandesa que tentou o cinema de autor com o falhado "Sweetie" e a biografia "Um Anjo à Minha Mesa", que infelizmente ainda não vimos, espalha-se ao comprido com este pretensioso e pomposo "O Piano".

É fácil ver aqui um "pastiche", pelo menos parcial, da grande literatura romanesca do séc. XIX, de autores como Jane Austen, Emily Brontë, George Sand, e tantos outros, mas dessas grandes autores (e autores) pouco resta aqui.

Cenários naturais empolgantes, personagens rebuscadas (a surda que fala através do piano, o camponês ignorante que se apaixona por ela sem mais nem menos...), tudo aqui soa a falso e a inverosímil, e nem os actores, como a tão injustamente gabada Holly Hunter, conseguem redimir o que não tem redenção possível.

Medíocre, pretensioso, pomposo e de muito mau gosto, mesmo erótico. Lembro-me de pensar, na altura, que os críticos do "Público", que, de uma forma geral, receberam mal o filme, tinham acertado. Classificação: 1/5

Continuar a ler

Envie-nos a sua crítica

Preencha todos os dados

Submissão feita com sucesso!