O Piano
Título Original
The Piano
Realizado por
Elenco
Sinopse
Melodrama passional centrado num trio amoroso composto por uma surda-muda (Holly Hunter), o seu desajeitado marido (Sam Neill) e um amante impulsivo (Harvey Keitel) na Neo-Zelândia do século XIX. As ideias de romanesco ou de turbilhão emocional para Campion passam pela fotogenia "high art" das paisagens, pelo sublinhado de uma "sensibilidade feminina" ou pela música "prestigiante" de Michael Nyman. Jane Campion foi ainda distinguida com o prémio de melhor argumento original pela Academia de Hollywood; Holly Hunter ganhou o prémio de melhor actriz principal e Anna Paquin o de melhor actriz secundária - três das oito nomeações para os Óscares de 1994. PUBLICO
Críticas Ípsilon
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Logro Monumental
Místico
Jane Campion, a neozelandesa que tentou o cinema de autor com o falhado "Sweetie" e a biografia "Um Anjo à Minha Mesa", que infelizmente ainda não vimos, espalha-se ao comprido com este pretensioso e pomposo "O Piano".
É fácil ver aqui um "pastiche", pelo menos parcial, da grande literatura romanesca do séc. XIX, de autores como Jane Austen, Emily Brontë, George Sand, e tantos outros, mas dessas grandes autores (e autores) pouco resta aqui.
Cenários naturais empolgantes, personagens rebuscadas (a surda que fala através do piano, o camponês ignorante que se apaixona por ela sem mais nem menos...), tudo aqui soa a falso e a inverosímil, e nem os actores, como a tão injustamente gabada Holly Hunter, conseguem redimir o que não tem redenção possível.
Medíocre, pretensioso, pomposo e de muito mau gosto, mesmo erótico. Lembro-me de pensar, na altura, que os críticos do "Público", que, de uma forma geral, receberam mal o filme, tinham acertado. Classificação: 1/5
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