Cinecartaz

JOSÉ MIGUEL COSTA

2 estrelas

O vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, "Sono de Inverno" (não podia ter um titulo mais elucidativo) é um filme para se ver (muito) desperto, com os níveis de paciência nos "píncaros máximos" e com um café duplo no bucho antes da entrada na sala de cinema (e mesmo assim, por certo, muitos dos corajosos cinéfilos acabarão por cair, inevitavelmente, nos braços de Morfeu - só para satisfazer a vossa curiosidade, mantive-me de pestana bem aberta, que eu cá sou dos duros).

O problema da película nem sequer advém da sua duração (196 minutos) e/ou ritmo lento que a caracteriza (pois, esses são aspectos que até se tornam "subjectivos" quando estamos perante um filme de qualidade com a capacidade de nos "prender à cadeira" - o que não é, definitivamente, o caso em apreço), mas do facto de ser, pura e simplesmente, aborrecida (consequência do uso e abuso de longos momentos reflexivos com pretensões pseudomorais sobre o "nada").
Efectivamente, e de um modo objectivo, esta obra apenas é detentora de 2 ou 3 picos emotivos de grande intensidade, bem como alguns bons diálogos (mais no que concerne à sua qualidade literária que ao conteúdo propriamente dito - quase sempre desinteressante e inócuo), insuficientes para compensar os restantes períodos de letargia.

Publicada a 18-01-2015 por JOSÉ MIGUEL COSTA