Cinecartaz

Ângela

Vergonha

Não achei um filme difícil, nem pesado. Porém, a primeira parte é demasiado monótona. Ao contrário da maioria das pessoas que viram o filme, não acho que a vergonha, de que o filme trata, seja a compulsividade para o sexo. A vergonha é o desejo incestuoso, que está implícito ao longo do filme e que atira o protagonista para relações sexuais descomprometidas e compulsivas, sem nunca se sentir satisfeito, mantendo-o ao longo da vida com um enorme bloqueio emocional e à irmã com uma carência afectiva de fazer chorar as pedras da calçada. Fassbender tem uma interpretação muito, muito boa!
Ao filme, de zero a dez dava-lhe seis, tão só e apenas porque o achei demasiado monótono, na primeira parte.

Publicada a 28-03-2012 por Ângela