Cinecartaz

Nazaré

Um filme único e quase perfeito

Filmar a desventura de Aron Ralston foi um desafio acima de tudo, tanto na concepção da narrativa, onde espreita constantemente a ameaça de monotonia como a do "já visto", como na realização artística, em filmagem, montagem, e em desempenho do protagonista (excelente James Franco). Vencê-lo foi um feito de respeito: vai-se para a sala com não importa que expectativa, e sai-se com uma sensação dum objecto fora do comum, uma experiência invulgar.
E mais uma vez a lição de vida que representa sobreviver. Só apontaria uma coisa, mas se calhar era pedir demais, no meio de pipocas e cola: não chegamos a sentir o sofrimento físico, sobretudo o da sede. As cenas da água no salvamento são como uma surpresa, e se esse efeito de sofrimento fosse realista para os espectadores teria sido um momento incrivelmente emotivo.

Mas, aparte isso, é um filme soberbo.

Publicada a 30-07-2011 por Nazaré