A Zona de Interesse

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Guerra, Drama 105 min 2023 M/12 18/01/2024 GB, POL, EUA

Título Original

Enquanto milhões de pessoas são mortas nos campos de concentração concebidos pelos nazis, o comandante Rudolf Höss (1901-1947) e a sua mulher tentam transformar a vivenda que lhes foi atribuída, junto ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau (comandado por Rudolf), num lar aconchegante.

Naquele espaço murado, cheio de flores e árvores de frutos, a família Höss leva uma vida tranquila, ignorando conscientemente tudo o que se passa lá fora: os cheiros, os sons e o terrível sofrimento das vítimas.

Estreado no Festival de Cinema de Cannes, onde arrecadou o Grande Prémio do Júri e o FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema), A Zona de Interesse arrecadou o prémio de melhor filme pela Los Angeles Film Critics Association, foi posicionado como um dos cinco melhores filmes internacionais pela National Board of Review e venceu o Óscar de melhor filme internacional. 

Seguindo uma perspectiva diferente do Holocauso, e sem nunca mostrar o que se passa dentro do campo de concentração, este drama tem realização e argumento do britânico Jonathan Glazer (Sexy BeastBirth - O Mistério ou Debaixo da Pele), que se inspira no livro homónimo de Martin Amis (falecido a 19 de Maio de 2023, dia da estreia do filme em Cannes). A dar vida às personagens estão os alemães Christian Friedel e Sandra Hüller.  PÚBLICO

Sessões

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Críticas dos leitores

Interessante

PVAZ

Filme interessante, que nos mostra a frieza e a crueldade pura e dura. O egoísmo patente naquela família que só pensam no seu bem-estar. É um filme muito parado mas faz-nos pensar como é a humanidade e infelizmente existem mais pessoas iguais àquelas.

Só interessa o poder, o dinheiro. Triste.

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Zona de Interesse

Maria Soares

Filme fabuloso!

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Zona de interesse

Aurora Lopes

Muito bom!

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Reflexão

Nar Palma

Não considero que seja um filme fabuloso, mas um filme "nu e cru" duma realidade que ocorreu e continua a repetir-se em moldes diferentes. Um filme que faz pensar em como pode alguém ser tão insensível e criar "um mundo idílico" ao lado do horror para milhares de pessoas! As subtilezas do que não se vê, mas que se ouve e se tenta imaginar!

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Zona de interesse

Anabela Pimenta

Muito mau. Verdadeiramente chato.

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O Horror subentendido. 4*

Paulo Graça Lobo

81 anos passados sobre os factos que servem de guião a este filme, que nos revela - sem exibir violência explícita - a vida idílica da família do comandante do campo de concentração de Auschwitz, paredes meias com o terror intramuros.

Bom filme, inquestionavelmente, flutuando entre a beleza e o mais profundo horror.

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Sabe a pouco

Maria Mara

Indiscutivelmente a guerra, a violência, o egoísmo, a indiferença ao sofrimento do outro, a sociopatia, são situações que nunca deveriam acontecer. No entanto, a arte cinematográfica escasseia... o filme repete-se, o marido sai todos os dias de manhã, atravessa a rua, para começar mais um dia de trabalho no campo Auschwits.

A mulher fica na sua idílica moradia, ora tratando dos jardins, outras vezes tomando chá com as amigas, e ainda outras tantas na companhia dos filhos, a brincarem ou banharem-se na piscina, tudo isto com alguma sonoridade de fundo que nos sugere sofrimento. Passado uma hora, os espectadores já olhavam para o relógio...

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A subtileza

Susana Neffe

Filme muito consistente, muito real, muito cru. Como se banaliza o inenarrável!!! Cada uma das personagens no seu próprio umbigo. O marido preocupado com a sua evolução na carreira e em sempre fazer mais e melhor aos olhos do Reich.

A mulher que vive a sua vida preocupada com as plantas e o jardim e alheada de tudo o resto que se passa à sua volta, porque considera que vive no paraíso. As crianças que replicam o comportamento dos adultos, como aquela cena em que um dos filhos brinca sozinho no quarto e ouve o que se passa lá fora...

Filme muito bom que nos deixa a pensar. Gostei particularmente do diálogo entre a mãe e a filha quando esta lhe mostra o jardim. Arrepiante.

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A arte de viver ao lado

Nazaré

Quando começaram os títulos finais, havia algumas manifestações de desagrado, do estilo "mas afinal o que foi isto", para não dizer mesmo "que porcaria de filme". Talvez porque não tenhamos cá tido os nazis. Pode ser um filme que não se sinta em Portugal como se pretendia que fizesse. Somos uns privilegiados.

Do que convivi com polacos, que foram tratados como escravos durante a ocupação, e do que fui apreendendo através dos muitos documentos daqueles anos, ver este filme foi como levar um murro no estômago. Não é um filme que se ame. Mas é uma vivência importante, para quem consiga perceber todos aqueles sinais, subtis e implícitos, daquilo que estava a acontecer, ali ao lado como em tantos lugares do Reich; e daquilo que se estava a preparar para as gerações futuras.

São inúmeros, esses sinais. Melhor: são constantes, bombardeando as consciências de quem assiste e os sente. Como por exemplo na carta que acaba na incineradora, a carta deixada pela mãe que veio de visita — facilmente se imagina o que lá estava escrito.

Só quando estamos longe daquela casa-paraíso que está ao lado do inferno, é que há um momento explícito, chocante pelo contraste, ao falar-se de extermínio (de judeus húngaros). De resto, tudo se passa na maior das banalidades, e quem só conseguir ver isso irá com alguma razão desprezar esta fita.

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4 estrelas

José Miguel Costa

"A Zona de Interesse" (vencedor do Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes e candidato a 5 Óscares), escrito e realizado pelo inglês Jonathan Glazer", é um quase filme de terror "disfarçado" de drama familiar clássico que tem o dom de chocar-nos/angustiar-nos com a banalidade do mal e a sociopatia, sem que para o efeito necessite exibir qualquer imagem gráfica de violência.

De facto, todo o omnipresente horror desumanizante é exclusivamente intuído, fruto de "pequenos" detalhes visuais e sonoros que vão surgindo amiúde no ecrã (bem como por excertos de cínicas conversas fúteis destituídas de empatia).

Fazendo uso de um guião simples/minimalista e mantendo um ritmo constante ao longo de 90 minutos, Glazer, que nos transporta até aos idos tempos da Segunda Guerra Mundial, aparentemente limita-se a mostrar-nos a feliz e despreocupada vivência diária de um "casal maravilha", com um bando de filhos louros, no seu restrito universo privado (que se cinge à cómoda vivenda onde habitam e ao pequeno jardim contíguo - espaço todo ele rodeado por altos muros).

Portanto, aparentemente nada de especial, não fosse dar-se o caso do "chefe da família" ser tão somente o responsável pelo genocídio em curso no campo de concentração de Auschwitz e do seu pequeno paraíso domiciliário situar-se paredes-meias com o dito cujo local de carnificina (facto que apenas advínhamos devido ao constante fumo expelido pelas câmaras de gás e aos sons de gritos e tiros).

Todo o "não dito e não mostrado" é sublimemente hiperbolizado pela frieza do austero processo de filmagem, que opta maioritariamente por planos fixos e raramente utiliza grandes planos de rostos; pelos múltiplos cortes no ecrã a preto ou encarnado e imagens em negativo sem cor; pela utilização de cores poucos saturadas, geralmente pastéis pálidos; e através da nauseante/impactante banda sonora.

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