Verão 1993

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Drama 97 min 2017 M/12 18/10/2018 ESP

Título Original

Estiu 1993

Sinopse

<div>Espanha, Verão de 1993. Órfã de pai há já algum tempo, Frida, de seis anos, acaba de perder a mãe. Sem ninguém que cuide dela, vê-se obrigada a mudar-se para casa dos tios e prima, que vivem numa pequena aldeia longe da cidade de Barcelona, onde ela sempre viveu. Apesar do desgosto e da constante sensação de perda que a acompanha, ao longo de todo o Verão a menina vai aprender a lidar com as suas emoções, adaptando-se, a pouco e pouco, à dinâmica da sua nova família.</div><div>Um drama autobiográfico que marca a estreia na realização em longa-metragem de Carla Simón, que, com este filme, narra os eventos mais marcantes da própria infância. Laia Artigas, Paula Robles, Bruna Cusí, David Verdaguer e Isabel Rocatti dão vida às personagens. PÚBLICO</div>

Críticas dos leitores

Muito mau mesmo

Leonardo Almeida

Muito básico e forma de fazer cinema que impressiona pela incapacidade da escolha da história.
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4 estrelas

José Miguel Costa

A estreia de Carla Simón com o filme "Verão 1993" (cujo arco narrativo incide sobre uma pequena órfã catalã que perdeu os pais para o vírus HIV, motivo pelo qual passou a residir com os tios maternos numa pequena aldeia do interior) não passou despercebida, tendo, inclusive, vencido o prémio de melhor primeira obra no festival de Berlim (para além da escolha para representante de Espanha nos Óscares de Hollywood). <br /> Trata-se de um (intimista/delicado) drama realista e naturalista (com uma linguagem algo documental, fruto do seu tom contemplativo) que, de um modo simples e sem recurso a sensacionalismos e/ou manipulações emocionais excessivas (apesar de abordar uma temática dura e complexa - o início da epidemia da sida e respectivos medos/estigmas que lhe eram associados na década de 90 do século XX), foca-se quase exclusivamente no processo de luto da criança (sem "beatificá-la"). <br /> A câmara encontra-se ao serviço deste (cativante) "pequeno furacão", nunca a largando (brindando-nos com frequentes grandes planos), e mesmo quando não estamos a visualizá-la directamente vemos o mundo que a rodeia através do ("seu") olhar de uma câmara subjectiva. <br /> <br />A serenidade que emana é, ainda, reforçada pela fotografia de excepção (com magníficos enquadramentos móveis e de captação das luzes) que (quase) nos faz sentir parte integrante do paraíso natural onde decorre o drama.
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