Vento Selvagem
Título Original
Reap the Wild Wind
Realizado por
Elenco
Sinopse
Mariana Mata (PUBLICO.PT)
Críticas dos leitores
Vento selvagem
Fernando Oliveira
O Cinema como espectáculo, um empolgante deslumbramento visual, ou, numa altura em que ainda se sonhava com isso, contar os sonhos dos espectadores nos seus filmes – é isto o Cinema de Cecil B. DeMille. Agarrava em episódios históricos muitas vezes pouco conhecidos, outras vezes partes da Bíblia, e contava-os sem se preocupar com a veracidade da História ou a exactidão às estórias do livro sagrado para os cristãos – “Os meus filmes não são orações. Filmo o drama, e os sermões só entram se tiverem onde cair”, respondeu DeMille quando questionado sobre o facto de retorcer as histórias da Bíblia quando as contava nos seus filmes – e interessava-lhe acima de tudo causar emoções com aquilo que víamos. Aventura e romance, drama e tragédia, um final feliz; o Cinema pode ser uma arte, mas também é entretenimento.
Cecil B. DeMiIle era tanto um realizador como um produtor, quase equilibrados na balança. Na primeira metade do século XIX, era por barco que se fazia o transporte de mercadorias e passageiros entre os portos do Atlântico e a foz do Mississipi. Muitas dessas viagens acabavam nos recifes da costa sul da Florida.
O resgate das mercadorias era um negócio lucrativo para os habitantes da região de Key West. E os naufrágios provocados de forma criminosa eram uma maneira fácil de ganhar dinheiro. Um triângulo amoroso entre a proprietária de um barco de resgate, sem medo de enfrentar as tempestades; um jovem capitão de um barco naufragado, que ela acolhe, ferido, em sua casa, e que sonha comandar o “Vapor” da Companhia aonde trabalha; e o advogado dessa companhia que vai investigar e tentar acabar com os naufrágios provocados; misturado com acção e aventura e magníficas proezas técnicas para a altura como a luta subaquática com uma lula gigante filmada por DeMille.
Paulette Goddard é a jovem Lexi Claiborne cujo coração é disputado pelo Capitão Jack Stuart (John Wayne) e o advogado Stephen Tolliver (Ray Milland). Depois o herói passa a vilão; há mortes trágicas (a prima de Lexi, Drusilla, que vive um romance com o irmão do maior responsável dos naufrágios, uma muito jovem Susan Hayward) que resolvem a história; há sacrifícios; há aventura e um final feliz. Ou seja há acção e emoção, e não é isto o Cinema? (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")
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