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Vento Selvagem

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Drama 125 min 1942 18/12/2001 EUA

Título Original

Reap the Wild Wind

Sinopse

Cecil B. DeMille juntou neste filme dois nomes que, na altura, estavam prestes a tornar-se duas grandes estrelas de cinema. John Wayne e Ray Milland interpretam os principais papéis neste "Vento Selvagem", um filme de aventuras marítimas passado em 1840 na costa atlântica dos EUA, cuja história gira em torno de caçadores de barcos naufragados. Loxi Claiborne (Paulette Goddard) é a única mulher a comandar um dos barcos que tenta recolher a carga dos navios naufragados. Não tem tido muita sorte pois, sempre que chega ao local, King Cutler (Raymond Massey) já está no comando. Jack Stuart (John Wayne) é o capitão de um dos navios naufragados. O facto de ter perdido um dos navios da sua companhia faz com que o seu sonho de comandar um navio a vapor se dissipe. Loxi salva-o e leva-o para sua casa para recuperar. Apaixona-se por ele e decide fazer tudo para o ajudar a realizar o seu sonho, usando o seu encanto para convencer o oficial da companhia Stephen Tolliver (Ray Milland), a dar uma nova oportunidade a Jack Stuart. "Vento Selvagem" ganhou o Óscar de melhores efeitos especiais de 1943 (Farciot Edouart, Gordon Jennings e William L. Pereira - fotografia, Louis Mesenkop - som).

 

Mariana Mata (PUBLICO.PT)

Críticas dos leitores

Vento selvagem

Fernando Oliveira

O Cinema como espectáculo, um empolgante deslumbramento visual, ou, numa altura em que ainda se sonhava com isso, contar os sonhos dos espectadores nos seus filmes – é isto o Cinema de Cecil B. DeMille. Agarrava em episódios históricos muitas vezes pouco conhecidos, outras vezes partes da Bíblia, e contava-os sem se preocupar com a veracidade da História ou a exactidão às estórias do livro sagrado para os cristãos – “Os meus filmes não são orações. Filmo o drama, e os sermões só entram se tiverem onde cair”, respondeu DeMille quando questionado sobre o facto de retorcer as histórias da Bíblia quando as contava nos seus filmes – e interessava-lhe acima de tudo causar emoções com aquilo que víamos. Aventura e romance, drama e tragédia, um final feliz; o Cinema pode ser uma arte, mas também é entretenimento.

Cecil B. DeMiIle era tanto um realizador como um produtor, quase equilibrados na balança. Na primeira metade do século XIX, era por barco que se fazia o transporte de mercadorias e passageiros entre os portos do Atlântico e a foz do Mississipi. Muitas dessas viagens acabavam nos recifes da costa sul da Florida.

O resgate das mercadorias era um negócio lucrativo para os habitantes da região de Key West. E os naufrágios provocados de forma criminosa eram uma maneira fácil de ganhar dinheiro. Um triângulo amoroso entre a proprietária de um barco de resgate, sem medo de enfrentar as tempestades; um jovem capitão de um barco naufragado, que ela acolhe, ferido, em sua casa, e que sonha comandar o “Vapor” da Companhia aonde trabalha; e o advogado dessa companhia que vai investigar e tentar acabar com os naufrágios provocados; misturado com acção e aventura e magníficas proezas técnicas para a altura como a luta subaquática com uma lula gigante filmada por DeMille.

Paulette Goddard é a jovem Lexi Claiborne cujo coração é disputado pelo Capitão Jack Stuart (John Wayne) e o advogado Stephen Tolliver (Ray Milland). Depois o herói passa a vilão; há mortes trágicas (a prima de Lexi, Drusilla, que vive um romance com o irmão do maior responsável dos naufrágios, uma muito jovem Susan Hayward) que resolvem a história; há sacrifícios; há aventura e um final feliz. Ou seja há acção e emoção, e não é isto o Cinema? (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")

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