Cleópatra
Título Original
Cleopatra
Realizado por
Elenco
Sinopse
Texto: Cinemateca Portuguesa
Críticas dos leitores
Cleópatra
Fernando Oliveira
DeMille escolhia da História e das lendas a ela associadas as estórias mais espectaculares para contar nos seus filmes. E contava-as sem se importar com a sua veracidade, a ele interessava-lhe muito mais a grandiosidade do que queria mostrar, causar espanto, e as emoções sublimadas que exaltavam os comportamentos dos personagens.
As relações de Cleópatra com Júlio César e Marco António, a escolha que a rainha do Egipto tem de fazer entre o dever e o amor, os jogos políticos, interessam-lhe muito menos que os deslumbrantes cenários, ou as coreografias erotizadas da corte do Egipto. A Palavra (fundamental na definição do filme realizado por Mankiewicz trinta anos depois) perde neste filme para uma representação estilizada e exagerada dos actores: DeMille é um realizador de uma narrativa da imagem, a estória interessa-lhe menos.
Um Cinema primitivo, é certo… E um Cinema sensual, espirais de corpos femininos (chamou-lhe Bénard da Costa a propósito de “Rei dos reis”), corpos em abandono, ou a dançar, roupas minúsculas, e véus, muitos véus transparentes. E a espantosa sensualidade de Claudette Colbert, que mesmo no artificialismo da sua representação encharca todo o filme. O cinema como uma arte do entretenimento, por um dos seus maiores cultores. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com)
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