Um Longo Domingo de Noivado

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Drama 134 min 2004 M/16 27/01/2005 FRA

Sinopse

Jean-Pierre Jeunet volta a trabalhar com Audrey Tautou depois de "O Fabuloso Destino de Amélie". Audrey é Mathilde, uma jovem que no final da Primeira Guerra Mundial, recusa aceitar que o seu noivo morreu. Mathilde é informada que Manech morreu no campo de batalha, mas acaba por descobrir que ele fazia parte de um grupo de cinco soldados que foram condenados à morte, por um tribunal marcial, por se terem auto-mutilado para fingir ferimentos de forma a escaparem à guerra. Mas Mathilde não acredita que Manech esteja morto; se assim fosse, ela sentiria essa perda. Resolve então partir numa busca desesperada para descobrir o que realmente aconteceu a Manech. <p/>PUBLICO.PT

Críticas Ípsilon

Audrey Tautou vai à guerra

Luís Miguel Oliveira

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Críticas dos leitores

Reconstituição de época perfeita

Fco. Patrício

Além de licenciado em história sou fascinado pelo tema "Primeira Guerra Mundial", ou como à época foi intitulada: "A Grande Guerra". Em muito contribui para essa paixão, o facto de meu avô materno, João Pinheiro Patrício, ter feito parte do CEP na Flandres. <br />O realismo na reconstituição das cenas de batalha; o quotidiano das trincheiras; o absurdo do conflito sem esquecer a incrível reprodução de uma Paris da segunda década, colocam a produção no topo dos melhores filmes de guerra que já assisti. Em paralelo, uma história de paixão emocionante, verdadeiro hino ao que o ser humano pode ter de melhor: o amor incondicional. <br />Vale a pena, e muito, assistir!
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Líndissimo

Ifs

Conheço apenas a "Amélie" e agora este de Jeunet e devo dizer que ambos os filmes são líndissimos. Depois deste filme, o que fiz foi dar uma caminhada e pensar. À medida que ia pensando no filme percebi que nos dá inconscientemente uma profunda esperança naquilo que já está ou pode estar perdido. O amor que dura e dura com o passar de tempo foi uma autêntica homenagem ao amor que dura e que quebra e passa todas as barreiras, valorizando-o e engrandecendo-o perante qualquer obstáculo. Uma coisa que tirei do filme foi o amar mesmo correndo o risco de saber que está tudo perdido, patente no amor inconcidional e eterno. Este filme deu-me a sensação, provando-a, que um sentimento deste tipo, mesmo sem correspondência, merece uma vénia com toda a dignidade. Audrey Tautou é uma actriz muito bonita, coxa ou não não deixa de ser uma actriz com presença e com um charme que não se vê todos os dias em actrizes.
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Um longo e delicioso prazer

Paulo Branco

É assim que caracterizo este filme de Jeunet, cineasta virtuoso e único. O cinema de Jeunet é muito característico, capaz de nos transportar, como poucos, para as suas histórias. É um cinema sobretudo de impacto visual, de técnica irrepreensível e original, aliado a uma caracterização de personagens peculiares que invadem sempre o seu universo, o que comprovamos ao longo dos seus filmes. Acima de tudo, esta é a história de um romance intemporal, que nos invade o espírito de paixão e amor, e acompanhar Mathilde na sua demanda heróica, na incerteza de encontrar o seu amor, consegue angustiar-nos ao ponto de termos vontade de ajudar aquela doce criatura e acabar com o seu sofrimento, que aliás é sempre ultrapassado pela esperança.<BR/><BR/>Já vi o filme duas vezes, concordo que a certa altura a história dá umas voltas a mais, mas no conjunto, pela maneira como está filmado, pela bela história e como ela nos é contada, pelo final e pela sóbria e eficaz banda sonora (atenção, Badalamenti não está a compôr para Lynch, felizmente), dou quatro estrelas a este filme.
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Amor de perdição

Gonçalo Sá - http://gonn1000.blogspot.com

A expectativa era considerável, tendo em conta, sobretudo, o sucesso do emblemático "O Fabuloso Destino de Amélie" ("Le Fabuleux Destin d`Amélie Poulain"), mas o novo filme de Jean-Pierre Jeunet, "Um Longo Domingo de Noivado" ("Un Long Dimanche de Fiançailles") permite finalmente ver o resultado da segunda colaboração entre o realizador e a actriz Audrey "Amélie" Tautou. A dupla gerou, no filme anterior, um dos mais acarinhados filmes franceses dos últimos anos, muito bem recebido pelo público a uma escala considerável (a crítica, no entanto, não foi tão unânime). Por isso, o novo projecto suscitou alguma ansiedade entre os fãs do realizador de "Delicatessen" ou "A Cidade das Crianças Perdidas".<BR/><BR/>"Um Longo Domingo de Noivado" desenrola-se em inícios do século XX e foca a relação de dois jovens, Mathilde (Audrey Tautou) e Manech (Gaspard Ulliel) que são obrigados a separar-se quando ele tem de ir combater durante a Primeira Guerra Mundial. O romance torna-se mais conturbado quando Manech é apontado como uma das vítimas mortais das batalhas, mas a esperança de Mathilde contraria essa trágica revelação e a jovem inicia uma persistente busca de pistas acerca do paradeiro do seu namorado.<BR/><BR/>A partir daqui, "Um Longo Domingo de Noivado" aborda a investigação da protagonista e, em paralelo, apresenta alguns dos episódios dos combates nas trincheiras através de "flashbacks" gerados a partir das memórias das figuras que Mathilde vai encontrando. Jeunet tempera esta sucessão de acontecimentos com toques de romance, drama e algum humor, referências habituais nas suas obras, e mesmo nos momentos mais pesados e nebulosos deixa espaço para pequenas fagulhas de optimismo e esperança (embora em menores doses do que em "O Fabuloso Destino de Amélie").<BR/><BR/>Outro dos elementos-chave do filme é, claro, a impressionante componente visual, onde o realizador recorre, mais uma vez, a criativos ângulos de câmara, uma montagem refrescante, múltiplos filtros, um trabalho de iluminação irrepreensível e uma sedutora fotografia. Grande parte do culto em torno do cineasta deve-se, essencialmente, ao apelo estético das suas obras, que contêm sempre pequenos prodígios criativos herdados da mais arrojada linguagem publicitária. "Um Longo Domingo de Noivado" não é excepção e oferece uma mão cheia de belas imagens com cativantes tons dourados e acastanhados, gerando cenas muito bem conseguidas a nível visual.<BR/><BR/>Infelizmente, a nível de argumento nem tudo funciona tão bem, uma vez que este não é suficientemente intrigante para sustentar duas (longas) horas de filme. O ponto de partida até é curioso, mas há por aqui demasiadas personagens e raras são as que vão além de uma pouco surpreendente unidimensionalidade. O ritmo da narrativa é irregular e por vezes a investigação da protagonista conduz a tantas revelações que é quase inevitável o espectador não se perder no meio dos múltiplos "flashbacks".<BR/><BR/>Fragmentado e desequilibrado, "Um Longo Domingo de Noivado" acerta em cheio no estilo mas não corresponde nas doses de substância, pois a densidade emocional é escassa, embora haja um ou outro momento de maior tensão dramática (as bem construídas cenas da infância do duo principal ou os momentos do par no farol).<BR/><BR/>Assim, o filme é quase sempre visualmente agradável mas raramente proporciona momentos de antologia, ainda que a banda sonora de Angelo Badalamenti (não tão boa como a de Yann Tiersen, mas recomendável) e a minuciosa reconstituição de época quase coloquem o filme acima da mediania. No entanto, depois do visionamento, esses detalhes não evitam que "Um Longo Domingo de Noivado" marque mais pela superficialidade do que por méritos em termos de conteúdo, resultando num filme que, apesar de bonito, é algo inconsequente e subaproveitado. Classificação: 2,5/5 - Razoável.
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Receita reutilizada

Yuki

Recurso a uma receita fácil. Sem inovação, sem preocupação narrativa. Enredo repetitivo e sem sinuosidade alguma. Amélie na guerra, Amélie coxinha, Amélie igual a ela própria... mas sempre igual. Seria uma simpática curta-metragem.
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De facto um filme longo

Rui Cruz

Como diz Luís Miguel Oliveira, "é um cinema velhíssimo coberto por uma capa (literalmente: há sempre um ou mais filtros sobre a imagem) visualmente 'moderna'." É isso, nem mais, nem menos. E retomando aquele comentário, de facto a música nem de longe nos faz lembrar o Badalamenti dos filmes de Lynch, é sempre uma banda sonora muito leve, da qual ninguém dá conta (infelizmente, tão grande é o talento deste compositor) - resta saber se se tratou de falta de inspiração, da vontade de Jeunet ou de outros. Este é, para mim, um filme com muito de Hollywood, que por certo chegará às massas, fruto de alguns belos planos. De resto, trata-se de uma história um pouco entediante, que não acrescenta nada de novo à história do cinema.
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Cinema europeu ainda é outra coisa

Luísa V. de Paiva Boléo

Fui ver "Um Longo Domingo de Noivado" no dia da estreia, porque gosto de ter a minha opinião antes de ponderar a dos outros, chamados "críticos de cinema". Para lá da pseu-do-polémica por o filme ter sido rodado a expensas de uma produtora norte-americana, o filme é bem francês. É um documento fabuloso da guerra de 1914-18, que desde já recomendo aos professores de História, mal o DVD esteja disponível. A reconstituição é extremamente cuidada: estações de comboio, cafés, comboios, guarda-roupa, até a alimentação que está nos pratos. Depois, é um filme que nos toca o coração, porque um amor assim, nos tempos em que só as desgraças são cartaz, é gratificante. E não é nada piegas. Aqui está um realizador que tem uma sensibilidade e fino humor que nos faz sentir como é bom ser europeu, quando a grande indústria do cineme é norte-americana. Para os da minha geração (de 60) é imprescindível. Para os outros depende do seu amor ao cinema autêntico.
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Fraquito

ttoMI

Apesar de ser sempre um prazer ver Audrey Tautou (por todas as razões possíveis e imaginárias) este "Long Dimanche" torna-se um filme Très Très Long para o enredo mal amanhado que é apresentado. Alguns bons momentos, com uma mão cheia de cenas intensas e com boa performance de alguns actores, mas que não são, de forma alguma, suficientes para "construir" a história. Badalamenti está em bom nível na banda sonora.
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Bom filme

n.d

Quem gostou de "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain / O Fabuloso Destino de Amelie" não deve perder este filme. O filme conta a vida de uma rapariga que acredita que o namorado não morreu na guerra. >O filme tem, também, cenas hilariantes e engraçadas, situações cómicas, porém inteligentes. No fundo, este filme é uma história de amor... mas cheio de cor e de esperança.
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Uma maravilha

Guigui

Não é o melhor do Jeunet mas é muito bom.
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