Triângulo da Tristeza

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Comédia Dramática 147 min 2022 M/12 13/10/2022 SUE, GRE, Turquia, GB, ALE, FRA

Título Original

Sinopse

Carl e Yaya são modelos e influenciadores digitais. Quando são convidados para fazer uma viagem num cruzeiro de luxo, veem-se misturados com gente rica e extravagante. Entre os companheiros de viagem está um oligarca russo, um traficante de armas inglês e o capitão da embarcação, comunista e alcoólico. O cenário é ideal para publicações nas redes sociais e eles aproveitam cada oportunidade para exibir o requinte daquelas férias. Mas tudo se complica quando uma grande tempestade faz o barco afundar-se, arrastando os poucos sobreviventes para uma ilha deserta. E quando se dão conta de que a única pessoa que se sabe desenvencilhar naquele lugar inóspito é uma empregada da limpeza, a hierarquia do grupo inverte-se.
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, “Triângulo da Tristeza” é uma comédia dramática da autoria do sueco Ruben Östlund  – o celebrado autor de “Força Maior (2014) e “O Quadrado” (2017), nomeado para o Óscar de Melhor Filme Internacional e vencedor da Palma de Ouro. O elenco conta com Harris Dickinson, Zlatko Buric, Charlbi Dean e Woody Harrelson, entre outros. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Os feios, porcos e maus de Ruben Östlund

Jorge Mourinha

Ruben Östlund já soube ser um agente provocador, mas agora parece comprazer-se naquilo que antes criticava: Triângulo da Tristeza é uma alegoria fácil e condescendente, despida da complexidade que ainda existia em filmes anteriores.

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Críticas dos leitores

Festim do apocalipse

Armanda

Li várias críticas a dizer que o filme é cínico, insensível, que o realizador é misantropo, etc. Acho o exacto oposto em tudo. O filme é profundamente bem-disposto face à pequena vida das personagens que estão, quase todas, a tentar manter-se à tona quando a vida as traiu e lhes tirou o tapete de baixo dos pés. Sente-se carinho por elas, por vezes um início de pena, mas é aí que Ostlund nos ajuda a não ser (agora nós) pequenos. O filme é uma comédia de costumes inteligente e desafiadora que usa a expressão quase pornográfica do grotesco e da superficialidade como um espelho. O resultado é magistral na maneira como, todos, sabemos sempre o que sentir em cada momento, sem jogos de ambiguidade, e no entanto sem perder a subtileza narrativa.

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Triângulo da tristeza - sátira titânica

Jayden

As dinâmicas de Yaya Miss e Carl Cavaleiro são deliciosas! Em biquíni, Yaya Miss capta atenções pelas curvas de sonho que exibe nas redes sociais em busca de ser uma "trophy wife". O casal tem as missões e propósitos desalinhados e esse é um assunto que eles tentam abafar. Carl Cavaleiro não está totalmente confortável com isso, mas Yaya Miss não pede perdão aos mais sensíveis. Sexy e ousada, Yaya Miss continua a dar que falar. Os motivos estão à vista! Pêssego. A empresária não passa despercebida com o seu corpo tonificado que faz questão de evidenciar com biquínis reduzidos. Esta "influencer" não dispensa as poses ousadas que levam milhares de seguidores à loucura. Que o diga Jorma Django que a quis mimar com um presente de carinho! É uma Dra. que gosta de tudo carinho, mas nem nas férias, a Miss dispensa um estilo de vida saudável com uma alimentação regrada e treinos de posteriores diários. Delicioso filme!

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Triângulo da tristeza , o nome não engana

Cc

Deixada de lado a delicadeza leve da comédia francesa, e esquecidos os limites da crueldade, sobra apenas um desenrolar de excessos... que só nos leva a questionar como alguns actores não se importam de desempenhar tão bem certos papéis só porque sim? Um filme em que se torna impossível não nos sentirmos ofendidos porque toda a sensibilidade é posta de parte... e não creio que a comédia precise de ser tão explícita depois de ultrapassar o limiar do subentendido. Um mundo em que todos os nossos defeitos e pretensões têm lugar deve ser o mundo que sonhamos, e não o contrário... Aqueles que como eu conseguiram ver o dito até ao fim tiveram que se conter... ou então acreditar que ainda sobraria algo mais de sensível num filme que tanto fala de igualdade como a desfaz em pólvora...  Admiro os que saíram antes deste fim porque são de facto sensíveis.

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4 estrelas

José Miguel Costa

O realizador sueco Ruben Östlund após arrecadar, em 2017, a palma de ouro no Festival de Cannes com o filme "Quadrado", este ano conseguiu repetir tal façanha graças ao recém estreado "Triângulo da Tristeza". Uma hilariante sátira político-social ácida e niilista (polvilhada - talvez em excesso - de humor escatológico) aos papéis de género, à falta de escrúpulos (e de noção da realidade) daqueles que detêm o poder financeiro (e que irão experimentar do seu próprio veneno através de uma inversão dos estatutos sociais consequência de um evento catastrófico) e ao sórdido artificialismo/futilidade dos influencers do Instagram. No centro do enredo (que reflecte um surrealista e estereotipado microcosmos da sociedade actual), cuja narrativa se encontra subdividida numa espécie de 3 capítulos ("colados" de modo algo ineficiente e irregulares no conteúdo, já que gradativamente vão cedendo lugar à piada "mais fácil" - mas que acaba por "renascer das brasas" com um inesperado final em aberto), está um jovem casal de modelos em crise relacional (no qual o elemento feminino, mais bem sucedido profissionalmente, exibe uma ambição desmedida de ascender socialmente), encarnado na perfeição por Harris Dickinson e Charlbi Dean Kriek (repentinamente falecida em Agosto).

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Melhor filme

Luisa Perez

Foi dos melhores filmes que vi este ano e até gostei mais deste que do "Quadrado". Dá que pensar como é que este filme recebe uma única estrela neste jornal.

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