Três Cartazes à Beira da Estrada
Título Original
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Realizado por
Elenco
Sinopse
Passaram-se sete meses sobre o brutal assassinato de Angela, a filha de Mildred Hayes. Inconformada com a actuação das autoridades, que parecem pouco empenhadas em encontrar o culpado, Mildred resolve chamar a atenção para o caso alugando três cartazes à entrada da cidade de Ebbing, no estado norte-americano do Missuri.
As frases que publica em cada um questionam directamente a competência de William Willoughby, o chefe de polícia. Essa atitude vai desencadear uma espiral de violência na cidade, com a polícia a querer demonstrar a falsidades das acusações e Mildred a tentar a todo o custo que seja feita justiça.
Uma comédia negra escrita, produzida e realizada por Martin McDonagh (Em Bruges, Sete Psicopatas, Os Espíritos de Inisherin). O elenco inclui Frances McDormand, Woody Harrelson, Sam Rockwell, John Hawkes e Peter Dinklage.
Nomeado para sete Óscares, Três Cartazes à Beira da Estrada venceu dois: melhor actriz principal (McDormand) e actor secundário (Rockwell). PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Imperdoável
Administração super-competente de um argumento inteligente e imaginativo, pleno de personagens “cheias” servidas por actores em estado de graça ou lá perto.
Ler maisCríticas dos leitores
Quatro Estrelas à Beira da Estrada
Fernando Pimentel
Passou na televisão recentemente. Agora está na Disney+. Ainda não tinha visto e é, quanto a mim, um filme maravilhoso, para além de qualquer dúvida. A adjectivação não resulta de critérios exclusivamente cinematográficos (técnicos) mas sim de, no respeito por esses critérios, o filme sucumbir a algo maior do que eles: a inteligência e o humor com que nos leva numa viagem à redescoberta de uma certa humanidade.
Com as suas contradições e ambiguidades, as personagens dos "Três Cartazes" surpreendem a nossa sensibilidade e convidam a descobrir que também estamos ali retratados, naqueles absurdos, naquelas lutas, naquelas dores. Os filmes do Tarantino são excelentes, mas têm qualquer coisa de caricatural. A vida não é assim, tão estilizada.
O cinema de Martin McDonagh, pelo contrário, faz outra coisa: aquece-nos o cérebro com um humor de alto nível que, ao mesmo tempo que dá as personagens, leva-nos pela narrativa a descobrir que para lá das fragilidades e contradições, há qualquer coisa especial na sua natureza, convocando-nos para uma ressonância que nos faz sentir mais humanos do que sabíamos.
Um filme assim, apesar da sofisticação, até consegue chegar ao grande público. O problema típico de como evitar os finais previsíveis tipo "happy ending" resolve-se dentro do próprio paradigma. As coisas são o que são, mas pode haver beleza nisso, pode haver beleza no final. Mais do que o reconhecido talento da Frances McDormand, foi a personagem interpretada pelo Sam Rockwell que me impressionou. Não foi por acaso, as coisas foram pensadas assim. Nada neste filme foi deixado ao acaso. Há muito talento e competência no argumento, realização, atores.
É um filme que se vê duas vezes. Os que não se vêm duas vezes também não valem a pena ver uma. Como os restaurantes. Ser-se humano não é uma coisa dos livros. Voltamos lá pela comoção. Há filmes que ajudam.
Interpretações poderosas
Helga Ferreira
Três Cartazes à Beira da Estrada
Carlos Vinhal
Três Cartazes à Beira da Estrada
Rosa
Uma heroína improvável ou o (e)terno tema da redenção e compaixão
Luís Graça
Muito Bom
Elisa
Três Cartazes à Beira da Estrada | 5*
Frederico Daniel
Vingança de uma Mãe
Julieta
Retrato de uma sociedade violenta
Ramiro Esteves Ferreira
Razões para viver
Pedro Brás Marques
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