//

O Rapaz da Ilha de Amrum

Imagem Cartaz Filme
Foto
Votos do leitores
média de votos
Imagem Cartaz Filme
Foto
Votos do leitores
média de votos
Guerra, Drama 93 min 2025 M/12 26/03/2026 ALE

Título Original

O ano é 1945, durante os dias finais da Segunda Guerra Mundial. Forçado a abandonar Hamburgo devido aos bombardeamentos, Nanning Bohm, de 12 anos, refugia-se na ilha alemã de Amrum acompanhado pela tia, pela mãe e pelos irmãos mais novos. Rodeado por uma paisagem tão bela quanto austera, ajuda a mãe — uma nazi convicta em fim de gravidez — a garantir o sustento de todos. Mas à medida que o tempo passa, Nanning vê-se forçado a enfrentar o enorme peso do passado nazi da família, compreendendo que, infelizmente, não há forma possível de escapar à sua história.

Realizado pelo alemão de ascendência turca Fatih Akin ("Head On - A Esposa Turca", "Do Outro Lado", "Soul Kitchen", "Uma Mulher Não Chora", "O Bar Luva Dourada"), que segue um argumento seu e de Hark Bohm (1939-2025). A história tem por base a infância de Bohm durante os últimos meses da Segunda Grande Guerra e explora a infância e o peso da história sobre os inocentes. O elenco principal inclui Jasper Billerbeck como Nanning, Kian Köppke, Laura Tonke, Diane Kruger, Detlev Buck e Matthias Schweighöfer. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

O Rapaz da Ilha de Amrum: pão branco, manteiga e mel

Jorge Mourinha

Um miúdo alemão confronta-se com a herança nazi no fim da II Guerra Mundial, nesta miniatura familiar filmada com contenção pelo turco-alemão Fatih Akin.

Ler mais

Sessões

Críticas dos leitores

3 estrelas

José Miguel Costa

"O Rapaz da Ilha Amrum", dirigido e co-escrito pelo alemão Fatih Akin, é um intimista e atmosférico drama de guerra (sem imagens de conflito bélico explicito), ambientado no isolado território rural germânico que dá nome ao filme, nos últimos dias da II Guerra Mundial (primavera de 1945, no período imediato à morte de Hitler), tendo por protagonista um empático menino de 12 anos (“refugiado” em fuga dos bombardeamentos de Hamburgo), filho de uma alta patente do regime nazi, que se encontra numa “corda bamba moral” entre as convicções que lhe são impostas no seio familiar e aquelas (divergentes) partilhadas pela pacata comunidade local (que mantém um quotidiano de relativa normalidade, à margem do caos que perpassa toda a Europa).

O interesse desta obra advém sobretudo do seu foco numa perspectiva pouco explorada neste género cinéfilo, ou seja, o modo como a ideologia fascista afetou/"infetou" as vivências dos inocentes que, sem qualquer hipótese de escolha consciente, foram inseridas na engrenagem do Sistema, tornando-se, mesmo que indiretamente, coniventes com o dito cujo (neste caso, a criança que enceta uma quase jornada para obter 3 ingredientes escassos - farinha, açúcar e mel – que permitirão fazer um pequeno almoço para a sua mãe – completamente desintegrada da rede comunitária, devido à sua forte convicção ideológica - que se encontra em final de gestação).

Continuar a ler

Envie-nos a sua crítica

Preencha todos os dados

Submissão feita com sucesso!