O Primeiro Homem na Lua

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Drama, Biografia 138 min 2018 M/12 25/10/2018 EUA

Título Original

First Man

Sinopse

Nascido a 5 de Agosto de 1930 em Wapakoneta, Ohio (EUA), Neil Armstrong foi um dos três astronautas da histórica missão Apollo 11, que pousou na Lua a 20 de Julho de 1969. Os outros eram Michael Collins e Edward "Buzz" Aldrin. Collins permaneceu no módulo de comando em órbita, enquanto Armstrong e Aldrin fizeram a alunagem a bordo do módulo Eagle, no chamado Mar da Tranquilidade. "Houston, aqui base da Tranquilidade. A águia pousou", disse Armstrong. Foi ele o primeiro a descer, pisando o solo lunar pela primeira vez na história e pronunciando uma frase que se tornaria célebre: "Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a Humanidade". Buzz Aldrin juntou-se a Armstrong e ambos passaram duas horas a caminhar sobre a superfície lunar, recolhendo 21 quilos de rochas, tirando fotografias e colocando uma bandeira norte-americana no solo, a mais de 380 mil quilómetros do planeta Terra. 
Filme de abertura da 75.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, um filme com assinatura de Damien Chazelle ("Whiplash - Nos Limites", "La La Land: Melodia de Amor"). Baseia-se na obra homónima em que o escritor James R. Hansen descreve os acontecimentos que deram origem à primeira viagem do ser humano à Lua e a forma como astronauta Neil Armstrong e toda a equipa em seu redor mudaria a percepção da espécie humana sobre si mesma. Com Ryan Gosling como protagonista, conta também com Claire Foy, Jason Clarke, Kyle Chandler, Corey Stoll e Patrick Fugit. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

La La Moon

Luís Miguel Oliveira

Uma América a olhar para uma das glórias da sua história recente, e tudo parece uma longa lamentação.

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Críticas dos leitores

Um homem, apanhado entre as dimensões cósmica e pessoal

Pedro Brás Marques

Neil Armstrong. O primeiro ser humano a colocar o pé num corpo celeste que não a Terra. Conquistou imediatamente a imortalidade e ficou com o seu nome gravado a letras de ouro na História da Humanidade. E, no entanto, trocava toda essa glória por poder voltar a ser…feliz. <br />“O Primeiro Homem na Lua” é o biopic do astronauta que deu “um pequeno passo” na Lua mas “um grande passo para a Humanidade”. A narrativa começa cerca de oito anos antes da alunagem, com um acontecimento dramático que jamais irá abandonar Armstrong: a morte de Karen, a filha com dois anos, por via dum tumor cerebral. Depois, é o longo desfilar de conversas, escolhas , hesitações, acertos e fracassos até se desaguar nesse momento incomparável que foi pisar o nosso único satélite, a 20 de Julho de 1969. Mas ao contrário do que se poderia supor, este não é um filme sobre virtudes exacerbadas ou actos balofos de heroísmo. Mais do que uma viagem espacial, “O Primeiro Homem na Lua” constituiu uma viagem ao interior dum homem, às suas angústias e aos seus fantasmas. Os silêncios, quando Armstrong olha para o espaço ou quando hesita antes de pisar solo lunar, são o reflexo dessa fraqueza feita fortaleza, duma amargura transformada em força. E quando, uma vez na Lua, olha à sua volta e se depara com uma estéril e branca paisagem, pára e quase se identifica com ela. Tudo porque não estava completo. O homem que acabava de pisar um novo mundo, trocava toda essa glória por poder voltar a sentir nos seus braços a filha, Karen. A vida, afinal, não é aquilo que os outros projectam para nós e ao qual até aderimos, mas é aquilo que sentimos e que mais ninguém consegue entender, como seres únicos que somos. <br />É nesta construção, na justaposição entre o homem interior e dimensão cósmica que o rodeia, que o filme de Damien Chazelle realmente brilha. Uma luz melancólica, angustiante, até, belíssima, amplificada pelo recurso a grandes planos, onde o “vazio” de Armstong se torna pungente. Para isso também contribuiu a escolha de Ryan Gosling para o papel principal. O actor canadiano interpreta de forma perfeita personagens conturbados, como já provara em “Blue Valentine”, “Drive” ou “Blade Runner 2049”. E volta a fazê-lo na pele de Neil Armstrong, expressando a sua dor interior, silenciosa, em olhares perdidos e silêncios reveladores. Um naipe de secundários acompanham e enobrecem o trabalho de Gosling, em especial Claire “Queen Elizabeth” Foy, mas também Lukas Haas, Ciaran Hinds e Corey Stoll. <br />Uma história diferente, diria até improvável face à dimensão do que está em causa, sobre um pai que chora, silenciosamente e para toda a eternidade, a perda da filha. Armstrong faria tudo para voltar a tê-la, tal qual o fez o seu “colega” Cooper, que viajou no tempo para poder tocar, mais uma vez, na mão da filha Murph, nessa obra extraordinária que dá pelo nome de “Interstellar”. Mas, afinal, o que é que há de especial nas relações entre astronautas e as suas filhas?
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Erro no texto

Jaime Oliveira

No texto-resumo do filme, na frase dita por Armstrong, não deve estar “o homem”, mas sim “um homem”. Se fosse “o homem” seria uma redundância disparatada. Foram as más condições técnicas da transmissão rádio que deram origem a essa deturpação. Também está de pé a hipótese do próprio Armstrong se ter enganado, na intensidade do momento. De qualquer forma, não é admissível propagar o disparate. O jornalista, provavelmente, não sabe nada disto.
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A insana viagem à Lua

Marcelo Akves

Muitos filmes já foram feitos sobre a conquista do espaço. Mas acho que poucos souberem retratar com tamanha acuidade esse desafio insano rumo ao desconhecido quanto Damien Chazelle em “O Primeiro Homem na Lua”. <br /> <br />Mais recente trabalho do diretor que ficou conhecido pelo sensacional “Whiplash” (2014) e que venceu o Oscar de melhor diretor por “La La Land” (2016), “O Primeiro Homem na Lua” é uma cinebiografia. Supostamente deveria contar a história de Neil Armstrong (vivido por um Ryan Gosling contido, quase encurralado pelo desafio de ir até a Lua), mas isso é o pano de fundo de uma história ainda maior que é a o desafio de chegar aonde nenhum homem jamais estivera até então. <br /> <br />Chazelle trouxe um realismo impressionante â experiência da corrida espacial. Levou para a tela o incomodo que é pilotar um foguete. A incerteza daquelas máquinas em plenos anos 60, pouco mais de seis décadas depois que o homem aprendeu a voar. Levou o medo, fez questão de esfregar nas nossas caras o quão insano e desafiador era até então ser um astronauta. E talvez seja até hoje. <br /> <br />E ele expõe isso nas cenas nauseantes das máquinas balançando horrores. No isolamento e na solidão de se estar em órbita. Na tensão e na incerteza da volta. Na dificuldade de acertar cálculos tão difíceis para um humano normal compreender. Um erro é nada menos do que fatal. Tudo para chegar naquele momento em que se dá um “pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”. <br /> <br />No seu filme, a Lua está sempre à espreita. Ali, do alto, sendo observada, estudada, admirada, contemplada. E desafiando aqueles aventureiros modernos. A cada fracasso ela parece mais distante. A cada pequeno triunfo, ela surge mais perto. Alguns enquadramentos também ressaltam a dupla face do satélite natural da Terra. O lado escuro e claro na face de um Neil Armstrong preocupado com o futuro, no rosto do seu filho quando pergunta se ele pode não voltar. A Lua talvez tenha sido (e talvez continue sendo) um desafio tão grande quanto o das caravelas rumo ao desconhecido nos séculos XV e XVI. <br /> <br />Para enfatizar tudo isso, Chazelle reduz a trilha sonora ao mínimo possível. Se “Whiplash” era um filme todo pontuado pela trilha, e “La La Land” era um musical de canções marcantes, “O primeiro homem” exalta o silêncio solitário da viagem para além da Terra pontuado apenas por canções épicas compostas por Justin Hurwitz – o mesmo de “Whiplash” e “La La Land” - para dramatizar os momentos mais marcantes. Em especial a partida da Apolo 11 de Houston e o pouso na Lua. <br /> <br />“O primeiro homem” é um filme belo. Não é muito verborrágico e por vezes tem diálogos erráticos. Algo bem diferente dos trabalhos anteriores do roteirista Josh Singer, vencedor do Oscar por “Spotligh” (2015) e que também escreveu “The Post” (2017). A cena final de Neil Armstrong reencontrando a mulher (a ótima Claire Foy, a rainha Elizabeth nas duas primeiras temporadas de “The Crown”) é de uma beleza singular. Nada é dito naqueles minutos finais. É como se o silêncio do espaço e as incertezas permanecessem até a volta à Terra. Mas ao mesmo tempo muita coisa é dita naquela troca de olhares e pequenos gestos através do vidro. Cenas como essa valem demais o filme.
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Americanada

Raelsan

Não podia haver um melhor exemplo do termo "americanada" aplicado ao cinema. Complexo de superioridade, propaganda ideológica, lamechices umas atrás das outras... <br />Ficou a vontade de ir à Lua, filme fraquíssimo.
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3* - pela excelente interpretação...

Luis

...porque nos pormenores básicos da história me pareceu pouco elaborado, sendo o tema "desviado" para outro sentido (o sentimento e a saudade por um ente querido perdido) - este sim, o tema que "domina" o filme, que fiquei sem saber se o foi de forma intencional.
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3 estrelas com uma cena antológica...

JPP

Não se trata de uma obra-prima mas, ainda assim, tem qualquer coisa de mágico. <br />Como filme, não passa de um objecto mediano, sem grandes rasgos ou cenas empolgantes. Julgo que, de alguma forma, o autor quis mostrar as diferentes etapas, riscos, desafios, perigos e tragédias que tiveram de ser enfrentadas e superadas para que um objectivo absolutamente glorioso e espantoso fosse alcançado. <br />No entanto, ao assistir a este filme, tive a oportunidade de viver um dos momentos mais extraordinários de toda a minha longa vida como cinéfilo. Há, neste filme, uma cena antológica muito bem conseguida e que exerce um efeito mágico sobre os espectadores: trata-se da cena absolutamente notável da aproximação à Lua e que culmina com os primeiros passos de Armstrong no nosso satélite. <br />Há, nessa cena, um momento em que o realizador suspende por completo todo o som. Não se ouve absolutamente nada. Nada de nada. Nem a respiração do astronauta, nem uma música de fundo, nem qualquer outro som. <br />E, no meio deste silêncio, ouve-se um ensurdecedor e reverente silêncio absoluto por parte da sala de cinema. <br />Não sei se isto sucede em mais exibições mas, quando eu assisti a este filme, estava numa sala enorme quase repleta de espectadores. E, nesse momento, nesse momento mágico e antológico, não se ouviu o som de uma respiração, de uma mosca a zumbir, de uma espectador a mexer-se na cadeira ou a tossir. Nada de nada. Ouviu-se, isso sim, o mais reverencial, profundo e comovente silêncio de uma enorme sala de cinema quando confrontada com uma das mais extraordinárias realizações do ser humano. Respirou-se um sentimento de admiração, de encanto, de admiração naquele momento em que tudo esteve suspenso pelo maior salto que a humanidade já deu em toda a sua História. <br />No seu todo, o filme pode não merecer grandes elogios e pode não ter grandes aspectos a reter. Mas a cena da alunagem é um portento de composição e é capaz de dar ao espectador uma sensação de magia e de encanto. <br />Aqueles segundos de silêncio absoluto, sentidos numa quase repleta enorme sala de cinema, são inolvidáveis e ficarão para sempre na minha memória como um dos mais extraordinários momentos da minha vida de cinéfilo.
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3 estrelas com uma cena antológica...

JPP

Não se trata de uma obra-prima mas, ainda assim, tem qualquer coisa de mágico. <br />Como filme, não passa de um objecto mediano, sem grandes rasgos ou cenas empolgantes. Julgo que, de alguma forma, o autor quis mostrar as diferentes etapas, riscos, desafios, perigos e tragédias que tiveram de ser enfrentadas e superadas para que um objectivo absolutamente glorioso e espantoso fosse alcançado. <br />No entanto, ao assistir a este filme, tive a oportunidade de viver um dos momentos mais extraordinários de toda a minha longa vida como cinéfilo. Há, neste filme, uma cena antológica muito bem conseguida e que exerce um efeito mágico sobre os espectadores: trata-se da cena absolutamente notável da aproximação à Lua e que culmina com os primeiros passos de Armstrong no nosso satélite. <br />Há, nessa cena, um momento em que o realizador suspende por completo todo o som. Não se ouve absolutamente nada. Nada de nada. Nem a respiração do astronauta, nem uma música de fundo, nem qualquer outro som. <br />E, no meio deste silêncio, ouve-se um ensurdecedor e reverente silêncio absoluto por parte da sala de cinema. <br />Não sei se isto sucede em mais exibições mas, quando eu assisti a este filme, estava numa sala enorme quase repleta de espectadores. E, nesse momento, nesse momento mágico e antológico, não se ouviu o som de uma respiração, de uma mosca a zumbir, de uma espectador a mexer-se na cadeira ou a tossir. Nada de nada. Ouviu-se, isso sim, o mais reverencial, profundo e comovente silêncio de uma enorme sala de cinema quando confrontada com uma das mais extraordinárias realizações do ser humano. Respirou-se um sentimento de admiração, de encanto, de admiração naquele momento em que tudo esteve suspenso pelo maior salto que a humanidade já deu em toda a sua História. <br />No seu todo, o filme pode não merecer grandes elogios e pode não ter grandes aspectos a reter. Mas a cena da alunagem é um portento de composição e é capaz de dar ao espectador uma sensação de magia e de encanto. <br />Aqueles segundos de silêncio absoluto, sentidos numa quase repleta enorme sala de cinema, são inolvidáveis e ficarão para sempre na minha memória como um dos mais extraordinários momentos da minha vida de cinéfilo.
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2 estrelas

José Miguel Costa

Depois do inenarrável "La La Land", Damien Chazelle e Ryan Gosling voltam a reunir-se no filme "O Primeiro Homem Na Lua", o blockbuster mais anti-blockbuster de todo o sempre (que nos relata os desinteressantes eventos de vida do Neil Armstrong no período compreendido entre 1961 e 1969 - ou seja, entre a morte da filha deste e o lançamento do foguetão Apollo 11). <br /> <br />138 minutos de puro aborrecimento, com o Gosling a fazer de Gosling (ou seja, a deambular em modo depressivo - e atenção que até gosto do moço, mas é inegável que soa fora de registo na pele deste personagem). Ainda por cima, em momento algum, somos compensados com uma qualquer cena de acção de encher o olho (quiçá, devido a uma potencial pretensão pseudo-intelectual, que resulta infrutífera - descambando num produto que "não é carne nem é peixe" e, por certo, desagradará a "gregos e a troianos"). <br /> Ok, poder-se-ia valorizá-lo, devido a estas mesmas características, que implicaram uma resistência ao tom épico de empolgamento nacionalista dos USA, tão ao gosto da velha Hollywood, mas nem isso o salva ... por ser efectivamente soporífero! E, por estranho que pareça (agravando ainda mais a "coisa") , nem sequer é visualmente impactante (ao contrário da generalidade dos produtos que se inserem neste género cinematográfico).
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Muito Bom

António Costa

Esperava um drama lamechas. Nada disso. A parte "técnica" refere (1) a URSS, com a Vostok, passa para (2) o 1º encontro entre veículos GEMINI. (3) O terrível acidente que resulta na morte de três astronautas da missão APOLLO não é esquecido. Finalmente (4) a missão lunar da APOLLO 11. Estes "4 blocos" técnicos, são acompanhados pelo lado humano do protagonista Neil Armstrong. Para os maiores de 55 anos recordar é viver. Para os mais novos ver um resumo do séc. XX: em apenas 60 anos, passou-se de biplanos (~140 Km/h), aviões de 1939 (~540 Km/h), aviões a jato e finalmente foguetões capazes de transportar seres humanos, para fora da atmosfera terrestre. Os astronómicos custos do programa APOLLO ( justificado pela guerra fria ) ditaram o fim do programa. A seguir apostou-se na criação de estações espaciais e satélites em órbita, que pudessem ser economicamente sustentáveis. E ...o Homem já não chegou a Marte na década de 80. A Biologia, a Eletrónica e a Informática "dispararam" mas a Aventura Espacial estagnou, tornando-se apenas em Nostalgia.
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Interessante

JR

O melhor deste filme, que por vezes se arrasta demasiado, é dar-nos a perceção do quanto era primária e obsoleta a tecnologia da altura e que, mesmo assim , tornou possível o maior feito da Humanidade. Excelente som e banda sonora, tem uma realização muito competente mas parece-me que Ryan Gosling foi mal escolhido para o papel pois não revela o carisma que uma personagem como Neil Armstrong pedia.
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