O Jogo da Imitação

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Thriller, Drama 114 min 2014 M/12 15/01/2015

Título Original

The Imitation Game

Sinopse

<div>O criptoanalista, matemático e filósofo britânico Alan Mathison Turing (1912-1954) é hoje considerado um dos precursores da computação moderna. Durante a Segunda Grande Guerra, ele e a sua equipa deram uma ajuda fundamental aos Aliados na descodificação do código Enigma, que os nazis utilizavam para comunicar secretamente os planos de ataque. Já durante o pós-guerra, Turing projectou um dos primeiros computadores programáveis no laboratório nacional de física do Reino Unido. Entre muitas outras coisas, os seus estudos serviram ainda para abrir portas a uma das questões mais pertinentes da tecnologia da actualidade: a possibilidade teórica da inteligência artificial.</div> <div>Apesar de todo o reconhecimento, a sua carreira terminou abruptamente em 1952, depois de ter sido processado por atentado ao pudor, acusação que culminou numa condenação por homossexualidade, à época ilegal no Reino Unido. A 8 de Junho de 1954, dois anos depois de iniciar um tratamento com injecções de hormonas femininas que provocam castração química (que preferiu à prisão), Turing foi encontrado morto na sua própria casa. A morte foi classificada como suicídio, embora muitos, começando pela sua mãe, refutem a conclusão.</div> <div>Em Setembro de 2009, depois de uma campanha liderada por John Graham-Cumming, o primeiro-ministro Gordon Brown fez um pedido oficial de desculpas público em nome do Governo britânico, devido à maneira pela qual Turing foi tratado. Finalmente, a 24 de Dezembro de 2013, o matemático recebeu o perdão da rainha Isabel II.</div> <div>Realizado pelo norueguês Morten Tyldum ("Headhunters - Caçadores de Cabeças"), um filme dramático sobre a vida de Alan Turing, o lendário génio da matemática que decifrou códigos nazis e que acabou perseguido pela sua orientação sexual. O elenco conta com os actores Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode e Mark Strong, entre outros. Escolhido pelo público como o melhor filme em competição no Festival de Cinema de Toronto (Canadá), "O Jogo da Imitação" recebeu cinco nomeações para os Globos de Ouro e oito para os Óscares. A Academia acabaria por premiá-lo com a estatueta para Melhor Argumento Adaptado.</div>

Realizado por

Morten Tyldum

Elenco

Keira Knightley, Benedict Cumberbatch, Matthew Goode

Críticas Ípsilon

A teoria do big bang

Jorge Mourinha

Uma interpretação soberba de Benedict Cumberbatch numa meditação sobre a diferença disfarçada de thriller de guerra.

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Críticas dos leitores

Afonso Duarte Fernandes

Ótimo filme! Um  excelente filme. Para quem se interessa pelo assunto, encontrei este vídeo que explica como… 

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Erica

Um excelente filme! Para quem se interessa pelo assunto, encontrei este vídeo que explica como funcionou a máquina Enigma: www.youtube.com/watch?v=5w3zDa7bgLU

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Ivo Miguel Barroso

1. ALAN TURING, brilhante matemático inglês (“The Imitation Game” é o nome do artigo científico de Alan Turing), vai, com a ajuda de uma equipa que chefia, criar um computador para decifrar o “Enigma”, o “computador” dos nazis e as suas mensagens, no período inicial da Guerra; segredo esse que irá ser mantido, para que os Alemães não desconfiem. <br /> Calcula-se que tenha encurtado a Guerra em 2 anos. <br /> Infelizmente, toda a documentação foi destruída, pelo que os Historiadores não puderam ter acesso ao génio computacional de TURING. <br /> 2. O argumento é, à partida, fabuloso é fabuloso e fascinante: revela, porventura com imprecisões, um dos segredos da II Guerra Mundial: a descoberta, por parte dos Britânicos, da decifração do “Enigma”, máquina com a qual os Alemães revelavam os seus planos de ataque. <br /> Precursora da era computacional, a máquina “Christopher” é o nome do amigo que morreu jovem no Liceu. <br /> 3. Dito isto, o guião é pobre, bastante pobre até, por mais que coincida com a realidade. <br /> Tem “flashbacks” da história principal: i) para a adolescência, nos anos 20; iii) e avanços para o 2.º pós-guerra, quando descobrem que ele é homossexual. Isto, durante todo o filme. <br /> 4. O filme faz uma popularização, de modo a que as pessoas se identifiquem com um génio; o que implica apoucar esse mesmo génio. Dá relevância a detalhes sem qualquer interesse dramático; a certa altura, dá ideia que está a “encher chouriços”, a fazer o público perder o seu tempo com pormenores perfeitamente escusados, descentrando-se do tema principal e, pior do que isso, apoucando o cientista em causa. <br /> (Por isso, concordo, por isso, totalmente com o JOSÉ MIGUEL COSTA, no “Público”: "uma biografia deste calibre merecia um tratamento mais competente e não ser tão "pintada em tons cor-de-rosa" (de facto, o realizador não conseguiu fugir aos clichés e à quase abulização/"infantilização" do personagem principal, bem como do evento de guerra - provavelmente, com o intuito de agradar ao júri de Hollywood e às massas"). <br /> 5. Os temas filosóficos ficam por tratar. <br /> Entre tantos: o processo de criação do génio; o ter o “poder” de salvar vidas e de não o poder fazer, para poder continuar a salvar mais vidas; a questão da homossexualidade e a absurda criminalização deste crime; uma vida ceifada tão cedo, aos 41 anos, de quem tantos serviços prestou ao Reino Unido e aos Aliados. A tragédia deste homem, que consegue salvar a Europa, mas que não pode ser reconhecido publicamente, devido a ser segredo de Estado, é apenas meramente aflorada; e o suicídio de TURIN, que praticamente não é tratado e ter-se-á devido a uma depressão. <br /> 6. A produção e a equipa merecem os parabéns pela divulgação. Mas poderia ter sido muito mais conseguida em termos fílmicos, mesmo para o grande público. <br /> Já vi histórias mais banais darem excelentes guiões e excelentes filmes. Enfim, um diamante praticamente não lapidado. <br /> 2 estrelas. <br /> Em todo o caso, só pelo interesse histórico, vale a pena ver.

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Pedro Brás Marques

Num jogo da imitação, nos moldes propostos pelo genial matemático Alan Tunning, a abordagem é a de saber até que ponto uma máquina consegue superar o ser humano. E o desafio supremo desta sua tese aconteceu precisamente a meados da II Guerra Mundial e teve como concorrentes o próprio Alan, representando o máximo da inteligência humana, e a máquina alemã Enigma, a mais complexo engenho construído pelo homem, nesta fase pré-computacional. <br />São estes os dois pólos que motivam a trama neste ‘biopic’ de um dos mais geniais matemáticos de sempre, fazendo ecoar uma temática que tem terreno fértil no domínio da ficção científica. Mas, aqui, estamos perante a mais pura e dura das realidades, a guerra. E o conflito mundial, onde estão em causa milhões de seres humanos, faz com que haja uma pressão adicional, mesmo quando, por vezes, é preciso deixar morrer alguns para que muitos outros se salvem. <br />Mas este não é a única dimensão do filme, já que se aborda o lado emocional das personagens, em especial a de Alan, interpretado por Benedict Cumberbatch. Como já alguém disse em relação a um Ministro da Economia português, este tipo de pessoa, extraordinariamente inteligente mas com dificuldades de relacionamento social, é o que se pode chamar de “adiantado mental”. Os seus tiques, as suas taras, as suas obsessões, fazem-no diferente, mas é precisamente essa diferença que faz com que tudo aconteça e o destino se altere. Aliás, a certo ponto do filme, numa conversa entre Alan e Joan, interpretada pela sempre belíssima Keira Knightley, esta diz-lhe “No one normal could have done that. Do you know, this morning... I was on a train that went through a city that wouldn't exist if it wasn't for you. I bought a ticket from a man who would likely be dead if it wasn't for you.”. Ou seja, é na diferença que está a salvação. Infelizmente tal não se verifica em relação a Alan Tunning que por ser homossexual numa Inglaterra incrivelmente repressiva quanto a isso, acaba a vida em desgraça, com o seu nome a ser reabilitado apenas décadas depois, quando há muito já não se encontrava entre nós. <br />É este fascinante “jogo de imitação”, entre o homem e a máquina e entre o ser e o dever-ser que eleva o filme um pouco para lá da mediania. Isso e as excelentes interpretações de Cumberbatch e de Knightley. Uma palavra final para a reconstrução histórica, imaculada como sempre nas produções britânicas. Ou seja, tudo “certinho”, como o filme. Que precisava de ser “diferente”, como Alan Tunning…

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Nazaré

Isto de escolher actores pela sua qualidade e não pelo físico às vezes exaspera um pouco. Sobretudo em filmes como este em que, por alguma razão, ainda não conseguiram (ou, mais provavelmente, quiseram) fazer juz à personalidade de Alan Turing. Cumberbatch é excelente, o resto dos actores e actriz também se portam na perfeição, mas com tanta distorção e tanta peta, naquilo que é um assunto histórico, deixa-nos defraudados. Liberdade criativa, só até certo ponto, ainda por cima porque representa na verdade uma prisão: a clichés narrativos que algum iluminado imagina que têm de ser usados porque se não o público não percebe. Cá fico à espera duma nova tentativa de retratar mais fielmente esta aventura de guerra ultra-secreta.

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Arsenio

Bem realizado e interpretado! Um excelente relato histórico, emocionante.

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JOSÉ MIGUEL COSTA

Confesso que sempre tive um certo preconceito contra o "Jogo da Imitação" por achar que este não passaria de um "filmezinho dos óscares" e, consequentemente, não estava com grande pachorra para ir vê-lo ao cinema. Todavia, acabei por ceder, afinal para "desancá-lo" necessitava do devido "conhecimento de causa". E eis que, sem grande surpresa, o meu estereótipo inicial confirmou-se, no entanto, assumo que excedeu as minhas expectativas pela positiva e admito que "não nos caem os parentes" por gastarmos 114 minutos com ele, devido ao seu interesse histórico, uma vez que nos dá a conhecer uma poderosa história verídica (acerca do "pai do computador", crucial para a vitória das forças aliadas na 2ª guerra mundial, cuja recompensa pelos seus préstimos foi a condenação pela justiça por ser gay), mantida secreta pela coroa inglesa durante 50 anos. <br />Tal constatação não implica, "nem tão pouco mais ou menos", que deixe de considerar que uma biografia deste calibre merecia um tratamento mais competente e não ser tão "pintada em tons cor-de-rosa" (de facto, o realizador não conseguiu fugir aos clichés e à quase fabulização/"infantilização" do personagem principal, bem como do evento de guerra - provavelmente, com o intuito de agradar ao júri de Hollywood e às massas).

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Maria Lopes

A não perder.

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Mike

"The Imitation Game" é o filme clássico dos Óscares da era moderna. Nem mais, nem menos. Não tenta enganar ninguém e dá aquilo que promete. É o melodrama de época e socialmente relevante do ano, e fará as delícias de milhares de espectadores. Só não faz as minhas, porque eu sou demasiado picuinhas, quando me tentam impingir emoções irreais pela goela abaixo. <br />Ler mais em:  eusoucinemapt.blogspot.pt/2015/01/the-imitation-game.html

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Pedro Teixeira

O realizador Norueguês no meu ver fez uma investigação sobre o famoso código encriptado do ENIGMA, uma das máquinas mais sofisticadas feitas pelos Nazistas no decorrer da Segunda Guerra Mundial <br /> <br />A guerra da máquina contra máquina, de cultura contra cultura, transporta-nos para realidades do mundo atual. Considero que o desafio de que foi nos Estados Unidos da América que se descobriu o 1º Computador, faz justiça à realidade, desafiando o incultura que predomina os dias de hoje, onde parece que tudo é Made in USA ou Made in CHINA <br /> <br />Também nos leva a pensar no estigma contra os homossexuais bem como na hipocrisia da Casa Real Inglesa. <br /> <br />Se merce Óscares não sei, visto que os Americanos no seu próprio território terão de passar um atestado de incompetência e plágio a eles mesmos.<br /> <br />Quanto a minha opinião como “adorador de cinema” considero um excelente filme que nos envolve em temas muito atuais.

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