Mediterranea

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Drama 107 min 2015 M/12 14/01/2016 FRA, ITA, ALE, EUA, Afeganistão, Qatar

Título Original

Mediterranea

Sinopse

Depois de deixarem o Burkina Faso, os jovens Ayiva e Abas (Koudous Seihon e Alassane Sy, respectivamente) fazem uma longa viagem pelo deserto, atravessam o mar Mediterrâneo num pequeno barco e chegam à pequena cidade de Rosarno, em Itália. Cheios de sonhos e esperança no futuro, ambos esperam poder encontrar um emprego que lhes permita viver e ajudar as famílias que deixaram para trás. Mas, ao contrário do que poderiam supor, o que os espera é um trabalho duríssimo nos laranjais italianos, péssimas condições de habitação e uma enorme hostilidade dos gangues e da comunidade local…<br />Apresentado no Festival de Cinema de Cannes, marca a estreia na realização da longa-metragem do italo-americano Jonas Carpignano, autor da curta “A Chjàna” (2011), vencedora do Prémio Controcampo Italiano para melhor curta-metragem no Festival Internacional de Veneza. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Imigrantes, e depois

Luís Miguel Oliveira

O grosso de Mediterranea faz-se com um realismo descritivo geralmente convincente.

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Críticas dos leitores

3 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

Mediterranea confronta-nos com a história de dois indivíduos da diáspora do Burkina Faso em direcção ao El Dorado europeu (neste caso em concreto, a Itália). Falo, como seria de esperar na abordagem duma temática desta natureza (a migração em massa), num registo algo documental com pinceladas de naturalismo, focando vários aspectos/"timmings" da inglória epopeia da era moderna (nomeadamente, as condições de precariedade que levam à decisão de emigrar; as redes de tráfico ilícito de migrantes; as duras condições da viagem, que implicam risco de vida constante; a permanência nos centros de acolhimento no país de chegada; a hostilidade da população local; a decepção com a sua nova realidade socioeconómica, que não pode ser expressa/admitida perante os familiares e amigos que deixaram aquando da partida). <br /> <br />E o Jonas Carpignano, aos 31 anos, expõe-nos tudo isto através duma competente primeira obra (sem quaisquer tiques de militância e sem transformar os seus intervenientes numa simples massa de "coitadinhos alegóricos" - embora não tenha resistido a alguns clichés -, pelo contrário, trata-os como indivíduos com idiossincrasias), o que implica que fiquemos de "olho em si". Todavia, esta espécie de "jornada completa", que poderia ser apontada como uma característica virtuosa, acaba por ser o seu maior handicap, na medida em que é impossível tratar, em apenas 107 minutos, de um modo completo das várias vertentes de um assunto tão complexo - "quem muitos burros toca algum há-de deixar para trás, o que, por consequência, resulta numa pelicula  esquemática, "esquartejada" e sintética (soando, por vezes, a simples "colagens" de vários episódios), retirando-lhe alguma da emotividade desejável (não conseguindo <br /> dar-nos um "forte murro no estômago").  
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