A Ciambra

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Drama 118 min 2017 M/12 02/08/2018 SUE, ITA, EUA, BRA, FRA, ALE

Título Original

A Ciambra

Sinopse

<p>Numa comunidade romani na Calabria, Pio Amato, um adolescente de 14 anos, vive uma vida de rua. Relaciona-se tanto com italianos como com refugiados africanos, mas também com marginais. Tendo como modelo o irmão mais velho, Cosimo, cedo recorre, tal como ele, ao crime como estratégia de sobrevivência. Mas, um dia, Cosimo desaparece e o ainda miúdo é obrigado a crescer e tornar-se o homem que continuadamente tentou provar ser.<br />Um retrato realista sobre uma comunidade no sul de Itália, assinado por Jonas Carpignanos, realizador do premiado "Mediterrânea", novamente com Pio Amato e Koudous Seihon nos principais papéis. PÚBLICO</p>

Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

"A Ciambra" (representante da Itália aos Óscares de Hollywood), o novo filme de Jonas Carpignano (realizador do interessante "Mediterrânea") com produção executiva do mestre Martin Scorsese, é a prova de que o neo-realismo italiano continua de boa saúde. <br /> <br />Ciambra dá-nos a conhecer (num registo naturalista - dinâmico/enérgico, graças ao recurso frequente a filmagem com câmara na mão - e quase documental) as rotinas de um adolescente cigano pré-delinquente que tem pressa em tornar-se adulto (um "coming to age étnico"), Pio Amari (e através dele as dinâmicas intra/interrelacionais de toda a comunidade romani da Calábria, que subsiste à margem da lei). <br /> Um retrato realista/cru sem visões românticas e autocomiserações (que não tropeça na ratoeira do politicamente correcto, pelo que, felizmente, abstém-se de "branquear" e/ou "justificar" sociológica e antropologicamente esta etnia, "limitando-se a factos" - deixando aos espectadores a tarefa de "ajuizar"), mas que, ainda assim, consegue a proeza captar verdadeiros momentos de poesia no seio dos "feios, porcos e maus" (por ex, ao expor-nos perante as fraquezas e os resquícios de inocência do pequeno bandido ou através dos momentos em que somos testemunhas da - improvável - genuina relação de amizade que o liga a um imigrante ilegal africano). <br /> <br />No seio deste "choque de realidade" (que apenas peca por uma certa debilidade ao nível da coesão narrativa) há ainda a destacar o magnetismo do miúdo (actor amador, tal como a generalidade dos restantes intervenientes) que encarna o personagem Pio (quiçá, a interpretar uma versão de si próprio).
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4 estrelas

José Miguel Costa

"A Ciambra" (representante da Itália aos Óscares de Hollywood), o novo filme de Jonas Carpignano (realizador do interessante "Mediterrânea") com produção executiva do mestre Martin Scorsese, é a prova de que o neo-realismo italiano continua de boa saúde. <br /> <br />Ciambra dá-nos a conhecer (num registo naturalista - dinâmico/enérgico, graças ao recurso frequente a filmagem com câmara na mão - e quase documental) as rotinas de um adolescente cigano pré-delinquente que tem pressa em tornar-se adulto (um "coming to age étnico"), Pio Amari (e através dele as dinâmicas intra/interrelacionais de toda a comunidade romani da Calábria, que subsiste à margem da lei). <br /> Um retrato realista/cru sem visões românticas e autocomiserações (que não tropeça na ratoeira do politicamente correcto, pelo que, felizmente, abstém-se de "branquear" e/ou "justificar" sociológica e antropologicamente esta etnia, "limitando-se a factos" - deixando aos espectadores a tarefa de "ajuizar"), mas que, ainda assim, consegue a proeza captar verdadeiros momentos de poesia no seio dos "feios, porcos e maus" (por ex, ao expor-nos perante as fraquezas e os resquícios de inocência do pequeno bandido ou através dos momentos em que somos testemunhas da - improvável - genuina relação de amizade que o liga a um imigrante ilegal africano). <br /> <br />No seio deste "choque de realidade" (que apenas peca por uma certa debilidade ao nível da coesão narrativa) há ainda a destacar o magnetismo do miúdo (actor amador, tal como a generalidade dos restantes intervenientes) que encarna o personagem Pio (quiçá, a interpretar uma versão de si próprio).
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Chocante, direto, duro para o espetador

Nelson

A Ciambra é um filme sem as falácias do politicamente correto, com muitas cenas que irão chocar o espetador, logo a partir do do primeiro minuto. <br /> <br />Tem o condão de desagradar tanto a pessoas de esquerda, (pois retrata uma comunidade cigana que recorre ao crime como atividade principal de subsistência, corroborando o estereotipo social), como a pessoas de direita (pois acaba por humanizar a comunidade cigana e de imigrantes africanos, vendo-os como pessoas normais com sonhos e ambições, procurando uma melhor vida). Fiquei com sentimentos mistos sobre este filme, mas de certeza que nenhum deles foi indiferença.
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Quem sai aos seus...

JR

Retrato ao vivo e a cores de uma comunidade cigana numa pobre Calabria repleta de refugiados africanos. As dores de crescimento de um adolescente que, no fim, seguindo o apelo do seu ADN, nos desilude traindo quem menos merecia. Filme puro e duro. O real que nos fere e nos faz perdoar essa desilusão final.
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