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Entroncamento

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Drama 131 min 2026 M/16 26/03/2026 POR

Título Original

Laura chega à cidade do Entroncamento decidida a largar o passado e começar de novo. Em pouco tempo consegue trabalho e agarra-se à esperança de se manter longe de problemas. Mas, dividida entre um percurso honesto e a tentação do dinheiro fácil, acaba por ser enredada num ambiente onde a criminalidade e a violência parecem fazer parte da normalidade.

Com interpretações de Rafael Morais, Ana Vilaça, Tiago Costa, Luís Filipe Eusébio, Ivo Arroja, Carlos Carvalho, Cleo Diára, Sérgio Coragem, André Simões e Henrique Barbosa, Entroncamento é realizado por Pedro Cabeleira ("Verão Danado", menção especial no Festival de Locarno em 2017), que assina também o argumento em colaboração com Diogo S. Figueira. PÚBLICO

Sessões

  • Braga

Críticas dos leitores

3 estrelas

José Miguel Costa

Dirigido e co-escrito por Pedro Cabeleira, o filme “Entroncamento” (exibido na secção Acid do Festival de Cannes e distinguido com uma menção honrosa no Festival de Locarno), que transpira realismo social por “todos os poros”, apresenta-se-nos como um espelho das desumanizadas e estagnadas cidades dormitório das grandes metrópoles, marcadas pelas desigualdades sociais, povoadas por uma juventude “nem-nem” (descendente das classes baixas e/ou multicultural) sem quaisquer perspectivas de futuro (por falta de oportunidades de integração, formação insuficiente e/ou “apatia”).

Uma desencantada e vigorosa obra com “pêlo na venta” que se agiganta fruto dos seus diálogos naturalistas e das interpretações realistas dos protagonistas “anti-heróis” (caracterizadas por uma grande intensidade/agressividade emocional). Esta autenticidade relacional, provavelmente, decorre da utilização maioritária de actores amadores, membros das minorias étnicas locais. Bem como do facto de “limitar-se a observar”, sem moralismos ou panfletarismos (explícitos), e abstendo-se análises pseudo-sociológicas (não procura as causas nem as eventuais soluções para o “estado da nação”).

O filme constrói-se através de uma sucessão de narrativas cruzadas (que não se fecham - e esta acaba por ser uma das suas vulnerabilidades) em torno de Laura (interpretada por Ana Vilaça), uma bad girl, em aparente fuga do Bairro do Cerco (Porto), que se instala provisoriamente em casa do primo (um desempregado que se dedica à prática de assaltos), com o objectivo de reconstruir a sua vida no Entroncamento (arranjando para o efeito, um part-time mal pago, num armazém). Todavia, rapidamente se enreda numa série de esquemas de pequeno crime, que irão criar tensão entre os “poderes instalados” no gueto.

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