O Convite
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Joe e Angela atravessam um período conturbado no seu longo casamento. Um dia, para quebrar a rotina, ela decide convidar Hawk e Piña, o casal que recentemente se mudou para o andar de cima, para um jantar a quatro.
O que começa como um encontro descontraído entre vizinhos, rapidamente se transforma em algo bastante desconfortável, uma vez que observar de perto a química entre os convidados realça as fragilidades do seu próprio relacionamento. Com o avançar da noite, a conversa envereda para temas mais íntimos, aumentando cada vez mais o constrangimento.
Realizado por Olivia Wilde (depois de "Booksmart: Inteligentes e Rebeldes" e "Não Te Preocupes, Querida"), com argumento de Will McCormack e Rashida Jones, este é um remake americano de "Sentimental", a comédia realizada em 2020 pelo espanhol Cesc Gay. Desta vez, as personagens são interpretadas por um quarteto de peso: Wilde, Seth Rogen, Penélope Cruz e Edward Norton. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
O Convite, de Olivia Wilde: quem quer ir para a cama com Virginia Woolf?
Remake americano de um filme espanhol, O Convite é uma surpreendente comédia do “des-casamento” para quarteto de câmara em estado de graça.
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4 estrelas
José Miguel Costa
"O Convite", filmado em formato 35 mm, é uma divertida comédia dramática de ritmo acelerado (realizada, produzida e protagonizada por Olivia Wilde, em conjunto com Penélope Cruz, Edward Norton e Seth Rogen) sobre as dinâmicas relacionais de um casal heterossexual com um (não assumido) matrimónio "preso por um fio", fruto da rotina e ausência de diálogo construtivo, que, inesperadamente, se vê confrontado com a proposta (irrecusável) de um tórrido "ménage à quatre" por parte dos vizinhos do andar superior (dados a esfuziantes "barulhos nocturnos"), que acabaram de conhecer num (caótico) jantar de cortesia por si oferecido. Apesar de tratar-se de um produto relativamente light que não nos brinda com nada de efectivamente original (inclusive, até estamos perante um remake hollywoodesco de uma película do espanhol Cesc Gay, "Sentimental"), tal não implica (de todo!!) que o mesmo seja destituído de "camadas" que vão sendo inteligentemente 'descascadas", num registo divertido e acutilante. Para o efeito muito contribui o facto da acção desenrolar-se, em tempo real, num único espaço (um confortável apartamento de classe média em São Francisco, que se constitui como uma quase personagem), cingindo-se a um elenco de quatro actores (todos eles em estado de graça), evitando, desse modo, "distracções externas" supérfluas aquando do desfloramento (tenso) das temáticas abordadas, nomeadamente o desejo carnal, a não monogamia, os julgamentos morais, a pressão social, a frustração/culpa e a reinvenção das relações afectivas.
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