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Pelo Adam

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Drama 78 min 2025 M/12 09/07/2026 BEL, FRA

Título Original

Sinopse

Adam, de quatro anos, dá entrada na unidade de pediatria do hospital onde a enfermeira Lucy trabalha. Internado por ordem judicial devido a claros sinais de malnutrição, é imposto o afastamento de Rebecca, a jovem mãe. Mas, ao ver o desespero que a separação lhes causa, Lucy decide ignorar o regulamento e deixá-la ficar.

Com o avançar dos dias, a enfermeira vê a sua decisão ser criticada pelos médicos, assistentes sociais e pela própria direcção do hospital, que tenta seguir à risca os trâmites da lei. Lucy vê-se assim num terrível conflito moral: comprometer a sua credibilidade e ajudar uma mãe e o seu filho num momento particularmente difícil das suas vidas ou cumprir as ordens superiores.

Filme de abertura da Semana da Crítica na edição de 2025 do Festival de Cinema de Cannes, este drama tem assinatura da realizadora belga Laura Wandel (que se estreara com "Recreio", prémio FIPRESCI em Cannes em 2021), e conta com as actuações de Léa Drucker, Anamaria Vartolomei, Jules Delsart e Alex Descas.

"Pelo Adam" tem produção de Delphine Tomson e dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Pelo Adam: Léa Drucker, aquela máquina!

Vasco Câmara

Uma actriz esplêndida que, acontece sobretudo aos melhores, é tornada máquina dos gestos de um filme.

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Críticas dos leitores

3 estrelas

José Miguel Costa

O pequeno e frágil Adam (quatro anos) encontra-se internado, por ordem judicial, no serviço de pediatria de um hospital público (local onde se desenrola toda a acção), com medida de afastamento da jovem mãe solteira (que apenas poderá visitá-lo esporadicamente e devidamente acompanhada por um profissional de saúde), em virtude desta não alimentá-lo adequadamente, por uma questão de crença fanática (de natureza não especificada), o que acarretou um grave quadro de subnutrição. Apesar da notória incapacidade da progenitora para suprir as necessidades básicas do menor (até porque se recusa a mudar de padrão comportamental), o vínculo que os une é forte (quase obsessivo), pelo que a separação forçada se repercute no estado anímico deste, dificultando a desejável recuperação. Sensibilizada por tal circunstância, uma das enfermeiras séniores da organização (Léa Drucker), vê-se confrontada com um dilema moral que poderá comprometer a sua credibilidade profissional, já que, ao arrepio da opinião da restante equipa clínica, deixa de seguir à risca os burocráticos e rígidos trâmites legais que um caso desta natureza exige. Perante esta sinopse, facilmente se depreende que "Pelo Adam" (filme de abertura da Semana da Critica do Festival de Cannes), dirigido pela belga Laura Wandel, é um drama impregnado de realismo social, que não se limita ao tradicional foco clínico, ousando reflectir sobre os limites legais e a rigidez dos protocolos impostos pelo Sistema. Fá-lo adoptando um estilo documental que prioriza a observação crua, recorrendo para o efeito a uma câmara de mão "próxima" (quase sufocante) que deambula incessantemente pelos corredores do hospital. Apesar da (eficaz) tensão que nos induz, acaba por "bater continuamente mesma tecla" sem evoluções narrativas de relevo, não se preocupando, por ex., em dar-nos quaisquer pistas sobre o contexto socioeconómico desta família monoparental e/ou eventual desfecho do caso (cingindo-se exclusivamente ao "momento presente").

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