A Festa

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Comédia Dramática 71 min 2017 M/12 02/11/2017

Título Original

The Party

Sinopse

<div>Para festejar o novo cargo de "ministra sombra" da Saúde do partido da oposição, Janet resolve fazer uma festa em sua casa com um grupo de amigos próximos. As pessoas vão chegando, felizes com a boa-nova. Mas o que prometia ser um encontro aprazível altera-se quando Bill, o marido de Janet, decide fazer um anúncio inesperado. Em choque com o que acabaram de saber, anfitriões e convidados dão início a uma série de revelações que transformam aquela noite num autêntico pesadelo…</div><div>Filmada a preto e branco, uma comédia negra escrita e realizada por Sally Potter ("Orlando", "A Lição de Tango", "Um Homem Chora"). O elenco conta com Kristin Scott Thomas, Timothy Spall, Bruno Ganz, Cillian Murphy, Patricia Clarkson, Emily Mortimer e Cherry Jones. PÚBLICO</div>

Realizado por

Sally Potter

Elenco

Emily Mortimer, Cherry Jones, Patricia Clarkson, Bruno Ganz

Críticas Ípsilon

Intelectuais em fúria

Luís Miguel Oliveira

Um grupo de intelectuais conformados e/ou desiludidos remoem ressentimentos e descobrem novos motivos para ressentimentos futuros. Tudo assente em diálogos de efeito fácil.

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Quando os vol-au-vents se queimaram

Jorge Mourinha

Uma tragédia screwball de câmara que tem bons actores, boas ideias, alguma graça e pouca consistência.

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Críticas dos leitores

Masp

Genial. Que saudades de uma inteligentíssima comédia como esta!

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Via

Actores muito bons, ritmo excelente e excelente fotografia. Poderia ter mais meia hora, gostei muito, mas queria mais.

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JOSÉ MIGUEL COSTA

"A Festa", da realizadora Sally Potter, é uma comédia política satírica/ácida e negra dotada de uma interessante espessura dramática, com um registo algo teatral (inclusive, pelo espaço físico exíguo em que decorre toda a acção), filmada em tempo real (nuns curtíssimos 71 minutos que "passam a correr) e recorrendo a um fascinante preto e branco (que lhe confere um toque de elegante classicismo). <br /> <br />Uma inteligente (e, não poucas vezes, pretensiosa em demasia) metáfora à actual situação sócio-politica da Inglaterra pós-brexit tendo por base os conflitos relacionais entre sete "amigos" que se reúnem num jantar, organizado com o objetivo de celebrar a ascenção de um deles à condição de ministra da saúde sombra do partido da oposição. Todavia, um amigo ausente irá "pairar no ar" durante todo o tempo, provocando um gradual aumento das tensões (com consequentes "quedas de máscaras") até se atingir um descontrolado clímax. <br />Registe-se que parte da "boa disposição" que este filme induz nos espectadores advém da competente prestação dos seus actores, embora fique a sensação de um certo exagero ao nível das suas representações nalgumas cenas (pouco realistas face ao contexto/conteúdo do argumento - algo que, quiçá, até poderá ser propositado com a intenção de expor os paradoxos/incongruências dos designados intelectuais da classe média alta).

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Paulo

Isto de fazer cinema com personagens de esquerda com tiques e formas de pensar de gente de direita, para dizer mal dos primeiros, deixa muito a desejar.

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Olga batista

Excelente comédia. Enredo bem conseguido. Óptima interpretação. Um bom momento. <br />

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Johnny

Saímos de lá com uma sensação de ficar pouco depois de espremer. É verdade que há interpretações brilhantes, é verdade que há humor cáustico e inteligente com "one-liners" assassinos, é verdade que há situações dramáticas, mas o conjunto não cola, com transições muito rápidas entre registos que levam a que muita gente esteja a rir alarvemente de coisas que não são de todo para rir. No conjunto, fica um ar de algo forçado. Contudo, ressuma inteligência. A ver, também pelo interesse da racionalização do que não funciona no filme.

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Bragança Maria

Genial. Muito bem construido e com excelentes interpretações E para nós, portugueses, há um pequeno brinde! A não perder.

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João Eduardo

Much ado for nothing.

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