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A Dança das Raposas

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Drama 92 min 2025 M/14 14/05/2026 FRA, BEL

Título Original

Num colégio interno para jovens ligados ao desporto, Camille, um jovem pugilista, sofre uma queda que, por pouco, não lhe custa a vida. Após uma recuperação rápida, regressa aos treinos, determinado a retomar a luta por uma carreira no desporto. Mas, quando começa a sentir dores intensas, persistentes e medicamente injustificáveis, vê o seu futuro comprometido.
Num lugar onde se valoriza o esforço, a disciplina e a dedicação, e onde não existe espaço para a vulnerabilidade, Camille tenta esconder o sofrimento, arriscando não só a sua posição na equipa, mas também a confiança de todos os que o rodeiam.

Realizado por Valery Carnoy, este drama explora os limites do corpo e da mente num ambiente onde a competição e a rivalidade tem um peso preponderante. Com Samuel Kircher, Faycal Anaflous, Jef Jacobs, Anna Heckel e Jean-Baptiste Durand no elenco, este drama estreou-se no Festival de Cannes, onde foi distinguido com o Label Europa Cinemas e o SACD Prize (Directors’ Fortnight). PÚBLICO

Críticas Ípsilon

A cicatriz interior em A Dança das Raposas

Luís Miguel Oliveira

O belga Valery Carnoy dá-nos um filme sobre uma fissura pela qual entra a dúvida que leva a outra maneira de ver o mundo.

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Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

Camile, um jovem aprendiz de pugilismo num colégio interno desportivo (ao que tudo indica, de reinserção social - embora nunca seja feita menção explicita a tal facto), onde é percecionado pelos pares como a "estrela do pedaço", sobretudo por parte do seu melhor amigo (com o qual mantém uma relação de irmandade, desde a infância). Até ao dia em que sofre um grave acidente, do qual escapa com vida graças à intervenção heróica do seu bestie, que lhe deixa mazelas psicológicas (apesar da rápida recuperação física), que irão repercutir-se ao nível da sua performance desportiva e, por inerência, na dinâmica relacional grupal (inclusive, com o seu eterno pilar).

Confrontado com uma sinopse desta natureza julguei que “A Dança das Raposas” (primeira longa-metragem do realizador belga Valery Carnoy) não passaria de mais um banal (e lamechas) drama desportivo de superação. Não poderia estar mais errado (felizmente!), já que este foge a todos os clichés que, por norma, caraterizam tal género cinematográfico, enveredando pelo campo do realismo social cru (embora com umas pitadas lirismo narrativo, através da introdução de múltiplas cenas de cariz metafórico com uma omnipresente raposa) para explorar (com sensibilidade) as questões da vulnerabilidade/fragilidade e masculinidade tóxica em inter-grupos juvenis (presente ainda mais intensamente em contextos que induzem competição física, como é o caso do boxe).

Realce-se a performance (contida e profunda) do protagonista Samuel Kircher, bem como da generalidade intervenientes, todos eles actores não-profissionais. @jmikecosta

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