O Discurso do Rei

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Drama, Biografia 118 min 2010 M/12 10/02/2011 GB, EUA, Austrália

Título Original

The King's Speech

Sinopse

Desde os cinco anos que Bertie (Colin Firth), Duque de York e segundo filho do rei Jorge V de Inglaterra (Michael Gambon), sofre de gaguez, algo que sempre abalou a sua auto-estima. Depois do embaraçoso discurso de encerramento da Exposição do Império Britânico em Wembley, a 31 de Outubro de 1925, Bertie, pressionado por Isabel (Helena Bonham Carter), futura rainha-mãe e sua esposa, começa a consultar Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta da fala pouco convencional. Em Janeiro de 1936, o rei Jorge V morre e é o seu irmão Eduardo quem ascende ao trono até, menos de um ano depois, abdicar por amor a uma americana divorciada em favor de Bertie. Hesitante perante o peso da responsabilidade e obcecado em ser monarca digno do reino, o novo rei apoia-se em Logue, que o ajuda a superar a gaguez... PÚBLICO

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Críticas dos leitores

Comunicação

António Teixeira Santos

Este é um filme, essencialmente, sobre comunicação. Como Jorge V lembra ao filho a certa altura, (cito de memória) "Dantes bastava um Rei aparecer ao seu povo. Agora, com a rádio, é preciso ainda saber falar". A incapacidade de um governante reconhecidamente competente fazer passar a sua mensagem ao povo é um tema que, longe de arcaico é, mais até do que actual, urgente. Este filme - em que um Rei gago tem de vencer a sua incapacidade para poder guiar o seu povo numa hora difícil - pareceu-me de imediato uma metáfora dos nossos dias, em que um líder com um projecto sério tem de dominar meios de comunicação (o YouTube, as Redes Sociais) que até há pouquíssimo tempo não existiam, sob pena de perder para pessoas incompetentes e desonestas, mas carismáticas. Pode ser um filme, como já li noutra crítica, "certinho" (eu prefiro dizer clássico, o que pode igualmente ser um “des-elogio”). Mas não há dúvida é que toca, e de um modo exacto e afiado, num tema essencial: a necessidade de derrotarmos as limitações da nossa imagem exterior perante um mundo que exige constantemente de nós novas formas de aparecer perante os outros.
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Personificação de Excelência e de Realeza

Henrique Monteiro

Quando vi “Um Homem Singular” (“A Single Man”), fiquei fascinado com o desempenho de Colin Firth, mas neste filme fiquei absolutamente entregue à sua personagem. Colin Firth mostra-se como um grande actor e o grande merecedor do Óscar de Melhor Actor; a forma como ele encarna a personagem, nomeadamente quando apresenta a sua doença de gaguez, leva qualquer pessoa a sentir excelência em relação a este actor. Fiquei também surpreendido por, apesar da interpretação de Colin Firth ser a mais forte deste filme, ser possível que as interpretações de Geoffrey Rush e de Helena Bonham Carter não passassem despercebidas, que também merecem todos os elogios possíveis. Não existe dúvida nenhuma que este filme é o filme do ano, pois além de apresentar um enredo simples e, ao mesmo tempo, complexo a nível emocional, apresenta personagens que qualquer pessoa se deixa maravilhar e mostra situações que surgem na vida de todas as pessoas: situações que nos entristecem, situações que nos deixam orgulhosos e situações que nos deixam felizes. É um filme excelente e não é apenas de realeza só por o enredo se centrar numa família de monarcas, mas sim pelo seu conteúdo e pelos seus elementos. A toda a equipa do filme “O Discurso do Rei”, muitos parabéns por um filme bem feito e os meus agradecimentos por partilharem-no com o Mundo.
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suficiente, mas não bom

Ivo Miguel Barroso

É um filme certinho. Mas a gaguez perturba a comunicação com o espectador. Não achei um filme exuberante (aliás, um filme com muitas asneiras, a meu ver, dificilmente pode ser um bom filme)
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Adorei

Francisco Mota

Fui ver o "Discurso do Rei" e saí da sala deslumbrado. As interpretações (Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter) são brilhantes (quando vemos representar assim, as emoções ficam completamente transparentes), o argumento está muito bem construído, e a reconstituição de época é soberba, levando o espectador a permanecer historicamente naquelas cenas. A mensagem do filme, que conjuga amizade, força e determinação no suplante de um problema físico (gaguez), é algo que emociona e eleva. Compreendo que sem a publicidade dos Óscares, este filme passaria totalmente indiferente, o que seria de lamentar, para bem dos que gostam de uma excelente película.
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Psicologia da voz

Nazaré

Se a personagem de Bertie, Duque de Iorque, que passou a Jorge VI Rei da Grã-Bretanha e demais colónias como se de um pesadelo se tratasse, é em si um motivo de grande interesse, e Colin Firth faz um trabalho fantástico a transmitir-nos essa personagem muito para além da angústia do bloqueio da fala, é a personagem do terapeuta (mais uma obra-prima de Geoffrey Rush, ainda por cima feita com orgulho australiano), e tudo o que ela representa, o mais fascinante. A dualidade do décor da sala de consulta é um autêntico tratado de Psicologia! E dá gosto ver representada a chamada rainha-mãe (Helen Bonham Carter) quando era relativamente jovem, mostrando-nos que até nos antros da realeza (e logo na "firma"!) há Amor, e a realização anti-televisiva (ostensivamente a não caber no formato 4:3), que nos oferece imagens muito invulgares. O melhor filme do ano de 2010 (pelo menos nos padrões de Hollywood), sem dúvida.
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Castigo

Pedro Alves

Gosto de filmes, muitos deles, parados e de pouca acção, mas este filme é um real castigo. Tanto tempo para contar uma história previsível. Bom filme para mostrar aos meninos maus que gozam com os gagos na escola...
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Um filme muito bem feito!

M. C.

"The King's Speech" - "O Discurso do Rei", de início, faz-nos reprovar e quase detestar a Monarquia, pelos efeitos nefastos que pode ter nos membros da família real. No fim, acabámos por nos reconciliar com ela, em virtude da figura deste rei em particular, da sua humanidade e do afecto verdadeiro que votava à família. A interpretação de Colin Firth é magistral! O actor é de facto extraordinário, na personagem do rei George VI! Consegue fazer-nos “sofrer” com ele o problema da gaguez que o aflige e limita. Acompanhamos a tensão dos momentos de luta, frustração e angústia, cujo clímax é o “longo” percurso, pelos corredores do palácio, em direcção ao local do tão esperado "Discurso", em que anunciará ao povo a entrada da Inglaterra na guerra. Partilhamos igualmente com ele o êxito final a que o conduziu sabiamente o terapeuta, "psicoterapeuta" e amigo (Geoffrey Rush), mas também a dedicação e o apoio inteligente e fundamental da esposa e rainha (Helen B. Carter) Excelentes interpretações! De realçar ainda a reconstituição dos ambientes (nomeadamente, a austeridade e autenticidade dos interiores, o nevoeiro tão tipicamente londrino...) em que os ingleses são mestres!
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Quase rei...

Dora

Os britânicos realizaram um filme sobre uma falha de oralidade de um soberano. Ser gago tanto afecta membros da realeza, como afecta o povo. O filme dá mais ênfase à relação entre o terapeuta e o duque, que à abdicação do rei pelo amor a Wallis Simpson. Portugal teve reis com histórias fantásticas, porque será que os mecenas portugueses não comparticipam e criam obras que nos dizem algo a nós portugueses? Dora.
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Um filme extraordinariamente vulgar

David Bernardino

“O Discurso do Rei”conta a história de como o príncipe Albert George, filho do rei George V e pai da actual Elizabeth II, superou o seu problema de gaguez e por circunstâncias improváveis se tornou no rei britânico George VI que liderou o Reino Unido durante a segunda Guerra Mundial. Colin Firth interpreta a personagem ajudada por Geoffrey Rush, o suposto médico australiano que o ajuda a superar o problema de fala e que não se deixa empurrar para segundo plano pela personagem principal, com um interpretação ao seu nível. Helena Bonham Carter surge ainda como a esposa de Albert , que o apoia nesta sua difícil demanda de auto-superação. O problema d' “O Discurso do Rei” está no facto de, antes de ser um filme dramático ou o que quer que seja, ser um documentário interpretado. Sem querer menosprezar Tom Hooper de forma injusta, ao analisar a sua filmografia apenas vemos episódios de séries de tv de qualidade duvidosa e mais recentemente telefilmes históricos de indubitável qualidade como Elizabeth I. Que déja vu. “O Discurso do Rei” é um desses documentários mas desta vez com a atenção (e duração) suficiente para ser elevado a filme e que até é nomeado para Óscares! No entanto ao vê-lo... Bem, é um filme extraordinariamente normal. Todas as interpretações são normais, sem grandes laivos de criatividade (a única criatividade possível é Colin Firth gaguejar tão bem, mas merece por isso Óscar de melhor actor?!). Nenhum dos actores se destaca realmente com uma grande prestação. O enredo é aquele que todos esperam, não impressiona nem inova, aliás até decepciona. A apresentação que é feita ao filme pelos média deixa antever um pseudo drama típico britânico leve com toques de comédia, capaz de agradar a todos. A verdade é que agrada a todos mas não surpreende ninguém. É premiar a normalidade e a segurança. Mesmo a nível de cenários podia ter havido tão mais, mas apenas nos cingimos essencialmente ao consultório de Geoffrey Rush e a uma ou outra sala. “O Discurso do Rei” é um fenómeno de marketing muito bem feito, que girou à volta de nomeações em tudo o que é prémio e da óbvia vitória nos BAFTA, não fossem esses os Óscares do Reino Unido. Se não fosse tanto alarido à volta do filme alguém teria dado por ele? Provavelmente não... É um filme vulgar, de fácil visionamento, com uma ou outra fala mais épica que lhe dá identidade ("Because I have a voice!") e que acaba por receber consensualmente aprovação por não ser um filme mau. Um filme normal ao qual nos acomodamos, com um enredo histórico que lhe dá autenticidade e lhe transmite um ilusório selo de qualidade.
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traumas e gagez

ompb

Sobre o discurso do rei... O terapeuta da fala foi para o rei um psicanalista, com qualidades invulgares de "diseur", que nunca foram tomadas a sério pelas companhias de teatro shakespearianas da época. Perdeu-se um actor, ganhou-se um brilhante psicanalista, que a coroa inglesa soube aproveitar e lhe valeu a dignidade da continuação da monarquia sem as humilhações do povo. Brilhante. Brilhante também a percepção e intuição femininas na escolha do terapeuta do marido. Se foi essa a verdade dos factos históricos, podemos dizer com certeza, que a rainha Isabel de Inglaterra teve também uma mãe invulgar de qualidades e sensibilidades extraordinárias, alguém que soube muito acertadamente pensar as emoções do marido, percebê-las a fundo e agir no tempo certo.
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