007: Sem Tempo Para Morrer

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Thriller, Aventura, Acção 163 min 2020 M/12 30/09/2021

Título Original

No Time to Die

Sinopse

Há já cinco anos que James Bond deixou o MI6, os serviços secretos  britânicos, e se esforça por ter uma vida normal na Jamaica. Mas quando Felix Leiter (Jeffrey Wright), um velho camarada, lhe pede ajuda numa missão de resgate de um importante cientista, ele vê novamente a sua vida virada do avesso. O que parecia uma missão relativamente simples, vai revelar-se uma conspiração em grande escala levada a cabo pelo pouco escrupuloso Safin, um homem determinado a atingir os seus objectivos, mesmo que isso signifique a morte de milhões de pessoas.  
Esta 25.ª aventura cinematográfica da mais conhecida personagem criada por Ian Fleming (1908-1964) conta com assinatura de Cary Joji Fukunaga (realizador de “Sem Nome”, “Jane Eyre” ou das séries “Maniac” e “True Detective”), que explora um argumento seu, de Neal Purvis, Robert Wade e Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”). Para além de Craig, na sua quinta aparição enquanto Bond – depois de “Casino Royale” (2006), “Quantum of Solace (2008), “Skyfall” (2012) e “Spectre” (2015) –, o elenco conta ainda com Rami Malek, Ralph Fiennes, Léa Seydoux, Christoph Waltz, Ben Whishaw, Lashana Lynch e Ralph Fiennes, entre outros. PÚBLICO

Realizado por

Cary Joji Fukunaga

Elenco

Christoph Waltz, Ana de Armas, Léa Seydoux, Rami Malek, Ralph Fiennes, Daniel Craig

Críticas Ípsilon

O prazer foi todo nosso, comandante Bond

Jorge Mourinha

O adeus de Daniel Craig ao agente secreto mais célebre do mundo é também, por onde se quiser ver, o fim de uma era.

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Críticas dos leitores

Fernando Oliveira

Até “Casino Royale” nunca gostei dos filmes de 007: aquela irritante e pedante ligeireza do personagem principal, confrontando situações e inimigos normalmente a raiarem o ridículo e rodeado de personagens femininas cuja superficialidade era quase ofensiva tornava aquilo tudo desinteressante, tudo a cair para o lado da caricatura, tudo muito esquemático, tudo irrisório. No entanto, James Bond tornou-se um personagem imprescindível no imaginário cinematográfico dos últimos sessenta anos. <br />Quando em 2006 os produtores contrataram um novo actor, Daniel Craig, decidiram fazer regressar a história do personagem às suas origens, e ao mesmo tempo mudar a ambiência das histórias e o carácter do personagem: com um grande argumento de N. Purvis, R. Wade e P. Haggis, “Casino Royale” era um prodigioso filme de acção onde James Bond era agora um verdadeiro militar com ordem para matar, um homem duro num mundo corrompido e sujo pelo poder (todo ele), um assassino às ordens de sua majestade, a rainha de Inglaterra, um agente secreto que ultrapassa os seus adversários, normalmente com a morte destes. E James apaixonava-se pela sua colega de missão, Vesper Lind, uma história de amor, daqueles amores que se vivem no limite, e as consequências do trágico desfecho desta relação contaminaram todos os quatro filmes seguintes. Estes cinco filmes com Daniel Craig são também notáveis demonstrações da ideia de que quando dois seres se amam há uma perda da identidade de ambos. Era esta intensa alteração que o amor, e depois a perda da pessoa amada, provocava em Bond que transformava o primeiro filme num intensíssimo drama romântico. E esta vacilação sentiu-se nos filmes seguintes. <br />No terceiro e quarto filmes, Bond confrontou o seu passado, envelhecia e nós notávamos os sinais do envelhecimento, e no final de “Spectre” voltou a apaixonar-se, por Madeleine (Léa Seydoux), e abandonava o MI6. Escolhia o amor. <br />A sombra da morte sempre pairou sobre estes cinco filmes, a sua inevitabilidade. “Sem tempo para morrer” começa com James e Madeleine apaixonados em Matera, Itália, mas a morte está ao “virar a esquina”, é naquela cidade que Vesper está sepultada. O passado vem atrás de James e Madeleine, pressentimos a pior. <br />Todo o filme desliza vertiginosamente para a tragédia, o argumento vai desvendando segredos; James, entretanto substituido por Nomi (Lashana Lynch) como agente 007 (“é só um número”), vai confrontar mais um daqueles homens, Lyustsifer Safin (Rami Malek), que querem mudar o mundo através da destruição deste, o conflito entre eles resolve-se de forma rápida e brutal. Mas James percebe que conviver tantas vezes com a morte, torna-o intimo dela. E ela é a morte. <br />James, foi um gosto conhecê-lo. <br />(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt")

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Marco

Um mix interessante de: “o diário da nossa paixão”, partes do 007, outras da missão impossível e até umas cenas do rambo com um body count extraordinário. <br />“Eu amo-te” ao som de uma musiquinha deprimente enquanto se vai ali matar mais uns 20 ou 30. <br />Para além de matarem literalmente o 007, mataram a essência da saga absolutamente. Um espetáculo deprimente onde ainda conseguiram ir buscar questões de género e racismo. Uma desgraça!

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Pedro Bras Marques

James Bond, já o sabíamos, nunca teve tempo para morrer e nesta sua 25ª aventura volta a fazer aquilo que sabe melhor: salvar a Humanidade do Dia do Juizo Final, sempre preconizado por um psicopata com tiques. Desta vez, o cenário é o dos nano-robots, onde a biologia se cruza com a micro-engenharia para criar monstros invisíveis capazes de influenciarem o DNA das vítimas e, até, de as matar. <br /> <br />O argumento de “Sem Tempo para Morrer” é complexo, até porque, além de novas linhas narrativas, continua outras vindas de filmes anteriores, antes de todas se enlaçarem num nó górdio que só Bond irá conseguir desfazer. Desde logo, Madeleine, que já conhecêramos em “Spectre”, da qual ficámos por fim a saber do seu passado traumático, às mãos dum homem que, agora, se propõe destruir a raça humana. Depois, o próprio Blofeld que não só continua a comandar a partir da prisão, mas que encontra alguém ainda mais poderoso e louco do que ele. E, claro, sempre Bond, com o seu passado, com as suas dores e angústias, entre a reforma que escolheu e o dever que lhe faz ferver o sangue. <br /> <br />A personagem tem evoluído ao longo do tempo, desde o agente insolente e sarcástico interpretado por Sean Connery, passando pela fleuma britânica da composição de Roger Moore, até à de Daniel Craig, quando se tornou mais frio, mais violento, mais humano e, naturalmente, mais complexo. Pelo menos desde “Skyfall” que ficamos a conhecer um pouco mais da biografia pessoal deste órfão que foi treinado para ser um super-agente secreto. As mortes que o traumatizaram, as missões bem e mal sucedidas, um passado longo, onde a escuridão sempre esteve presente acabam por ser desvendadas. Aliás, apesar dos ‘one-liners’ e do humor negro, Craig sempre mostrou um traço melancólico que muitos não gostaram, invocando sempre como referência a deliciosa irresponsabilidade e o colorido pragmatismo dos tempos de Connery. Certo é que, em “Sem Tempo para Morrer”, o ciclo fecha-se, algo que se vinha adivinhando pelo evoluir dos argumentos dos filmes e dos sinais que, ao longo deste filme, nos vão sendo apresentados. Desde logo, a “passagem de modelos” dos diversos Aston Martin, desde o pioneiro e histórico DB5 até ao “state of the art” que é o recentíssimo DBS, acontecendo algo de semelhante com os Land Rover. Depois, nos escritórios de “M”, é exibida a galeria dos diversos chefes do MI6 a quem Bond reportava. Finalmente, personagens que existem quase desde o início da série, como o agente da CIA Felix Leiter e o próprio Blofeld, vêm o seu destino resolvido. E o maior sinal do fim de Daniel Craig é dado logo no início, quando o vamos encontrar em Itália, a visitar a campa da sua amada Vesper Lynn, cuja morte assistíramos em “Casino Royale”, precisamente o filme que apresentou ao mundo Daniel Craig nas vestes de 007 e que, aqui, tem a sua despedida. Portanto, há toda uma atmosfera de fim de ciclo que faz com que saíamos da sala de cinema com um sabor amargo, em vez da habitual euforia por via da espetacularidade do que se acabara de se assitir… <br /> <br />Daniel Craig sai, mas fá-lo pela porta grande. Foi o melhor Bond de sempre, atingindo em “Skyfall” o seu apogeu, bem como o da série. Tudo aí foi perfeito, até mesmo Adéle a ressuscitar o espírito canoro de Shirley Bassey, dos tempos de “Goldfinger”, já avisando “this is the end”… Em “Sem Tempo para Morrer” aparece Billie Eilish que, evidentemente, não consegue chegar nem perto. Os elementos típicos da série, como ambientes sofisticados, gadgets, mulheres delumbrantes (a lindíssima Ana de Armas tem uma participação alo pateta…), e muita acção. Em IMAX, que foi onde vi, é um espectáculo dentro de outro. Notas altas: para a sensual Lea Seydoux, enquanto Madeleine, que em “Spectre” tinha deixado ficar no ar alguma desilusão, mas que agora agarra o papel e se torna fundamental; para o realizador Cary Joji Fukunaga, que deslumbrara na primeira temporada de “True Detective” e que esteve à altura da dimensão da história e da História da série; e para os argumentistas, uma equipa de sonho onde, além do realizador, estiveram os habituais Neal Purvis e Robert Wade, a que se juntou a genial Phoebe Waller-Bridge (“Flebag”). <br /> <br />Sem dúvida que o filão 007 é demasiado rico para se encerrar a mina e dentro em breve se anunciará o novo rosto da personagem. Com Idris Elba de fora, continuo a apostar em Tom Hiddleston…

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Paulo Lisboa

Fui ver este filme, porque sou apreciador da saga do agente secreto James Bond 007 e também porque gosto de ver Daniel Craig a actuar. <br />Gostei do filme, é um filme que se vê mais ou menos bem, embora tenha um argumento que requer muita atenção do espectador. As actuações de todos os actores são competentes, embora não cheguem a deslumbrar, o que também não chega para transportar o filme para um nível de excelência, pese embora algumas boas cenas de acção. <br />Estamos perante um filme entre o suficiente mais e o bom pequeno. <br />Numa escala de 0 a 20 valores, dou 14 valores a este filme.

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Raul Gomes

Bocejante, fastidioso, Daniel Craig merecia um fim/filme melhor.<br />Morreram as referências todas, por limite de idade, Jeffrey Wright, Christoph Waltz e até Rami Malek. Sobrou o canastrão de Ralph Fiennes. <br />Um filme/videojogo mau.

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