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A Amiga Silenciosa

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Drama, Histórico 147 min 2025 M/12 27/08/2026 HUN, ALE, FRA, China

Título Original

Uma história contada em três épocas, ao longo de mais de 100 anos e num mesmo lugar: o jardim botânico de Marburg, uma cidade universitária localizada na Alemanha, onde se encontra enraizada uma majestosa nogueira-do-japão.

Em 1908, uma jovem estudante de botânica encontra na fotografia uma forma de olhar e compreender o mundo das plantas; em 1972, um estudante de comportamento animal estabelece uma relação inesperada entre humanos e plantas; em 2020, durante o confinamento devido à covid-19, um neurocientista de Hong Kong inicia uma experiência com a árvore, de modo a perceber outros tipos de emoções e formas de comunicação.

Três histórias separadas pelo tempo que se interligam no mesmo espaço e através da mesma árvore, num esforço para compreender as capacidades sensoriais das plantas e o lugar que nós, humanos, ocupamos no mundo.

Seleccionado para competir na edição de 2025 do Festival de Cinema de Veneza, esta co-produção entre a Alemanha, a Hungria, a França e a China tem a cineasta húngara Ildikó Enyedi ("Corpo e Alma", "A História da Minha Mulher"​) na cadeira de realizadora e argumentista. Tony Leung Chiu-wai, Léa Seydoux, Luna Wedler, Enzo Brumm e Sylvester Groth assumem as personagens principais. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

A Amiga Silenciosa: o sol do Ginkgo biloba

Luís Miguel Oliveira

Ildikó Enyedi procura filmar a possibilidade de uma forma de “consciência” botânica.

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Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

"A Amiga Silenciosa" (co-produção entre a Alemanha, a Hungria, a França e a China) marca o regresso aos grandes ecrãs da veterana realizadora húngara Ildikó Enyedi (que nos brindou em 2017 com a obra-prima "Corpo e Alma" - galardoada com o Urso de Ouro no Festival de Berlim).

Um intimista e subtil drama sensorial que emana lirismo (nomeadamente a nível visual) por "todos os poros", cuja narrativa simples (e, provavelmente, algo arrastada para espectadores pouco adeptos do registo de natureza contemplativa, interessado nos silêncios e pormenores) indaga sobre a eventualidade das "testemunhas silenciosas" do reino vegetal serem dotadas de emoções/sentimentos, bem como possuírem uma linguagem universal (que urge apreendermos). A sua elegante narrativa multiplot divide-se em três histórias paralelas (separadas por um hiato temporal de cerca de um século - 1908, 1972 e 2020), expostas num constante "vai-vem" sem ordem específica e destituídas de qualquer interligação entre si.

O único fio condutor em comum é uma imponente árvore centenária (nogueira chinesa) do campus universitário de Marburgo (que acaba por constituir-se como a personagem central). E, obviamente, a sua temática de base, a paixão pelas plantas por parte dos três protagonistas (duas jovens estudantes universitárias - uma das quais carrega o peso de ser a primeira mulher aceite numa misógina universidade alemã - e um neurocientista veterano que encetam por "carolice", e de modo autónomo, experiências inovadoras com as suas "amigas").

Realce-se a (excelente) opção de transitar entre formatos fílmicos (contraste preto e branco/cor e película/digital) consoante a época retratada, bem a performance sóbria do actor fetiche de Wong Kar-wai (Tony Leung Chiu-wai).

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