Cinecartaz

Virgínia Barros

Paris

Fui um pouco céptica ver este filme sobre uma das cidades mais apaixonantes que conheço. Gosto de filmes europeus, em especial franceses e ingleses. Achei que “Paris” é um filme que nos "apanha" da primeira à última cena, não só pelas panorâmicas da cidade mais moderna e menos conhecida, como pelo desempenho dos actores, que se tornam pessoas aos nossos olhos. As duas figuras centrais Elise e Pierre entram em nós e tocam-nos profundamente, sem excesso de representação, de emoção ou de "feel good". São o que são, com os seus defeitos, desesperos, desilusões e compaixão. É um filme com compaixão, algo que falta a muitos filmes americanos de hoje em dia. Não é um filme fácil, não há uma história que una todas as personagens, mas uma cidade que fervilha e que se vê duma varanda larga. De salientar a figura maravilhosa de Elise, actriz Juliette Binoche, há muito uma das minhas "deusas do écran", duma naturalidade e sensibilidade fora deste mundo. Uma palavra para os críticos: é inadmissível que Paris não tenha arrancado mais do que 1 estrela de cinco pessoas, que aparentemente gostam de cinema. É urgente apresentar críticas de vários prismas diferentes. O que faço é ir ao IMDB para saber se devo ou não ver um filme, mas isso é triste.

Publicada a 27-10-2008 por Virgínia Barros