Vidas Passadas

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Romance, Drama 105 min 2023 M/12 08/02/2024 Coreia do Sul, EUA

Título Original


Nora nasceu na Coreia do Sul, onde viveu até aos 12 anos, quando os pais resolveram emigrar para o Canadá. Nessa altura, o que mais lhe custou foi deixar Hae Sung, o seu amigo mais próximo. 

Os anos passaram e ela mudou-se para Nova Iorque, onde é agora uma dramaturga de sucesso e vive feliz com Arthur, o seu marido americano. O amigo, por seu lado, manteve-se na Coreia, formou-se em engenharia mecânica e serviu algum tempo como militar. 

Um dia, através da internet, Nora e Hae Sung retomam o contacto. E quando, alguns anos depois, ele decide visitar Nova Iorque, os dois marcam um encontro. A resolução de se estarem juntos novamente será uma viagem ao passado que se vai revelar bastante dolorosa.

Estreado no Festival de Cinema de Sundance e nomeado para os Óscares de melhor filme e argumento original, esta reflexão semi-autobiográfica sobre o amor e o destino é escrita e realizada pela canadiana de origem sul-coreana Celine Song, que aqui se estreia em cinema. Greta Lee, Teo Yoo e John Magaro dão vida às personagens. PÚBLICO

Sessões

Críticas dos leitores

Excessivamente idealizado

Mariana

Mensagem interessante, mas ritmo muito lento e excessivamente idealizado.

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Belíssimo e sublime

Maria Manso

É um verdadeiro filme de Amor. O Amor primeiro, único, não concretizado mas autêntico. Os silêncios, os desencontros e o inesquecível. É um amor que está para além do tempo, da "matéria" (que mata os verdadeiros amores) intocáveis e por isso sempre lembrados. É o amor que permanece para sempre, porque não foi gasto, deteriorado. Sim, é Platónico e imenso. É belo.

Boas representações... é o sublime que nos toca na alma, como o romance "O Amor nos tempos de cólera" de Gabriel Garcia Marquez.

Sinto infinitamente esse filme do princípio ao fim e duro foi sair de lá e entrar na rotina onde a beleza é rara de encontrar.

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Vidas passadas

Fernando Oliveira

Uma ideia budista atravessa todo o filme, a infinidade da “alma”, a renascimento noutras formas de vida, que dois estranhos quando se encontram e sentem um estremecimento ou um “reconhecimento” é porque tiveram juntos em vidas passadas.

Ora a história do filme é sobre uma impossibilidade, não a impossibilidade do passado “tocar” o presente – as nossas memórias também são o nosso presente – mas do presente tocar o passado – os que fizemos, as escolhas que fizemos ficaram lá, o tempo é um ponto em constante movimento numa recta, o que ficou atrás já não existe, o que está à frente ainda não existe, temos de aprender a viver com isto; mas também é verdade que no lindíssimo “até lá” do final está contido esse desejo, a possibilidade de podermos voltar a escolher.

Num bar uma mulher e dois homens bebem um copo, fora do plano outros falam sobre eles e dão várias hipóteses sobre como se relacionam. Depois a mulher olha directamente para nós, não é o olhar desencantado da Monica do filme de Bergman, esta mulher esboça um sorriso: “só eu sei o que somos, e o que nos trouxe aqui”…

E o que o filme nos conta é a vida, o que aconteceu que os levou àquele momento: há vinte e cinco anos, Coreia do Sul, Na Young e Hae Sung são os melhores amigos na escola; ela imigra para o Canadá, ela não fica muito incomodada por isso (quer escrever e sonha ganhar o Nobel), ele nunca mais vai esquecer o “amor” de infância; um salto de doze anos, as redes sociais, ela, agora Nora, é dramaturga e vive em Nova Iorque, começam a conversar à distância, tornam-se “íntimos” mas ela volta a afastar-se, ele “prende-a”; outros doze anos passam, ela casou com Arthur, também escritor, ele é engenheiro civil e vai a Nova Iorque de férias, voltam a encontrar-se.

Como é que o presente vai confrontar o passado? Esta história já contada mil vezes tem a curiosidade de ser autobiográfica: a argumentista e realizadora Celine Song parte da sua história para nos contar uma história de amor que não aprendeu que o seu tempo já passou. E no fim depois daquele “até lá” definitivo que estilhaça o passado, a mulher que chorava por tudo e por nada enquanto criança, volta a chorar, vai ao encontro do presente nos braços do marido.

Tudo isto é contado por Celine Song com uma lhaneza impressionante, com uma simplicidade formal muito bonita que sabe olhar com delicadeza para os pequenos acontecimentos da vida e como estes são importantes para aquilo que define os personagens, narrativamente enxuto e sem pressas, e este é o seu primeiro filme. A fotografia de Shabier Kirchner é também muito bonita na maneira como equilibra as emoções com as ambiências dos lugares onde a história é contada; e Greta Lee, Teo Yoo e John Magaro são magníficos actores. Um filme mesmo muito bonito. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")

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3 estrelas

José Miguel Costa

"Vidas Passadas", primeiro filme dirigido (e escrito) pela sulcoreana-canadiana Celine Song, chega às salas de cinema lusas com um currículo invejável (prémio do público no Festival de Sundance; seleção para competição no Festival de Berlim; nomeação para quatro Óscares e cinco Globos de Ouro).

Um melancólico e subtil/intimista drama romântico, inspirado na própria vida da realizadora, com uma minimalista história de base, aparentemente banal e destituída de grandes "explosões" (mas, "saturada" de cativantes diálogos líricos que fogem aos melodramáticos clichés característicos deste género cinematográfico), que reflecte sobre a possibilidade de um sentimento romântico "não alimentado" (ainda mais sendo este de natureza quase platónica) resistir à distância física e à tirania do tempo.

Somos confrontados com o breve reencontro de dois amigos de infância (interpretados com enorme sensibilidade e "química" pelos actores Teo Yoo e Greta Lee), em Nova Iorque, após 24 anos sem qualquer contacto físico (em consequência de Ela, entretanto casada com um americano, ter emigrado, conjuntamente com os pais, da Coreia do Sul - na qual Ele continuou a viver até ao presente - para o Canadá).

Este regresso ao passado também implica uma discussão subentendida sobre as temáticas identidade e multiculturalismo, o que, em abono da verdade, se revela o aspecto mais interessante do filme.

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Dance First

Maria Soares

Uma abordagem muito original sobre um escritor excecional.

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Emoção

Salete novaes

Lindo, romântico, verdadeiro.

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Lindíssimo! 4*

Maria Amelia

Filme sobre a honestidade e as diferenças de sentir e viver, devido ao rumo que damos à nossa vida. Belíssimas interpretações e planos de Manhattan filmados desde Brooklyn, belíssimas. A banda sonora, os silêncios e as expressões das personagens, muito ao estilo Oriental, falam por si.

Não são precisas mais palavras, acho que a realizadora utilizou as suficientes!! Lindíssimo!!

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Tempo perdido

Eduardo Almeida

A evitar!

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Primoroso 4*

Paulo Graça Lobo

Uma história de amor infantil, seguida de separação. Os laços - fortes - que se estabelecem na aurora da vida e das marcas indeléveis que se agarram à memória.

Filme sobre a honestidade e a integridade do desejo, com belíssimas interpretações e planos de Manhattan filmados desde Brooklyn. Marcante!

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Vidas passadas

Filipa Gomes

Aconselho... a quem aprecia filmes sem história, com cenas paradas de longos minutos, diálogos corriqueiros, tiradas de clichés, cenários e música vazios de sentido. Sinceramente, não gostei. Uma desilusão!

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