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Tóxico

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Drama 99 min 2024 M/14 11/09/2025 Lituânia

Título Original

Sinopse

Na estreia da lituana Saulė Bliuvaitė na realização, as também debutantes Vesta Matulytė e Ieva Rupeikaitė fazem de duas adolescentes, primeiro rivais, com uma a fazer “bullying” à outra, e depois amigas. Juntas, tentam singrar no mundo da moda, inscrevendo-se numa duríssima escola de modelos que as leva até aos seus limites (é um universo que a realizadora conheceu quando era mais nova). Cruzam-se ainda com rapazes mais velhos, que lhes dão droga e álcool em troca de outros favores. Estreou-se na edição de 2024 do Festival de Cinema de Locarno e saiu de lá com o Leopardo de Ouro, o prémio máximo da competição. PÚBLICO

Críticas dos leitores

3 estrelas

José Miguel Costa

"Tóxico"", primeira longa-metragem escrita e dirigida pela lituana Saulé Bliuvaité (galardoada com o Leopardo de Ouro no Festival de Cinema de Locarno), é um austero e desencantado coming-of-age, intensamente atmosférico, centrado em duas adolescentes "zombies" de uma decadente vila industrial pós-soviética, provenientes de carenciadas famílias multi-desestruturadas que, perante a perspectiva de um futuro não risonho, apenas vêem escapatória numa ilusória carreira de modelos de moda estando dispostas (tal como as respectivas famílias) aos mais disparatados sacrifícios para atingir tal objectivo.

Constitui-se quase como uma ode ao fim da inocência, expõe de forma perturbante o processo de "adultização" de crianças destituídas de identidade própria, e sem ambições realistas, que apostam todas as fichas em sonhos utópicos (colocando-se à mercê dos mais diversas esquemas predatórios de terceiros que exploram as suas fragilidades). A opção por estas "vias de sentido único sem plano B", gerar-lhes-á, por certo, frustrações que condicionarão irreversivelmente o seu trajecto futuro.

Apesar de ser detentora de uma narrativa por vezes difusa e dos personagens não conseguirem gerar a devida empatia, esta obra acaba por cativar-nos através da "retina". De facto, revela-se visualmente impactante, fruto do recurso a imagens algo estilizadas, (des)coloridas por uma paleta de cores rígida e "desprovida de vida", captadas tanto por lentos planos abertos para captar as paisagens urbans, como por close-ups nos momentos de maior tensão dramática. @jmikecosta

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