O Bolo do Presidente
Título Original
Realizado por
Sinopse
Ver sessõesSituado no Iraque, em 1991, sob o regime de Saddam Hussein (1937‑2006) e em pleno período de sanções norte-americanas, o filme acompanha Lamia, uma menina de nove anos responsável por preparar um bolo para celebrar o 54.º aniversário do Presidente na sua escola. Num contexto de pobreza, vigilância e medo de represálias, a tarefa — imposta através de um sorteio e reforçada pelas autoridades — transforma-se rapidamente em algo de arriscado mas que a pequena Lamia tentará cumprir a todo o custo.
Com realização e argumento de Hasan Hadi, "O Bolo do Presidente" foi distinguido no Festival de Cinema de Cannes com o Prémio Câmara de Ouro e o Prémio do Público da Quinzena dos Realizadores. Conta com as interpretações de Baneen Ahmad Nayyef, Waheed Thabet Khreibat, Sajad Mohamad Qasem e Muthanna Malaghi, entre outros.
Neste filme, a tarefa específica de fazer um bolo para o Presidente é algo ficcional e serve como metáfora para mostrar o absurdo e a opressão do regime. PÚBLICO
Sessões
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h10
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h10
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h10
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h10
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h10
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h10
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Cinema Trindade, Porto
17h15
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Cinema Trindade, Porto
14h10, 19h15
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Cinema Trindade, Porto
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Cinema Trindade, Porto
19h15
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Cinema Trindade, Porto
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Cinema Trindade, Porto
14h15, 19h15
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Cinema Trindade, Porto
17h15
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Cinema Trindade, Porto
14h10, 19h15
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Cinema Trindade, Porto
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Cinema Trindade, Porto
19h15
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Cinema Trindade, Porto
14h15
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Cinema Trindade, Porto
14h15, 19h15
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Críticas dos leitores
3 estrelas
José Miguel Costa
“O Bolo do Presidente”, primeira longa-metragem dirigida (e também escrita) pelo iraquiano Hasan Hadi (galardoado com a Caméra d’Or e o Prémio do Público na Quinzena dos Realizadores em Cannes), é um comovente drama familiar, que se constitui como uma espécie de fábula política (impregnada por uma aura de realismo mágico, apesar do seu registo marcadamente naturalista) exposta em modo "road movie", sobre as graves consequências sociais decorrentes das práticas do brutal regime de Saddam Hussein (agravadas pelo boicote comercial imposto pela comunidade internacional com vista ao derrube do ditador).
A acção desenrola-se no sul do Iraque (entre uma zona de pântanos e os meandros labirínticos de uma cidade em que o culto à personalidade do líder é omnipresente), na semana anterior ao 54º aniversário de Saddam Hussein (28/04/91), evento que os seus “súbditos” eram obrigados por lei a celebrar, sob o risco de sofrerem sérias represálias.
Neste contexto, uma menina de nove anos é sorteada, pelo professor, com a “honra” da sua família (constituída exclusivamente pela avó idosa e doente, sem qualquer fonte de rendimento) confecionar um bolo para a festa do aniversário na comunidade escolar. Apesar de não ter dinheiro para a compra dos ingredientes necessários, toldada pelo medo, não baixa os braços e inicia uma verdadeira epopeia (acompanhada por um “amigo de infortúnio” e pelo seu inseparável galo) com vista à obtenção dos mesmos.
Estamos perante uma obra sequestrada pela emoção e candura infantil (embora não apele à lágrima fácil), pelo que é quase pecaminoso não enaltece-la. Todavia, não lhe senti verdade (talvez pelo seu tom algo infantilizado), para além de que carrega em excesso na caricatura (compreendo que pretende ser metafórica, mas …). Tais handicaps (quase) são esquecidos perante a delicadeza do olhar da doce e inocente protagonista, e também devido à excelência da fotografia (captada com recurso às técnicas de imagem em uso nos anos 1990). @jmikecosta
O bolo do presidente
Edite
Comovente. Boa história, bem realizado. E a lembrar-nos dos regimes totalitários de países com petróleo em que há intervenção dos EUA a pretexto de instalar democracias. A história repete-se ad náuseas e não é só com Trumps.
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