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Romance & Cigarros

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Comédia Romântica, Musical 115 min 2005 M/12 03/08/2006 EUA

Título Original

Romance & Cigarettes

Sinopse

"Romance & Cigarros" é um musical moderno, ao som de canções de James Brown, Janis Joplin, Tom Jones, Nick Cave ou Bruce Springsteen, que conta a história de uma infidelidade.
Nick (James Gandolfini) está casado com Kitty (Susan Sarandon), com quem tem três filhos, mas mantém em segredo um caso ardente com a escaldante Tula (Kate Winslet).
Quando Kitty descobre a infidelidade, exige-lhe um compromisso, mas Nick não resiste aos seus desejos mais primários. Até que percebe a dor que está a causar à família e tenta reconquistá-los, antes que seja demasiado tarde.

PUBLICO.PT

Críticas Ípsilon

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Jorge Mourinha

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Mário Jorge Torres

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Vasco Câmara

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Críticas dos leitores

Music-hall fantasioso e divertido

Nazaré

Marido e mulher (James Gandolfini e Susan Sarandon) num casamento em crise, uma ruiva que debita ordinarices em sotaque Cockney e é o pretexto para a dita crise (Kate Winslet) e uma constelação de personagens à volta deles, sem esquecer o vício do cigarro que ajuda o primeiro a ganhar um sentido para a vida. Tudo isto, no bairro nova-iorquino de Queens, com intrusões constantes de trechos musicais cujas letras comentam o estado de espírito das personagens, ocasionalmente com coreografias, dá a este filme um ambiente leve e quase cómico, mas repleto de bom-gosto. Achei delicioso o texto quase metade feito de citações de canções e de resto salpicado de frases bem achadas. John Turturro, argumentista e realizador, tem à sua volta um painel de actores magnífico, e embora os secundários só tenham uma cena ou duas para brilharem cada um, brilham e de que maneira (Marie Louise Parker ao telefone, por exemplo). É um filme declaradamente diferente, desafio ganho por quem o fez, a favor de quem o há-de ver. Só pessoas irremediavelmente sérias não se divertem com ele.
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Que desilusão

Maria Correia

Não é hábito meu sair dos filmes a meio, mas neste faltou-me a paciência. Pareceu-me uma pura perda de tempo, tantos bons actores num filme sem interesse, carisma ou seja lá o que se espera de um filme.
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Horrível

Isabel

Filme horrível.
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E se a nossa vida fosse uma banda sonora?

Rita Almeida (http://cinerama.blogs.sapo.pt/)

A terceira incursão de John Turturro pela realização, depois de "Mac" (1992) e "Illuminata" (1998), é uma mistura de comédia negra com musical da Broadway. Além disso, tem o dedo dos irmãos Coen na produção. Isto para dizer que é um filme quase inclassificável, fazendo lembrar, de longe, a mestria de "On Connaît la Chanson" (1997), de Alain Renais. Ainda assim, não deixa de ser refrescante ver James Gandolfini e Christopher Walken em números musicais. "Romance & Cigarettes" passa-se num subúrbio de classe média de Nova Iorque e conta a história de Nick Murder (Gandolfini), um trabalhador da construção civil e fumador inveterado. Kitty (Susan Sarandon), a sua mulher, faz vestidos de noiva, as três filhas adultas (Mandy Moore, Aida Turturro, Mary-Louise Parker) entretêm-se a tocar música punk no quintal, a ruiva mulher fatal Tula (Kate Winslet) é a amante que vem destabilizar a "harmonia" familiar e o primo Bo (Walken) empenha-se para ajudar Kitty na sua vingança. "Romance & Cigarettes" debruça-se sobre os altos e baixos da vida de casado, em que as personagens, à falta das próprias palavras, expressam os seus sentimentos mais profundos através de músicas, com a ajuda de James Brown, Ute Lemper, Nick Cave, Cindy Lauper, Bruce Springsteen, Janis Joplin, Tom Jones e Dusty Springfield.<BR/><BR/>O argumento de Turturro está pejado de deliciosos diálogos, mas os números musicais, que deveriam ajudar à fluidez da narrativa, acabam por travar o seu ritmo. O desafio artístico foi superado por todo o elenco, apesar de nenhum deles ter grandes qualidade vocais. As excepções são Winslet, cujo esforço visível sai recompensado, e Mandy Moore, com vários discos editados. No entanto, tendo em conta o naipe de actores ao seu serviço, Turturro parece não ter tirado o devido partido de Steve Buscemi, Eddie Izzard e Mary Louise Parker, que bem mereciam, cada um deles, o seu respectivo número.<BR/><BR/>Voltando à história, para Kitty a infidelidade é uma tendência eminentemente masculina, como se viesse com o carregamento de testosterona, mas Bo faz questão de equilibrar as coisas com a sua dramática história, ao som de "Delilah". Inclusivamente "a outra", magistralmente interpretada por uma Kate Winslet ferozmente sexy, mistura uma tremenda obscenidade verbal (adocicada pelo cerrado sotaque do Yorkshire) com a candura da sua entrega à paixão.<BR/><BR/>Para Nick, a infidelidade acaba por ser como um termómetro da sua relação com Kitty. Através dela, ele percebe que o que procura não é mais do que aquilo que ele já tem. A conquista é, para ele, um alimento para a auto-estima. A prova da sua capacidade de sedução, um vício alimentado pelo desconhecido. Porque o que se toma como certo acaba por nunca ser suficiente. Mas ter tudo não é ter todas, e Nick interrompe o previsível caminho de infidelidade com um surpreendente caminho para o perdão. O amor é frágil. Quando se deixa cair, parte-se. Mas o amor é também forte. E regenera-se. Nota: 5/10.
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