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Play it Again, Yuki

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Documentário, Musical 75 min 2024 04/09/2025 POR

Título Original

Realizado por

Sinopse

Depois de 18 anos sem tocar por causa de uma lesão na mão, Yuki Rodrigues volta ao activo e grava um novo disco. Este documentário de João Ganho acompanha o processo de estúdio e a forma como a pianista lida com o trauma e os seus receios a relação a este regresso. A banda sonora é da própria visada.

Críticas dos leitores

Pkay it Again Yuki

Marta

Uma qualidade a um nível internacional. O som é fantástico, a imagem e os planos muito bem alinhados e o documentário vai evoluindo em tempo real, sem o realizador, a produtora e a Yuki, saberem como termina a história. Gostei muito.

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Não foi nada daquilo que pensava que seria..

Ana Sofia Gomes

Fiquei, fiquei para ver "Play It Again, Yuki". Achei que ia assistir a mais um documentário sobre música. Mas fiquei, e ainda bem que fiquei. Não foi só pela história, mas sim pela forma como ela foi contada.

João Ganho, o realizador, e Cláudia Pereira da Silva, da Til Artists, conseguiram prender-me com uma sensibilidade inexplicável. A forma como filmam, como escutam, como deixam espaço para o silêncio... fez-me sentir.

A história da Yuki, uma pianista que teve de parar de tocar por causa de uma lesão neuromuscular, é comovente, sim. Mas o que me emocionou foi o modo como ela regressa à música. Não como antes. Com limitações. Com dor. Mas também com uma força criativa que desafia qualquer ideia de perfeição. Ela compõe, grava, volta a tocar. E, nesse regresso imperfeito, há uma beleza que não se aprende na escola, nem com ninguém, só com nós próprios.

O documentário não me deu respostas fáceis. Deu-me perguntas. Sobre identidade, sobre perda, sobre o que fazemos quando o nosso corpo já não nos obedece, como é importante sentir os sinais que o nosso corpo nos dá... Sobre como nos podemos reconstruir, reinventar, mesmo quando tudo parece desmoronar...

Saí da sala com a sensação de que tinha assistido a algo íntimo, honesto, profundamente humano. Fui influenciada, sim. Pela delicadeza do realizador. Pela coragem da produtora em apostar numa história que não grita, mas que ecoa... sente-se... não se explica. ��"

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Provavelmente, o melhor documentário português de sempre

Jorge Xavier

Este não é "um bom filme, tendo em consideração que é a primeira obra do realizador". Não. Este é, provavelmente (porque não vi todos) o melhor documentário jamais criado por um realizador português. É, também, o primeiro filme português que vi até hoje em que o som (por alguma razão, desde sempre o calcanhar de Aquiles das produções portuguesas) é não só bom, como excelente.

É um documentário contado sempre na primeira pessoa, de forma dupla: pela pianista que dá nome ao filme e pela sua música. Tudo isto, só por si, seria mesmo assim pouco para tornar o vulgar em extraordinário. E é aqui que João Ganho, cuja carreira - até agora - tem sido 'apenas' a de sonoplasta, mostra um olhar maduro, inteligente e original sobre uma história que podia ser banal, mas não é. "Show, don't tell" costuma ser a marca de um bom realizador, mas raramente é a dos realizadores portugueses.

Neste caso em particular, e pelos piores motivos, lembro-me da cena final de "Non, ou a Vã Glória de Mandar", onde Oliveira prova que é o mais "overrated" realizador português. Ganho escolheu o caminho oposto, com resultados magistrais. E, se vamos comparar cenas finais de filmes, a montagem dos últimos minutos deste documentário, com a sincronização milimétrica entre música e imagem, deverá ficar inscrita para sempre como das melhores de sempre da história do cinema português.

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