Pecadores
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Ver sessõesSul dos EUA, década de 1930. Os gémeos Elijah e Stack Smoke regressam à terra onde nasceram, em busca da paz que tanto ambicionam. O que encontram é um lugar assolado por criaturas malignas, capazes de transformar em monstros todos aqueles com quem, por azar, se cruzam.
Este “thriller” sobrenatural conta com uma dupla interpretação de Michael B. Jordan, protagonista de outras obras de Ryan Coogler, como “Fruitvale Station” (2013), “Creed” (2015), “Black Panther” (2018) ou “Black Panther: Wakanda Forever” (2022). O elenco conta ainda com Hailee Steinfeld, Miles Caton, Jack O'Connell, Wunmi Mosaku, Jayme Lawson, Omar Benson Miller, Li Jun Li e Delroy Lindo, que dão vida às personagens secundárias. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Pecadores tem gangsters, bluesmen e vampiros racistas
Tem isso tudo, mas Ryan Coogler dá-nos um filme semifalhado.
Ler maisSessões
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
20h30 -
Cinemas Nos Colombo, Lisboa
12h50, 16h (IMAX) -
Cinemas Nos CascaiShopping, Cascais
14h, 17h30 (IMAX) -
Cinemas Nos Oeiras Parque, Oeiras
21h15
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
20h30 -
Cinemas Nos Colombo, Lisboa
12h50, 16h (IMAX) -
Cinemas Nos CascaiShopping, Cascais
14h, 17h30 (IMAX) -
Cinemas Nos Oeiras Parque, Oeiras
21h15
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Cinemas Nos GaiaShopping, Vila Nova de Gaia
18h30, 21h50 -
Cinemas Nos NorteShopping, Matosinhos
18h20, 22h -
Cinemas Nos Parque Nascente, Gondomar
14h, 17h, 20h40, 23h45 -
Cinemas Nos Ferrara Plaza, Paços de Ferreira
21h -
Cinemas Nos Mar Matosinhos Shopping, Matosinhos
14h, 17h30 (IMAX)
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Cinemas Nos GaiaShopping, Vila Nova de Gaia
18h30, 21h50 -
Cinemas Nos NorteShopping, Matosinhos
18h20, 22h -
Cinemas Nos Parque Nascente, Gondomar
14h, 17h, 20h40, 23h45 -
Cinemas Nos Ferrara Plaza, Paços de Ferreira
21h -
Cinemas Nos Mar Matosinhos Shopping, Matosinhos
14h, 17h30 (IMAX)
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Cinemas Nos Palácio do Gelo, Viseu
21h15
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Cinemas Nos Palácio do Gelo, Viseu
21h15
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Cinemas Nos Braga Parque, Braga
17h10, 20h40, 23h50
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Cinemas Nos Braga Parque, Braga
17h10, 20h40, 23h50
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Cinemas Nos Glicínias, Aveiro
21h20, 24h
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Cinemas Nos Glicínias, Aveiro
21h20, 24h
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Cinemas Nos Foz Plaza, Figueira da Foz
20h45 -
Cinemas Nos Alma Shopping, Coimbra
18h50, 21h50
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Cinemas Nos Foz Plaza, Figueira da Foz
20h45 -
Cinemas Nos Alma Shopping, Coimbra
18h50, 21h50
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Cinemas Nos Almada Fórum, Almada
12h30, 15h25, 18h20, 21h20 -
Cinemas Nos Alegro Montijo, Montijo
20h50
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Cinemas Nos Almada Fórum, Almada
12h30, 15h25, 18h20, 21h20 -
Cinemas Nos Alegro Montijo, Montijo
20h50
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Cinemas Nos Parque Atlântico, Ponta Delgada
22h20
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Cinemas Nos Parque Atlântico, Ponta Delgada
22h20
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Cinemas Nos Nosso Shopping, Vila Real
20h50
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Cinemas Nos Nosso Shopping, Vila Real
20h50
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Cinemas Nos Fórum Madeira, Funchal
18h10, 21h05
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Cinemas Nos Fórum Madeira, Funchal
18h10, 21h05
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Cinemas Nos Mar Algarve Shopping - Almancil, Loulé
17h45, 21h05
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Cinemas Nos Mar Algarve Shopping - Almancil, Loulé
17h45, 21h05
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Críticas dos leitores
Um regresso marcado pela sombra e pela inevitabilidade do mal
João Valente
Confesso que “Pecadores” me surpreendeu ao transformar um aparente drama de regressos e culpas num inquietante mergulho no horror. A fotografia é de uma elegância rara, explorando luz e sombra para sugerir o mal latente naquela pequena cidade, enquanto a música, com ecos de blues, acrescenta melancolia e estranheza.
Ryan Coogler filma os corpos e os espaços com um “porte” nobre, quase clássico, que contrasta com a visceralidade da violência e do vampirismo. Michael B. Jordan e Jack O’Connell compõem um duo fraterno credível, dividido entre expiação e queda, muito acima do que o rótulo “filme de vampiros” faria prever.
Mesmo com algum desconforto tonal, fica um objeto denso, ambicioso e de grande qualidade.
Com outra direcção...
J. Portugal
... podia ter chegado à condição de obra-prima. Tem "je ne sais quoi" de estranho, irreverente, alternativo, sedutor, imaginativo e ambicioso. E, no entanto, é um projecto falhado! Um dia, nas mãos de gente mais competente (produção, direcção e argumento), talvez seja possível discernir um "remake" digno de reparo.
Pecadores
Fernando Oliveira
Estão as melodias e harmonias assombradas e endiabradas do blues “possuídas” pelo Diabo? O tempo é o Mississipi nos anos 30; meio século após a Guerra Civil a segregação entre brancos e os negros e asiáticos continua a ser brutal.
Nos subúrbios habitados por descendentes de escravos, a dor das memórias do passado e do presente em quase nada diferente é intensa. O Klux Klux Klan ensombra todos. É aí que regressam os gémeos Smoke e Stack; chegam de Chicago, combateram na Guerra, foram gangsters para Al Capone, são homens habitados pela violência, regressam com uma mala cheia de dinheiro de origem duvidosa; compram um barracão e num dia querem transformá-lo num clube onde se bebe, dança e se ouve blues.
Esta parte inicial é intensamente realista, este realismo a definir a narrativa – o fundamentalismo religioso confrontando o demonismo do blues e das tradições, o trabalho duro das plantações de algodão e os pequenos negócios que vão surgindo, o medo como forma de vida, os “sinais” dissimulados (o chão lavado do barracão que os gémeos compram a um membro do KKK, o sítio serve como matadouro de negros).
Tudo isto nos vai sendo apresentado enquanto os irmãos (e Michael B. Jordan é notável a representar as pequenas e grandes diferenças que definem os gémeos) vão preparando a noite e lidando com o seu passado e as mulheres que abandonaram. Ryan Coogler deixa que o espaço e o tempo tomem conta da história. As convulsões dramáticas e as ambiências sociais e físicas daqueles tempos enleiam-se na crueza do realismo mostrado.
E depois tudo muda, é a noite da festa, a sensualidade dos blues, a feeria e a liberdade narrativa (aquela espantosa orgia sonora e visual em que o passado e o presente se misturam pela música). E depois volta a mudar: o fantástico toma conta do filme. “Ler” o tempo, “denunciar” a História sempre foi condição de algum Cinema fantástico (a FC nos anos 50, os filmes de Romero, Carpenter ou Dante, ou, nestes tempos, de Jordan Peele), mas neste filme é deveras intrigante esta escolha.
Tenderemos a espelhar o KKK nos vampiros que naquela noite atacam o bar; mas se o contraponto entre os ritmos do blues tocado no bar e as canções folclóricas britânicas que os vampiros cantam durante o cerco podem induzir a essa ideia, é também verdade que os vampiros defendem a sua condição como uma forma de libertação da opressão dos outros, é também verdade que o bando inicialmente de três brancos foi aumentado com os clientes negros que abandonaram o bar.
E que os membros do KKK foram massacrados na manhã seguinte quando se preparavam eles para o massacre. Esta “confusão” torna o filme bastante intrigante, o blues e o folk britânico (o Diabo “à solta”, e as lendas e o misticismo), a música dos escravos e a música trazida pelos primeiros colonos, e também nisso está o seu interesse. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")
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