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O Misterioso Olhar do Flamingo

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Drama 109 min 2025 M/16 30/07/2026 BEL, Chile, FRA, ESP, ALE

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Chile, 1982. Lidia (Tamara Cortes) foi abandonada em bebé e cresce no meio de uma comunidade “queer” que gere um bar numa pequena cidade mineira. Está a ser educada por uma mulher transgénero e um mineiro. De repente, a comunidade começa a ser assolada por uma nova e misteriosa doença e começa a espalhar-se o rumor de que é transmitida entre homossexuais quando estes olham uns para os outros. Lidia tenta descobrir a verdade. Este filme, um misto de drama com realismo mágico, marca a estreia na realização de Diego Céspedes. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

O Misterioso Olhar do Flamingo: as rainhas do deserto

Vasco Câmara

Uma alegoria sobre o preconceito, a ignorância. O melhor é o cenário: um aldeamento mineiro, Norte do Chile, como num western, onde uma misteriosa peste se espalha.

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Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

"O Misterioso Olhar do Flamingo", primeira longa-metragem realizada e escrita pelo jovem chileno Diego Céspedes (galardoada com o Prémio de Melhor Filme na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes), é um melodrama queer (algo Almodovariano) que, misturando, de forma deliciosa, múltiplos registos teoricamente antagónicos (realismo cru, realismo mágico, neowestern, coming-of-age e humor buslesco) transforma-se numa espécie de (emotivo e onirico) conto alegórico sobre preconceito, exclusão, desinformação, (des)afectos e coragem de assumir a "diferença" em meio hostil.

A acção decorre num pobre e decadente aglomerado mineiro de uma zona desértica do norte do Chile (exclusivamente habitado por homens isolados/trabalhadores deslocados), no início da década de 1980, e tem por temática o eclodir da "peste"/sida (sob a perspectiva de uma pré-adolescente, criada, desde tenra idade, por uma mulher transgênero infectada - Flamingo -, no seio de uma "casa colectiva" queer), que, de acordo com a "sabedoria popular", é transmitida pelos homossexuais através do olhar.

Realce-se o lirismo da fotografia "pouco limpa" pintada de tons dessaturadoa (excepto, aquando das performances de travestis, durante as quais as cores "explodem"). @jcosta@gebalis.pt

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