Yunan
Título Original
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Elenco
Sinopse
Em competição na edição de 2025 do Festival Internacional de Cinema de Berlim, este filme do realizador sírio radicado na Alemanha Ameer Fakher Eldin centra-se num escritor exilado, também ele sírio, que decide ir para uma ilha remota com vista a pôr fim à sua própria vida. Ao interagir com a encarregada do alojamento onde fica, uma viúva que vive com um filho antipático, acaba por passar a ver o mundo com outros olhos. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Críticas dos leitores
2 estrelas
José Miguel Costa
Munir (Georges Khabbaz), um solitário e aparentemente desenraizado escritor sírio (em bloqueio criativo) exilado em Hamburgo, acossado por crises de ansiedade recorrentes (que lhe toldam a respiração) e um sentimento de solidão extrema (por motivos não explicitados), decide viajar para uma minúscula ilha, quase despovoada, no meio de nenhures, com o objectivo de aí colocar termo à sua insatisfatória existência (enquanto tal processo decorre vemo-lo obcecado por uma enigmática parábola - alegadamente metafórica da sua história de vida - transmitida no passado pela sua mãe).
Chegado ao destino enceta uma estranha interacção, parca em comunicação verbal, com a excêntrica e insondável dona da humilde estalagem, que aparentemente lhe despertará o desejo de "emergir" (à medida que a ilha vai ficando inundada em consequência de uma forte tempestade).
Grosso modo, esta é a sinopse de "Yunan", um drama melancólico e ultra-minimalista, dirigido pelo jovem realizador Ameer Fakher Eldin (ucraniano de ascendência síria radicado na Alemanha). O seu hipnotismo visual, bem como as enigmáticas personagens, inicialmente "agarra-nos". Todavia, essa atractividade dilui-se, gradualmente, fruto de um ritmo arrastado e do excessivo esquematismo simbólico numa "narrativa contemplativa" pouco dada à Palavra (quase destituída de conteúdo e/ou climax). @jmikecosta
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