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No Interior do Casulo Amarelo

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179 min 2023 11/04/2024 ESP, SIN, Vietname, FRA

Título Original

Sinopse

Quando recebe a notícia da morte da cunhada, em Saigão (Vietname), Thien (Le Phong Vu) fica encarregue de cuidar de Dao (Nguyen Thinh), o sobrinho de apenas cinco anos, e assume a responsabilidade de levar o corpo de volta à aldeia onde foram criados.

Lá, tenta encontrar o irmão mais velho, que há anos abandonou a mulher e o filho e nunca mais deu notícias. Durante essa busca pelas montanhas e vales, Thien vai recriando laços com o pequeno Dao, com o lugar onde nasceu e consigo mesmo.

Co-produção entre o Vietname, Singapura, França e Espanha, e vencedor do prémio Câmara de Ouro (de melhor primeira obra) no Festival de Cinema de Cannes, este drama familiar marca a estreia em longa-metragem do vietnamita radicado nos EUA Thien An Pham, que também escreveu o argumento.

PÚBLICO

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Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

Não é todos os dias que estreia em terras lusas um filme vietnamita (aliás, tal não se verificava há cerca de 30 anos), pelo que, nem que fosse apenas por esse motivo, já seria de saudar "No Interior do Casulo Amarelo" do realizador Thien An Phan (galardoado no Festival de Cannes com a Caméra D'Or, atribuida a primeiras obras).

No entanto, o interesse desta película não se esgota neste fait-divers. De facto, este meditativo (e algo espiritual) drama familiar que une, numa constante dialética, os domínios da realidade e do onirismo, é um regalo (sobretudo pela sua envolvente atmosfera visual anímica/hipnótica) para os cinéfilos sem pressas e resistentes às investidas do deus do sono.

A sua narrativa "económica", que nos coloca perante uma história simples (um jovem residente em Saigão, inesperadamente, vê-se confrontado com a necessidade de regressar à sua aldeia natal, com o objectivo de realizar as cerimónias fúnebres da sua cunhada - vitima de um acidente de mota -, bem como para tentar encontrar o rasto do seu irmão, já que ficou com o sobrinho de 5 anos nas mãos), transmitida em modo "devagar, devagarinho" ao longo de 3 horas, dilui-se em cenas excessivamente distendidas (algumas das quais meramente contemplativas, sem qualquer "conteúdo"), pelo que uns valentes cortes na montagem seria algo que eventualmente deveria ter sido equacionado pelo realizador.

Apesar disso, e correndo o risco de ser incongruente, pessoalmente não sei se faria "delete" a um único segundo da obra, tal é a beleza dos seus longos planos-sequência, que se constituem como uma série de sucessivos "quadros vivos", laboriosamente captados.

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