NAZA
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Sinopse
Ver sessõesÉ belíssimo o que se vê, a noite escura e a luminiscência do "skyline" de Telavive. É hediondo o que ali se conta: nos telhados da cidade, 24 ex-operacionais dos serviços secretos israelitas, identidade e voz alteradas digitalmente, acederam, protegidos pela altura e pela escuridão, a descrever a sua participação na configuração do sistema de tiro ao alvo sobre Gaza. O que descrevem é uma máquina de morte. Por outras palavras: um genocídio.
NAZA é um acrónimo utilizado pelo Exército israelita para, eufemisticamente, designar os "danos colaterais" dos ataques aéreos, as vítimas civis, e o cálculo de baixas palestinianas previstas (Yuval e Rachel são a metade israelita do quarteto israelo-palestiniano de que também fazem parte Basel Adra e Hamdan Ballal que em 2025 recebeu o Óscar por "No Other Land", o registo da vida palestiniana sob ocupação em Masafer Yatta, Cisjordânia).
É um sistema de inteligência artificial e algoritmo que definiu, através das sinalizações e movimentações de telemóvel, o modelo do militante do Hamas. A partir daí são identificados como alvos os portadores de um telemóvel com o mesmo tipo de perfil. A ferramenta não tem moral mas permite a imoralidade: autoriza, pela importância desse alvo, desde logo que o erro possa acontecer; e também que mortes civis possam ser justificadas.
A noite é escura. São esses planos que transformam a investigação jornalística feita pelos realizadores Yuval Abraham e Rachel Szor em relevante peça cinematográfica. Cinema sobre espaços: aquele que se vê mas que se protege, e outro, que é exposto nas notícias mas que permanece fora de campo. Por isso o último plano pertence a Gaza. É um pai que chama pelos dois filhos no entulho que resultou de um bombardeamento. Como eles não respondem, ele esbraceja impaciente. "Eu tinha-te dito para tomares conta da tua irmã". Vislumbram-se pernas de criança esmagadas. Vasco Câmara, PÚBLICO
Críticas Ípsilon
NAZA: o cinema ainda é um ecrã de resistência
Pauzinho na engrenagem, fantasma a assombrar as más consciências, NAZA dialoga com a história, o presente, a arte, 41 anos depois de Shoah. Esta quinta-feira nas salas portuguesas.
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Auditório Salgado Zenha, Coimbra
18h
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Auditório Salgado Zenha, Coimbra
18h
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Medeia Nimas, Lisboa
19h45 -
Cinema Ideal, Lisboa
14h, 18h
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Medeia Nimas, Lisboa
19h45 -
Cinema Ideal, Lisboa
14h, 18h
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 18h, 21h30 -
UCI Arrábida, Vila Nova de Gaia
13h45, 19h15, 21h20
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 18h, 21h30 -
UCI Arrábida, Vila Nova de Gaia
13h45, 19h15, 21h20
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