Magalhães
Título Original
Realizado por
Sinopse
Ver sessõesInício do século XVI. Após ver recusado pelo rei D. Manuel I (1469-1521), o navegador português Fernão de Magalhães (1480-1521) convence a Coroa espanhola a financiar uma expedição ambiciosa. O objectivo é encontrar uma rota marítima para as ilhas das especiarias (Molucas) navegando para ocidente e evitando as rotas controladas por Portugal ao abrigo do Tratado de Tordesilhas. É assim que, em 1519, parte de Sevilha à frente de uma armada de cinco navios e centenas de homens, dando início a uma viagem que haveria de alterar para sempre a compreensão do mundo.
Ao longo de três anos marcados por doenças, fome, motins e por vários confrontos, a expedição enfrentou grandes obstáculos. O percurso levou os navegadores através do estreito que viria a receber o nome de Magalhães e até ao oceano Pacífico, numa travessia que pôs à prova a resistência física e moral dos homens. Quando o comandante português morreu nas Filipinas, a 27 de Abril de 1521, a missão prosseguiu sob a liderança do espanhol Juan Sebastián Elcano (1476-1526).
A 6 de Setembro de 1522, com apenas 18 sobreviventes a bordo da nau “Victoria”, Elcano chegou a Sanlúcar de Barrameda, na Andaluzia, concluindo a primeira circum-navegação da Terra. Ficou assim comprovada a esfericidade do planeta, ideia já proposta por Pitágoras por volta do século VI a.C. .
Realizado por Lav Diaz, “Magalhães” conta com os portugueses Joaquim Sapinho e Marta Alves entre os produtores. Gael García Bernal interpreta o célebre navegador português, num elenco que inclui ainda Amado Arjay Babon, Ronnie Lazaro, Ângela Ramos, Dario Yazbek Bernal, Tomás Alves, Bong Cabrera, Hazel Orencio, Baptiste Pinteaux e Roger Alan Koza. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Magalhães, de Lav Diaz: lembra-me um sonho lindo
O iconoclasta filipino Lav Diaz filma Fernão de Magalhães/Gael García Bernal como um “outro” que não é possível compreender nem conhecer. Magalhães não é uma epopeia.
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Críticas dos leitores
Magalhaes
Ana Braga
Demasiado mau para ser verdade e ainda pior cheio de erros históricos. Uma vergonha.
2 estrelas
José Miguel Costa
Filme de um cineasta filipino protagonizado pelo icónico actor mexicano Gael Garcia Bernal a representar na língua de Camões? Não, não é uma fake new passível de eventual verificação de veracidade por parte do Polígrafo. Trata-se de "Magalhães", uma coprodução entre Filipinas, Portugal (Joaquim Sapinho), Espanha (Albert Serra), França e Taiwan, realizada pelo aclamado Lav Diaz, que incide sobre uma das figuras maiores da História da era dos "descobrimentos", Fernão Magalhães (navegador e explorador português que idealizou e comandou a primeira expedição de circum-navegação do globo, financiado pela coroa espanhola).
Sensorial e atmosférico épico histórico (algo mitológico), longe do tradicional biopic estandardizado, que não constrói uma narrativa pejada de feitos heróicos, optando por desmontar paciente e reflexivamente o herói com pés de barro, através do foco nas consequências das suas façanhas (nomeadamente, no que concerne aos contactos com os povos indígenas).
Dividido em quatro capítulos (separados por anos e geografias), acompanha a última década de vida do "empreendedor". Num primeiro momento (1511) seguimo-lo nas campanhas militares coloniais portuguesas na Ásia, onde adquire um escravo malaio que jamais largará; em 1513 vimo-lo a definhar em Lisboa; em 1518, seguimos os meandros da negociata que levá-lo-á a mudar a sua lealdade da coroa lusa para a espanhola; em 1521, vemo-lo embarcar numa sombria viagem marítima para cumprimento da sua "missão", com paragem acidental nas Filipinas, onde tentará impor o catolicilismo aos indigenas.
Perante tal descrição os desconhecedores da cinematografia de Lav Diaz (famoso pelas suas obras, com duração mínima de 4 horas, saturadas por planos longos de um único take, ritmo lento e narrativas contidas) poderão induzir estarmos perante uma espécie de blockbuster impregnado de acção e emoção.
É precisamente a antítese (e até o Gael entrou em modo slow motion). A mais valia desta obra advém da sua composição pictórica, que se constitui como uma quase sucessão de quadros em movimento. @jmikecosta
Magalhães
Maria Estêvão
Um dos piores filmes a que assisti ao longo dos meus 67 anos de vida. Saí ao fim de 20 minutos de projeção após a saída de outros 8 espectadores frustrados. Caso para dizer “sinopse enganosa”.
Foi tão mau em ritmo, diálogos, representação, guião… que nem tenho palavras para descrever a frustração de ter pago um bilhete que não valeu o preço que paguei para ir ver um filme.
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