//

Living the Land - O Vento É Imparável

Imagem Cartaz Filme
Foto
Votos do leitores
média de votos
Imagem Cartaz Filme
Foto
Votos do leitores
média de votos
Drama 132 min 2025 M/12 29/01/2026 China

Título Original

Sinopse

Distinguido com o Urso de Prata para melhor realização no Festival de Berlim de 2025, este drama acompanha Chuang, um menino de dez anos que, durante a década de 1990, fica a viver numa pequena aldeia chinesa com os avós, enquanto os pais e os irmãos mais velhos deixam o campo em busca de melhores condições de vida na cidade.

Ao longo das estações de um ano — entre o trabalho agrícola, relações familiares, festividades e tradições locais —, o espectador observa, através do olhar do rapaz, as profundas transformações sociais num país em mudança.

Realizado e escrito pelo realizador chinês Huo Meng, este drama conta com as interpretações de Wang Shang, Zhang Chuwen, Zhang Yanrong, Zhang Caixia, Cao Lingzhi, Zhou Haotian, Jiang Yien, Kaidong Yang, Liu Hongai e Zhong Wan. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Living the Land: a tradição e a modernidade “imparável” na China

Luís Miguel Oliveira

Em Living the Land - O Vento É Imparável, Huo Meng mostra a vida numa aldeia chinesa pelos olhos de um garoto.

Ler mais

Críticas dos leitores

5 estrelas

José Miguel Costa

O filme "Living the Land – O Vento é Imparável" (vencedor do Urso de Prata para melhor realização no Festival de Berlim), escrito e dirigido pelo chinês Huo Meng, é um (quase épico) drama de época campestre, com um registo naturalista e uma linguagem marcadamente documental, que se constitui como uma espécie de réquiem a um país rural pejado de vibrantes tradições ancestrais que pereceu perante uma voraz revolução tecnológica imposta pelo poder estatal.

A acção (eminentemente contemplativa) decorre numa remota (e pobre) região do nordeste da China, ao longo do ano 1991, e tem por centro gravitacional narrativo um angelical (e omnipresente) menino de 10 anos (alter ego ficcional do próprio Huo Meng, criado com base nas suas memórias de infância), sendo sob o ponto de vista do mesmo que assisteremos ao banal (e, simultaneamente, algo mágico) ciclo da vida de uma pequena aldeia ainda dotada de identidade/intocada pelo "progresso" (apesar de evidenciar alguns resquícios das profundas mutações socioeconómicas que se avizinham, nomeadamente, o início do êxodo populacional para as grandes cidades em busca de "uma vida melhor").

Deste modo, somos granjeados com exuberantes imagens de cerimoniais ritualizados de natureza diversa (um casamento, um funeral, os festejos do novo ano chinês); emocionamo-nos com a pureza e a rudeza das simples dinâmicas relacionais da família alargada do petiz (quatro gerações sob um mesmo tecto), que ficou à guarda dos avós maternos, após a migração dos progenitores; deleitamo-nos com as "coreografias" dos trabalhos agrícolas.

E tudo isto "embrulhado" em cenários coloridos por paisagens esplendorosas, expostos através de longos planos (captados por fluidos movimentos de uma câmara que alterna continuamente entre grandes planos e close-ups). Destaque, igualmente, a sensibilidade com o realizador capta a essência dos castos aldeões, maioritariamente actores amadores. @jmikecosta

Continuar a ler

Envie-nos a sua crítica

Preencha todos os dados

Submissão feita com sucesso!